Eu sou louco!

Irreverência, humor, criatividade, non-sense, ousadia, experimentalismo. Mas tudo pode aparecer aqui. E as coisas sérias também. O futuro dirá se valeu a pena...ou melhor seria ter estado quietinho, preso por uma camisa de forças! (este blog está registado sob o nº 7675/2005 na IGAC - Inspecção Geral das Actividades Culturais)

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domingo, fevereiro 12, 2006

O viúvo - parte XIV

- O quê, mãe? Então o meu pai não é o meu pai? Meu Deus! – exclamou, nervosa, a filha.
- Se te acalmares e me ouvires vais ficar a saber tudo. E eu vou ficar muito mais aliviada – disse, falando devagar, a mais velha, e tentando mostrar um à vontade que não tinha.
- Está bem! Olha! Não quero comer mais. Agora só quero ouvir essas revelações – e a Cristina poisou o queixo sobre uma mão, com o cotovelo apoiado na mesa e olhando fixamente a progenitora.
- Quando era nova, era um bocado levantada. Não sei se do sangue africano que me corre nas veias e também corre nas tuas e nas da Teresa. Embora namorasse com o Raimundo, saía amiúde com outros rapazes. E algumas vezes chegávamos ao fim, percebes?
- Claro que percebo, mãe. Continua! – disse, em tom impaciente, a Cris.
- Eu tomava a pílula anticoncepcional que naquela altura era muito forte mas, como também bebia bastante, várias vezes esquecia-me de o fazer. Felizmente, depois soube controlar-me e reger a minha vida de forma mais sóbria.
E continuou, perante o olhar atentíssimo da filha:
- Num dos últimos dias de Outubro de sessenta e nove, fui a uma festa onde estava uma rapaz, tropa, que eu achava um encanto. Chamava-se José Luís Novais. Uns dias antes tivera uma birra com o Raimundo e deixei de lhe falar. Deve ter sido uma parvoíce qualquer pois já nem me lembro do que foi.
Fez uma pausa e respirou fundo.
- Continua, mãe, por favor! – rogou a mais nova.
E a quinquagenária continuou:
- Estive bastante tempo a dançar e a conversar com o rapaz. O teu pai, o Raimundo, nem apareceu. Bebemos bastante e, já bem tarde na noite, fomos até à Ilha do Cabo, bem lá perto da Barracuda, e na areia tivemos relações. Adormecemos mas, passado pouco tempo, com o abaixamento da temperatura, ele acordou e disse-me para irmos embora. Levou-me a casa onde dormi profundamente.
- E pensas que podes ter ficado grávida nessa noite? – quis saber, inquieta, a Cristina.
- