Eu sou louco!

Irreverência, humor, criatividade, non-sense, ousadia, experimentalismo. Mas tudo pode aparecer aqui. E as coisas sérias também. O futuro dirá se valeu a pena...ou melhor seria ter estado quietinho, preso por uma camisa de forças! (este blog está registado sob o nº 7675/2005 na IGAC - Inspecção Geral das Actividades Culturais)

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quarta-feira, outubro 05, 2005

No velho mIRC - parte V - Epílogo

ELE: Boa noite, Ana Maria!
ELA: Boa noite, Rui Madureira! lololol
ELE: Está tudo bem contigo?
ELA: Sim! E contigo?
ELE: Tudo bem!
ELA: Sonhaste muito?
ELE: Não me lembro!
ELA: Quero dizer: sonhaste seco ou molhado?
ELE: lololol Acho que mais para o húmido!
ELA: A propósito! Não tens nenhuma empregada?
ELE: Tenho. É uma senhora que vem cá fazer as limpezas do chão, limpar o pó, essas coisas. Todos os dias, uma hora. Dias úteis, claro!
ELA: E trata da tua roupa?
ELE: Sim. Não é complicado. Eu podia fazê-lo; mas o dinheiro serve para estas coisas.
ELA: E do pijama também?
ELE: Malvada! Tu és o máximo! A volta que deste para me lixar.
ELA: Mas trata ou não trata?
ELE: Claro que sim! Já tem cerca de 60 anos. Não deve estranhar ver alguns tipos de manchas.
ELA: Lá isso é verdade!
ELE: Tenho uma novidade para te dar.
ELA: Boa ou má?
ELE: Suponho que será boa.
ELA: Estão, desembucha!
ELE: Na próxima 2ª feira tenho de estar aí em Lx.
ELA: Hoje é…6ª. É 6ª, não é?
ELE: Exactamente! É a nossa quinta conversa.
ELA: Começamos na 2ª. E passada uma semana vens cá!
ELE: Vou no domingo ao fim da tarde. Assim durmo aí e de manhã posso ir tratar dos assuntos cedinho. E regressar a horas decentes.
ELA: A que horas vens?
ELE: Espero chegar aí pelas 6 ou 7 da tarde. Normalmente iria um pouco mais tarde, mas como quero que venhas jantar comigo…
ELA: O convite está aceite há muito tempo.
ELE: Onde queres jantar?
ELA: Num sítio romântico.
ELE: Já sabia o que ias responder.
ELA: Então porque perguntaste?
ELE: Para confirmar. lololol
ELA: Escolhe tu. Deves ser especialista.
ELE: Conheço vários sítios bons. Mas preferes aí, na tua zona ou mais perto do centro?
ELA: Deixa-me pensar…
ELE: Para mim é indiferente.
ELA: Olha, Rui! Por mim, em termos de distância, não me faz diferença. Mas depois de jantar onde vamos? Poderíamos vir a minha casa mas, com o meu filho cá, não quero que aconteça nada de especial. Percebes?
ELE: Perfeitamente.
ELA: Escolhe tu! Não é preciso ser hoje.
ELE: Está bem! Estava a pensar jantar no hotel e dar uma voltinha a pé por esta zona.
ELA: Pois! Para fazer a digestão lololol
ELE: Mas podemos ir passear para outro sítio.
ELA: Pensas e depois fazes uma proposta agradável.
ELE: Ok!
ELA: Posso fazer-te uma pergunta difícil?
ELE: Podes!
ELA: Tu não tens filhos! Mas pretendes ter, acertei?
ELE: Sim! Tenho 3 sobrinhos de quem gosto muito mas gostaria de ter um filho.
ELA: Eu pensei nisso pouco depois do início das nossas conversas. Foi sobretudo por isso que eu te disse a verdade acerca da minha idade. Com 45 anos, ainda não tenho qualquer sinal de menopausa, mas uma gravidez seria de risco. Pelo menos é o que dizem os médicos. Portanto, qualquer ligação mais permanente entre nós (e eu sei que estou a pôr o carro à frente dos bois, mas acho que é importante falar nisto) poderia implicar que eu não te desse um filho. Já pensaste nisto?
ELE: Pensei, mas não meditei muito no assunto. Acho que é muito cedo.
ELA: Para ti, talvez; não para mim.
ELE: Como já te disse não meditei no assunto. Para mim é, de facto, prematuro. Não nos conhecemos pessoalmente e aqui, nem uma semana temos de conversa. Se te considerasse como a companheira ideal, poderia prescindir de filhos.
ELA: Já não seria a companheira ideal.
ELE: Uma das minhas amigas lésbicas quer ter um filho meu. Mas não me agrada muito ter um filho nessas condições.
ELA: Percebo.
ELE: Resumindo: consideras que a probabilidade de um dia termos uma vida em comum é baixa.
ELA: Exactamente. Mas também te digo que não é isso que me impede de ir jantar contigo e depois, se tal se propiciar, termos uns momentos íntimos. De facto, ando a precisar de homem. Mas assim as coisas ficam mais claras. E, depois, seja o que Deus quiser!
ELE: Podemos continuar esta conversa em Lx. Durante ou depois do jantar. Ou aqui, depois de eu regressar. E lembra-te que daqui a duas semanas vou para aí passar uma pequena temporada.
ELA: Carpe diem!
ELE: Gostei da maneira como puseste o problema e da forma aberta e inteligente como o encaras.
ELA: Tenho de procurar ser feliz, o mais que puder.
ELE: Tu és uma mulher estupenda.
ELA: Não exageres! Sou como sou. Tenho virtudes e defeitos. Como tu e como toda a gente.
ELE: Mas que me encantas particularmente, isso é verdade. Pelo menos antes da prova dos nove.
ELA: Tu também! E percebo que não tenhas abordado a questão de ter um filho antes. Se estivesse no teu lugar (o que não é fácil) provavelmente ter-me-ía comportado da mesma forma.
ELE: Hoje a conversa tem sido séria.
ELA: Tem de haver um tempo para tudo. Mas estou satisfeita que venhas cá. E quero estar contigo. Muito!
ELE: Eu também!
ELA: Hoje sou eu que me despeço. Embora amanhã não trabalhe, quero-me levantar cedo.
ELE: Amanhã apareces aqui?
ELA: Claro! Temos de combinar as coisas. No domingo já cá estás ao fim da tarde.
ELE: Eu faço-te uma proposta indecente.
ELA: Não espero outra coisa lololol
ELE: Então dorme bem.
ELA: Não sei se vou adormecer rapidamente. Mas bebo um whisky que é um bom potenciador do sono. E faz bem à circulação lololol
ELE: Beijinhos *******************
ELA: Para ti também *****************
ELE: Xau
ELA: Dorme bem. Descansa. Quero-te em forma lolololol
ELE: lololol Espero corresponder às tuas elevadas expectativas lololol
ELA: ******************
ELE: ********************
ELA: Xau *****************
ELE: Vou sair.
ELA: Saí.


EPÍLOGO

Rui foi a Lisboa e jantou com Ana Maria num restaurante das Portas de Santo Antão (os portuenses gostam muito de ir comer em restaurantes daquela rua).
Depois andaram a pé, para lá e para cá, de mão dada (pois como ela é mais alta que ele, não dava jeito pôr o braço pelo ombro), durante bastante tempo. A atracção que tinham sentido no chat confirmou-se em pleno no decurso deste convívio pessoal e directo. O humor esteve sempre presente funcionando como condimento afrodisíaco.
Não eram duas pessoas que se encaixassem nos padrões de beleza da época, mas será que isso é o mais importante? Não o é, certamente!
Ao fim de duas horas, não sem antes terem estado sentados num café e bebido uma bica, dirigiram-se ao hotel onde Rui estava hospedado. O bar estava aberto e tomaram um whisky cada um.
Subiram ao quarto onde se envolveram em jogos amorosos que os deixaram extenuados e satisfeitos. Sem dúvida que houvera o tal clique. Ana e Rui tinham passado a prova dos nove.
Já passava das quatro da manhã quando saíram. Rui acompanhou Ana a casa e regressou de táxi. “Gesto bonito, de um homem a sério” comentou ela.

Na 2ª feira já não falaram só no chat. Também se telefonaram.
E os dias foram prosseguindo com um crescendo de paixão que atingiu o ponto mais alto quando Rui esteve duas semanas na capital.
A questão de terem ou não um filho voltou a ser abordada várias vezes.
Mas, quando Rui voltou para casa e a distância não permitia o contacto directo e diário, as conversas no chat começaram a tornar-se monótonas e a ser progressivamente mais curtas e mais espaçadas.
Entretanto, Rui conhece outra rapariga que se mudara para o mesmo prédio. Dez anos mais nova, baixa, elegantemente magra e muito bonita, mas sem a presença imponente, alegre e bem humorada que tinha Ana Maria. Envolveram-se. E ela, Sara, calculista, deixou-se engravidar premeditadamente e sem nada combinar previamente com o namorado. E Rui, que mais não fosse porque estava ávido de ser pai, caiu na armadilha. Ou fingiu que o fez.

Nunca houve paixão. Só um amor sereno que foi sobrevivendo com o tempo e com os dois filhos que tiveram.
Ana Maria continuou a ser a favorita de Rui. Quando ía a Lisboa tinham invariavelmente os seus fogosos encontros. Consolidaram o estatuto de amigos e amantes. Era dela que o agora “exemplar” pai e marido verdadeiramente gostava.
Ela ficou sempre sozinha. Rui era o seu favorito, mas continuou a manter encontros clandestinos com o amigo do ex-marido.
Até hoje!

67 Comments:

Blogger margusta said...

António para castigo desta vez sou a primeiraaaaaaaaaaa.
Mas amigo vim só marcar lugar é quase 1h e estou com soninho..amanhã volto cedinho.
Beijinhos.

12:49 da manhã  
Blogger I said...

que deprimente...mas num formato de excepção.

1:49 da manhã  
Blogger GNM said...

Bem... o final é muito diferente do: "casaram e viveram felizes para sempre". Mas a história tambem nao começou por: "Era uma vez..."

As tuas palavras tocaram-me.

Bom feriado!

Continua a sorrir!

2:54 da manhã  
Anonymous GR said...

A constante nostalgia, dos grandes romancistas!
Apesar de eu não gostar mesmo nada (na vida real), de amantes, facadazinhas no casamento, etc....
Achei o final cheio de ternura e paixão!
Entre Ana e Rui, a consolidação para a sólida amizade existiu sempre, tendo como base, a honestidade!
Um amor sereno! Frustrado, distante, mas ameno!
Como um dia de Outono!

António,

Parabéns!
Deve ser de uma grande satisfação e realização, chegar ao fim da história com esta tranquilidade!
Que mais posso dizer!
Brilhante!

Valeu a pena vir espreitar, mesmo sendo tardíssimo!
Fecho este livro. Sei que há outro na estante!

Um beijo,
GR

3:07 da manhã  
Blogger sonhos sonhados said...

António

gostei do final...
"destes diálogos" .

a amizade honesta e leal
é sempre muito importante.

jinhux létinha.

3:43 da manhã  
Blogger lazuli said...

Por acaso reli o teu anterior texto (reli, já tinha lido, atenção..eheheh) e imaginei o final que não poderia ser outro senão esse vindo de ti, realizador, produtor e encenador. E porquê? Deste um final adequado a um chat duma semana...
Se bem estou a perceber lololo (o lololo é a brincar), a direcção das coisas sempre foi essa desde o início. Então começaste por reduzir a aventura à sua essência: uma mera aventura de dois adultos solitários. Depois entraste na realidade da distãncia e das circunstãncias, e deste ao Rui a paternidade de rosáceos filhos, o lar, etc e tal, enfim o correcto.
Finalmente, um final (passe o pleonasmo) "realista", um pouco ao lado da moral vigente, com um toque de nostalgia e de amizade.
Escreveste um texto muito bom, que se lê com um nó na garganta mas sempre com o suspense do final pressentido. Primo, tens que publicar esses textos, és um contador de histórias excelente!
Beijos com muita admiração e carinho!
Fernanda G.

4:29 da manhã  
Blogger Caiê said...

Amigo:
o final da tua história é muitíssimo realista.
atrevo-me a dizer que são histórias dos nossos vizinhos, dos nossos amigos, de nós, enfim, ...
Aí há caso, mas ... minhauuu minhauuu

Gostei muito. detesto contos da carochinha! os meus parabéns! palmas!

4:49 da manhã  
Blogger Paula Raposo said...

Uma história como outra qualquer, no sentido em que é assim mesmo que acontece! Gostei imenso da forma como a escreveste, e ainda bem que somos todos diferentes, porque eu teria dado outro final, mas como é óbvio, o meu outro final teria de ter acontecido com outras pessoas!! Beijos, bom feriado para ti

9:48 da manhã  
Blogger margusta said...

Chuif....Chuif..Chuif...
Que fim nostálgico António...mas gostei muito.....
Esta è a história de muita gente, que se acomoda embora amando outra pessoa.....mas sabes, são estes amores que perduram no tempo, porque ás vezes a convivência diária acaba por anular grandes amores. Assim não existe lugar para a rotina...fica sempre a paixão no ar, á mistura com o amor.
Gostei e senti as emoções dos dois personagens.
Ás vezes intorrogo-me se não existe aqui um pouco de António á mistura no meio da ficção....será?
Meu querido ficamos á espera de uma nova blogonovela.
Beijinhos.

10:05 da manhã  
Blogger António said...

Para "GR":

Obrigado pelo tem belo comentário.
De facto, devo confessar que estou satisfeito com o que fiz. Não é fácil, com o pouco tempo de que disponho para estas coisas, fazer ficção.
E tens razão: já estou a trabalhar noutro. Mas ainda está um adolescente imberbe. Só começarei a divulgá-lo quando estiver numa fase mais adiantada. Enfim...ainda me vai dar água pela barba...eh eh
Beijinhos

2:01 da tarde  
Blogger margusta said...

Querido António admiro-te pela tua
sinceridade...
Passa lá pelo meu cantinho.
Beijinhos

2:09 da tarde  
Blogger I said...

António , obrigada pelas generosas palavras que escreveu no seu comentario ao "Fala-me de Amor". O Dunas não tem vocação em relação às artes pois a minha formação é gestão de empresas (ainda que gerir seja uma arte que exige , por um lado, conhecimentos técnicos e científicos, por outro , muita sensibilidade e bom senso além, claro, de outros predicados..rs*!)
O Dunas é, antes, um espaço virtual onde as minhas ideias encarnam em letras, frases, numa catarse que me acalma.Independentemente da qualidade, a actividade da escrita pressupõe sempre outras que são pensar e criar.Trata-se pois de catalizar energia criativa, dando-lhe forma e colocando-a à disposição de quem dela queira usufruir, seja para ler e guardar , seja para ler e acrescentar, ou modificar, ou esquecer..não interessa.Por exemplo a sua blogonovela abriu-me o espirito para uma dimensão que desconhecia.Quando estou só não fico infeliz.Aproveito a solidão para conhecer coisas novas e fazer coisas que nunca antes fizera, sem ter que estar a dar satisfações a ninguém e sem ter que me preocupar com o bem estar de quem quer que seja que não o meu.Sou um bocado "rato de biblioteca"e também adoro andar pelas ruas das cidades de nariz no ar, conhecer países novos, viajar sózinha, sei cá.Não me ocorreria perder tempo.Mas ha quem o faça e gostei de "sentir" o que leva a que isso aconteça. E, com o seu texto "sente-se" a angustia, a solidão, o desespero das pessoas, a sua pequenez de espírito, a pobreza das suas ideias, está lá tudo e sente-se. Por isso considero que aqueles 4 posts são de grande maestria (atenção, escrevi "maestria" e não "mestria" propositadamente )conhecimento da vida e de um determinado tipo de pessoas que serão, quem sabe , uma maioria .Aguardo agora a nova blogonovela "ainda adolescente".
Será sobre quê?...

3:15 da tarde  
Blogger sonhos sonhados said...

Amigos

a beleza e a simplicidade
das palavras,
do “jogo”...
deram origem...
a mensagens muito interessantes e belas.

a Maria,
a Dulce,
a Reverse,
a Carmem
e
a Wind
(que já terminaram as suao “obras”)
deviam ser premiadas,
não só pela participação
como...
pela clareza,
beleza,
harmonia,
ritmo,
e rico conteúdo que imprimiram
às suas mensagens.

para todas estas meninas...
”aquele” abraço...

amigos visitem estes blogues
por favor
QUE LINGUAGEM TEM O TEMPO QUE NÃO MORRE?
da Maria,
Além de Mim
da Dulce,
A outra face
da Reverse,
Eu Sei Que Vou Te Amar
da Carmem,
WebClub
da Wind,
..............e vejam se vos engano!

jinhux da não-Julieta.

3:31 da tarde  
Blogger Bárbara Vale-Frias said...

Ai, tanto texto para ler e eu sem tempo :( Vou tentar vir mais tarde...

Vim só dizer que estou viva e que não me esqueci dos amigos ;)

Bjs

3:46 da tarde  
Blogger Bárbara Vale-Frias said...

Antes fosse, antes fosse... espreita lá o meu post de hoje... aconteceu tudo na madrugada de 5ª feira. Desde então, não tenho tido cabeça para nada nem tenho dormido bem à noite. Mas a vida continua e a ver se regresso aos posts diários :)

Bjs

4:13 da tarde  
Blogger Loucura said...

Olá António!
Não previa outra coisa senao um final fora do convencional! Essa do caram e viveram felizes para sempre era demasiado previsivel!
Mas gostei deste final.
Beijinhos, bom feriado

4:39 da tarde  
Blogger Bárbara Vale-Frias said...

Oh, António, que final deprimente! Já não bastava os erros e infelicidades do passado, ainda tiveram os dois de acabar desta maneira!

Será que na vida real as coisas se passam de uma forma parecida com a que descreveste? Se calhar sou eu que aos 31 anos já estou totalmente Out... Vidas afundadas em relações sem profundidade? Vidas que se vivem no comodismo de um dia-a-dia sensaborão? Vidas que se dão de mão beijada à infelicidade?

Bjs

5:41 da tarde  
Blogger pinky said...

muito bem.
um final muito consistente.
gostei muito, a ficção vai longe.
fico a aguardar novas histórias.

6:25 da tarde  
Blogger maresia said...

daaaaaaaaaaaaaahhhhhhhhhhhhhhhhhhhh

;) conseguias melhor...

