Eu sou louco!

Irreverência, humor, criatividade, non-sense, ousadia, experimentalismo. Mas tudo pode aparecer aqui. E as coisas sérias também. O futuro dirá se valeu a pena...ou melhor seria ter estado quietinho, preso por uma camisa de forças! (este blog está registado sob o nº 7675/2005 na IGAC - Inspecção Geral das Actividades Culturais)

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sábado, março 12, 2005

O piano

A propósito da prosa que debitei abaixo, gostaria de vos fazer uma confidência.
Desde os seis anos de idade, e por sugestão de meu progenitor, cujo pai e avô haviam sido músicos, comecei a aprender a tocar um instrumento.
A escolha foi minha: o piano!
É um instrumento fascinante, com uma sonoridade que me encanta e com uma característica especial: nele se pode tocar simultaneamente o solo e o acompanhamento.
Cheguei a tocar umas modinhas em público, pois então, num teatro de província, com direito a palmas, ramo de flores e beijos de uma menina...que por acaso era minha prima.
E as lições continuaram durante vários anos.
Mas nunca passei da cepa torta.
Até que desisti.
Acho que foi a primeira vez que senti que me faltava a vocação.
Há pouco tempo tentei dedilhar umas musiquetas. Que horror! Já perdera quasi toda a (pouca) agilidade dos dedos.

Como pai extremoso que sou, apliquei a mesma dose ao coitado do meu filho.
Resultado: não havia vocação. As aulas duraram muito menos tempo que comigo. Eu tinha aprendido a lição.
Desta vez não foi piano. Foi um orgão-sintetizador que ainda está cá em casa.

O velho piano, sem espaço num flat da Maia, foi morar para casa de familiares no Alto Minho.
E acho que lá ficará até morrer, o coitado.

8 Comments:

Blogger Maria Odila said...

Histórias de piano.. tenho tantas e ainda assim adoro ler muitas outras.
beijos
Maria Odila

2:32 da tarde  
Anonymous Andréa said...

OI!!! Cada coisa que acontece na nossa vida e agente naum sabe explicar o pq... coisas são impostas e terminam se tornando talentos... hummm... vc escreve muito bem... continue assim!!!
bjussss

11:48 da tarde  
Blogger Selma said...

Porque não o ofereçes alguma associação. Esse piano mereçia ser tocado, não concordas? Custa-me ver os instrumentos musicais solitários, afinal eles estão cá para trazer música, alegria e paixão à vida de alguém.

9:48 da tarde  
Anonymous betania said...

António...não podemos ter "queda" para tudo...pelo menos serviu para
fazeres um post sobre o assunto. Já
valeu a pena...

Beijinhos
betania

9:51 da tarde  
Blogger Malae said...

Aleluia! Hoje estou a conseguir postar:) Amigo, tenho certeza que esses dedos dedilham belas musicas nesse piano:) Belos textos como sempre. Boa semana... assim recheada de musica. Beijinhos mt grandes. Malae

10:22 da tarde  
Blogger António said...

Obrigado por terem vindo aqui e deixado a vossa marca.
Gostaria de fazer alguns esclarecimentos:

- O piano é muito fraco, tem estrutura em madeira e não em ferro. E está entregue a familiares que sabem teclar qualquer coisita.

- De facto, ainda recentemente tentei tocar umas músicas que sabia de cor num outro piano e os dedos estavam completamente rígidos. Também nestas coisas, ou se faz exercício ou se "engorda".

- Mas continuo a ouvir música da minha colecção de...vou ver...isso: 466 CD´s. Ontem, domingo, deliciei-me com o álbum Guilty e com a voz cristalina da Barbra Streisand.

Vão aparecendo e dizendo qualquer coisa. Pelo menos assim não fico com a sensação chata de estar a escrever para o boneco.

Beijinhos

10:59 da tarde  
Blogger pachita said...

Adoro piano. Tenho pena de nunca ter tido lições. Mas é dos sons que eu mais gosto.

3:48 da tarde  
Anonymous Topazio said...

Depois de ler isto, acho que o piano fez uma bela escolha...!!!
beijocas

2:46 da tarde  

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