[nunca cá venho e quando venho ou digo logo que não vou ler nada ou que não gosto do que li... devo ser a tua blogueira favorita LOL]

7:44 da tarde  
Blogger Paula said...

Em que estória verídica te baseaste ou inspiraste para escrever esta?
Está fantástico! Adorei!
Tu de facto não vais escrever livro, coisa nenhuma: vais escrever um guião para a próxima produção nacional!
Querido amigo, se eu já gostava de te ler...agora então.... ainda estou mais fascinada!
Sinto-me honrada por ser tua amiga.
Mil beijinhos da tua amiga tixa

8:18 da tarde  
Blogger maresia said...

[conseguias melhor] é forma de dizer... hobbie ou não, interessa é que tu gostes do que escreves... quem sou eu para achar que o que eu não gosto tem alguma coisa a ver com qualidade! ;)

[conseguias melhor] não faço ideia como, eu já gostei mais de outras estórias/histórias, mas o que é que isso interessa?? :)

[conseguias melhor] já reparaste bem na quantidade de elogios que tiveste relativos a esta blogonovela? eu sou do contra, porque te preocupas?? ;)

[conseguias melhor] mas qual crítica detalhada... ou bate ou não bate, a mim esta não bateu! há quem goste de whisky velho, eu é mesmo só de gin tónico :)

9:13 da tarde  
Blogger Paula said...

FANTÁSTICO!!!!!!!!!!!!!!
Tudinho fruto da tua imaginação!!!!
Amigo.... eu quero ver algo escrito por ti!!!!
És um verdeiro talento!... Faz-te ao sucesso...tens tudo para vencer!
Estou aqui eu para te apoiar e muitos outros fans que conquistaste neste teu espaço estupendo e fabuloso de prosa!
BEIJOSSSSSSSSSSS
PS- Obrigada pelo teu carinho paternal e amigo. Adoro-te!

9:56 da tarde  
Blogger Mitsou said...

António, li os atrasados mas só comento neste, ok?
Gostei muito do final porque é realista e nestas coisas virtuais a realidade acaba sempre por vir à tona. Nem sempre com finais cor de rosa, não é?
Beijinhos de fugida e já estou de abalada. Fui! :))

10:56 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

Demorei mais porque me têm dado um trabalhão...ora !!!esta quantidade de fãs!!!ah!ah!
Pois,pois,queres saber o que acho?
Bem escrito e de uma forma muito inteligente,ó engenheiro!nada de cor de rosa(não sei porquê até se usa,depende do tom!) e muitas pontas...sem nó!muito bem!muito bom exercício de escrita,gostei!
Considerações?Nenhumas ou...melhor, sem ter nada contra as escolhas de cada um,estas vidas não me seduzem,até pode ser limitação minha,ou falta de espaço,egoismo,o que quiseres...tenho um coração muito pequeno,e na roupa não faço questão já nos afectos...rigoroso exclusivo,feitios,está bom de ver,e ninguém disse que era bom,sou assim!
beijinho grande,e ...vou acabar um trabalho,escapei-me para te ler,ih!ih!
ana

11:36 da tarde  
Blogger I said...

em resposta ao seu comentário:Boa cabeç(orra)a António! Também me considero acima da média mas só no nosso país, onde a média é abaixo de cão.Por isso, ser acima da média por cá, não é grande proeza, nem estandarte que se ostente...qualquer um de nós, bloguers, somos acima da média, pois não só sabemos ler e escrever como também pensamos e conseguimos transmitir a terceiros , os nossos pensamentos!é muita fruta!(se nos reportarmos à média, claro).Agora o que me consolaria , seria se fosse diferente da média.Isso sim!é que a Grande Manada reconhece-se ao longe pela aura de estupidez que emite, pela energia destruidora das sua mesquinhez, pela sua proverbial intolerância , pelo sua ausência de sentido de justiça , pela mentira em que se refugia, pela traição , falta de valores , como por exemplo, um tão belo e tão esquecido como a Palavra de Honra. A matriz humana não é grande coisa...e eu pertenço-lhe, eu sei, o que é muito aborrecido.Mesmo querendo ser diferente da média, pertenço-lhe...Hoje ouvi uma entrevista da Ana Sousa Dias a um músico muçulmano do Mali que acredita que os hipopótamos do rio Niger são espíritos.Quem sabe, para a próxima, se houver, terei a sorte de ser um hipopótamo do rio Niger.Aí sim, serei francamente acima da média (e diferente... )Fico a aguardar o seu novo post!:-)

11:45 da tarde  
Blogger Betty Branco Martins said...

Querido António

O final que deste a esta história, está muito bem, não podia estar melhor!
Analisando toda a situação, deste um final merecido.
Têm a "felicidade" que realmente lhes convém! Ora isso é fantástico! :)

PARABÉNS! Foi uma história com princípio meio e fim***** :)

Beijinhos

4:14 da manhã  
Blogger TMara said...

estórias de vidas. Mtas são assim. Bjs e ,)

7:40 da manhã  
Blogger Xuinha Foguetão said...

Toni,

gostei muito!

5 estrelas...

Beijocas.

10:08 da manhã  
Blogger nelsonmateus said...

a brincar,
a brincar,
este post dá muito k pensar ...

ps: lololoolol

10:32 da manhã  
Blogger Anna^ said...

Parabéns António:
Pela escrita...pelos diálogos...pelo desfecho q nada tem de cor de rosa e q podia e pode muito bem ser a realidade de muitos.
Continua que nós por cá vamo-nos mantendo em dia c a leitura :)

bjokas ":o)

11:28 da manhã  
Blogger guga said...

António,

adorei a história toda, principalmente o final. Não é cor-de-rosa, bem sei, mas acho-o bastante actual e real.
Continua a escrever. Serei sempre 1 ávida leitora.

bjs Sandra

11:31 da manhã  
Blogger LetrasaoAcaso said...

Hum. fabuloso este epílogo.
Tal como na vida real.
Parabéns, António.
Abraços

12:47 da tarde  
Blogger {-Sutra-} said...

António, gostei muito de ler e adorei este final. :-)
Como sabes, eu também gosto de escrever contos. Já comecei mais um, depois de ter terminado o anterior. ;-)

Agora, ando mais numa de atender os pedidos dos leitores ;-)

Beijo doce

2:02 da tarde  
Anonymous misty said...

Olá, boas tardes.

Pois é, eu bem dizia que esta história havia de ter um final real. E ao contrário de algumas opiniões, não acho de todo deprimente...é que já não acredito nos finais género "...and they lived happilly ever after"...
É o final real para dois adultos, nos dias de hoje, em que muitos amores -e amizades- "morrem" no teste da distância física. Os ritmos actuais não se compadecem com os amores...

Gostei muito, claro.

Há mais?? É que tenho um stock de pipocas que nem queiras saber!...

Beijito

3:08 da tarde  
Blogger António said...

Para "nelsonmateus":

Obrigadinho pelo comment.
Vai aparecendo que, se o tempo mo permitir, para a semana vai começar outra história.
Saí
lolololol

3:19 da tarde  
Blogger pachita said...

Finalmente consegui vir aqui!
Ontem não tive netcabo o dia inteiro. Imagina como fiquei!

Gostei do final. Mas ainda assim, sinto falta dos teus outros textos. Em todo o caso, fizeste bem em variar e contar estas histórias que acontecem nos mircs e msn's e companhia limitada.

Beijinhos ao Charlie

5:05 da tarde  
Blogger a_guerreira said...

Porque o traço longitudinal da nossa vida nunca é linear, gostei muito do final escolhido. Contra toda a moral vigente, mas próximo da realidade. Abraço!

5:44 da tarde  
Blogger maresia said...

onde está a nova estória?!?!?!

venho aqui e nada... tá mal, tá muita mal... tssssssss

;)

6:00 da tarde  
Blogger BlueShell said...

Depois tenho de ler o que está para trás....

Realmente...uma trabalheira...já estou cansada...e quase me dá vontade de chorar...porque acho que vamos perder...apesar de tudo; todo o trabalho, todos os projectos que foram feitos para cada freguesia...

Tu sabes como é. Beijos para ti também
BShell

7:04 da tarde  
Blogger Leonor C.(nokinhas) said...

Bonita história que retrata bem a vida que é feita de encontros e desencontros. Gostei, estou à espera de mais.Quanto a mim, estou com pouca imaginação.

Leonor

7:10 da tarde  
Blogger Bárbara Vale-Frias said...

Voltei :) Depois do pedido lá no meu Sublimações, não podia deixar de vir escrever mais umas linhas ;)

De uma meneira geral, gostei muito de tudo. O discurso é coloquialmente fresco, a linguagem simples e arejada, a história engraçada. Escolheste bem a intriga. E acho (quase) tudo isto possível pois já me aconteceu uma situação parecida em que através do mIRC conheci um médico de Portimão - um querido! - com quem ainda mantive um género de paixão platónica durante uns 2 ou 3 meses... até nos conhecermos pessoalmente Loool É que o Sôtor tinha mais 16 ou 17 anos do que eu!

Mas voltando, António. Gostei muito dos teus posts. Espero que nos continues a dar-nos música com os teus textos fabulosos, cheios de criatividade e bem escritos. Ah, e espero que explores outros géneros... aliás, estou muito curiosa com o que virá a seguir ;)

Um beijinho e... está bem assim? ;) Se for preciso, escrevo mais!

8:54 da tarde  
Blogger sonamaia said...

Tens talento, nao ha duvida!! Pena o Rui e a Ana nao terem ficado juntos!! Afinal Porto/Lisboa nao é assim tao longe Nao te esqueças q há o Alfa-pendular que faz a viagem em 3h!!! Mas os finais imprevistos sao os mais interessantes.. Fico à espera de mais..Tás no bom caminho, na minha modesta opinião de professora de português!! Beijinho

9:49 da tarde  
Blogger INFORMANIACA said...

E eu à espera da parte quente... e tu saltaste...ora ora ora

Não me escapas...

LC

10:29 da tarde  
Blogger Leonoretta said...

gostei bastante.
os dialogos sao muito coloquiais. estamos a ler e a "ouvir", a sentir toda e qualquer expressao, e elas estão implícitas.
sinestesia. é a palavra.
o final, nao é bem um happy ending à cinema mas é um happy ending. e todos nos gostamos de happy endings nao e?

entao vivam os possiveis happy endings.

a ficção está muito boa antonio. publica mais. vamos gostar de certeza.

abraço da leonor

11:42 da tarde  
Blogger António said...

Para "sonamaia":

Minha querida amiga!
É com grande prazer que te vejo entrar na minha casinha.
Obrigado pelas tuas palavras motivadoras.
Volta sempre!
Serás recebida como uma raínha, já sabes!

Beijinhos

12:11 da manhã  
Anonymous Perfect Woman said...

Não foi nada que não estivesse á espera, se bem que cheguei a pensar que fosses dar um rumo, mais de acordo com que nós gostamos, do tipo, "casaram e tiveram muitos meninos com óculos",(sem ofensa para quem os usa, é claro) mas se calhar até nem seria isso, era capaz de se tornar muito lendário e a vida realmente não tem nada de lenda e de histórias da Carochinha. Tive oportunidade de ler os comentários que te deixaram, (aí está mais uma vantagem de ser quase a ultima) e verifiquei que se continua a atribuir, talvez por força maior, uma conotação negativa aos chats... Bem eu já os frequentei em tempos, a principio para falar com amigos e amigas que conhecia na vida real, e mais tarde por força do virtual com algumas pessoas com as quais se travou uma empatia de circunstância, que é claro acabou por se desvanecer... Mas sempre consegui dar um rumo á conversação que não a de um "engate virtual". Mas talvez um dia ainda te faça uma revelação bombástica acerca desta questão... Realmente a internet tem os seus "quês" lololo

Jinhos ternos, fico á espera de mais...

1:23 da manhã  
Blogger António said...

Para "ana":

Obrigado por mais um comment bem disposto.
De facto, escrever ficção dá trabalho.
Mas visitar os autores de tanto comment, embora seja um prazer, também ocupa imenso tempo.
Aliás, agora as visitas que faço a outros blogs são só as de resposta.
O tempo não dá para mais.
É que tenho o emprego e sem ele não há graveto para comprar o chop-chop.
Beijinhos

8:53 da manhã  
Blogger I said...

Ficam aqui votos de rápida recuperação (da energia criativa )o que é revelador do meu profundo autismo: estou a pensar , antes de mais, no prazer que o seu comentário me poderá dar.

11:40 da manhã  
Blogger nelsonmateus said...

aposto k sai mais 1 post amanhã!
logo d madrugada ...

2:10 da tarde  
Blogger Su said...

gostei deste final...muito realista
jocas maradas

3:10 da tarde  
Blogger Pozinhos de Perlimpimpim said...

Finalmente acabou a novela mais mediática deste blog.
Tal como prometido aqui vim, ver o final da história, que afinal, acabou um pouquinho diferente dos contos de fadas que estou habituada a contar.Beijos Mágicos

12:45 da manhã  
Blogger António said...

Para "nelsonmateus":

Errado!
Sabes que eu tenho mais coisas para fazer na vida?
Ainda não estou reformado...eh eh
(Os gajos não querem...dizem que esta porcaria está falida!)

Abraço

1:02 da manhã  
Anonymous zezinho said...

Bom dia amigo António.
Convido-o a reler de novo o texto que está no conversas. Estará um pouco descontextualizado, já que faz parte de um todo.
Porém eu gosto de chamar à minha escrita, "escrita fragmentária".
Trabalho muito com mensagens ocultas, fruto da minha paixão pelos iniciatismos.
Um abraço e bom sábado.

9:54 da manhã  
Blogger wind said...

Extraordinário:) Situações reais. Muito bem contado:) beijos

11:38 da manhã  
Blogger nelsonmateus said...

oups! nã entendo? nã costuma falhar esse tipo d predições???

azar!

já agora ... a reforma é pros velhos k merecem a reforma e nã pros jovens k s disfarçam d velhos, portanto toca a trabalhar! :)

12:13 da tarde  
Blogger António said...

Para "nelsonmateus":

Olha que eu não sou jovem disfarçado de velho.
Sou velho disfarçado de jovem.

ah ah ah

Abraço

12:45 da tarde  
Blogger guevara said...

56 comentarios???

sucesso garantido, antónio!

fico à espera... de outros enredos!


e já agora... não vou morar pra Maia, não Senhor. E também já não fico nos arredores! Voos mais altos se levantam!

bjito

6:10 da tarde  
Blogger Paula said...

Aguardo ansiosamente pelo teu proximo post..... vim ca espreitar..mas ainda nao saiu.... informa-me qd o publicares, ta bem?
Jinhos grandes, migo lindo.

9:08 da tarde  
Blogger Lmatta said...

OLá
Antonio gostei muito do teu conto
espero muito por outro
Beijinhos Loucos

10:34 da tarde  
Blogger A.na said...

Antonio,
foi por acaso que aqui passei,mas garanto que vou voltar...
Minha vida ,
esta que aqui descreves,
minha e de tanta gente mais,
vidas privadas que mt tÊm de privação...
esta é a realidade crua e dura
e talvez escolhida
por não existir
diferente opção!
Abraço
imenso prazer em "conhecer"

12:29 da manhã  
Blogger Ana Maria said...

um bom final e um bom texto que demonstra a fragilidade de uma sociedade que prefere o facilismo ao sacrificio e por final acabam por simplesmente viver.
parabéns pela tua iniciação na ficção foi bem conseguida e mais uma vez parace que sou a última-hihihi

3:55 da tarde  
Anonymous hodiguitria said...

Boa solução...mais para ela do que para ele, digo eu! ;)

6:07 da tarde  
Blogger Malae said...

Amigo! Como disse já tinha lido o final da tua blogonovela. Mas agora que o reli, volto-me a sentir surpreendida.

Este final foi uma surpresa. Pela maneira como estas a alinhavar a tua estória não saberia que fim darias às tuas personagens. Mas muito sinceramente acho que foste extremamente coerente... analisando bem não teria sentido acabar de outra maneira. E tendo em conta todo o historial do Rui e da Ana Maria teria se ser uma relação que se mantivesse como que na penumbra!

E agora que acabaste deixa-me que te dê os prabéns. Fizeste muito bem em enredar por esta onda da ficção! E ficou mais demonstrado que tens o dom da escrita esteja ele ligado ou não à memória! Espero ansiosa o próximo!=)

Beijinhos do tamanho do mundo, da amiga
MAlae

PS: Em relação à pergunta que deixaste no meu blog. De maneira alguma acho que o teu texto precisava de bolinho, fosse ela de qualquer cor. Apenas me surpreendeu a maneira rápida e descomplexada com a tua personagem abordou o assunto. Não esperava que fosse logo assim no inicio da conversa. Como bem dizes... vê-se por aqui cada coisa! lolo

Muack*************

5:02 da tarde  
Blogger Malae said...

Amigo António! Vim então esclarecer que a falha foi minha e não da tua memória!

Acabei o curso agora. Quer dizer... a entrega da tese foi em Dezembro, mas como estive até meio de Agosto para receber a nota da mesma, aproveitei a semana da recepção ao caloiro e foi como que a despedida do ensino superior e da Escola (Escola Superior de Comunicação Social) que foi quase a minha primeira casa durante estes ultimos anos.

E agora... outra luta se adivinha! A procura de emprego! A ver se aparece mais rápido do que as expectativas! =) Vida de recém licenciada!

Beijinhos grandes e muito amigos!
Malae********

11:26 da tarde  
Anonymous Amanda Caldas said...

Quando comecei a ler, pensei q Rui fosse um tarado q iria matar ana ou algo do tipo.. ahhaha sei lá né, em mIRC nunca se pode confiar.. :X
mas eu adorei e achei o máximo a história de vcs
pena q não deu certo né :~
as vezes a vida toma rumos completamente diferente do q imaginamos e queremos! mas é assim mesmo..
espero q vc seja feliz Rui com sua nova família..
e vc Ana consiga encontrar alguém a sua altura ou q pelo menos não seja casado!

UM BEIJO E TUDO DE BOM. #) :*

4:16 da tarde  
Blogger António said...

Para "Amanda Caldas":
Obrigado pela visita e pelo comentário.
Mas eu não sou o Rui.
Toda a história é uma ficção inventada e escrita por mim, António.

Jinhos

4:43 da tarde  
Blogger heidy said...

hum... se gostava dela, porque não lutou por ela? triste!

11:44 da manhã  

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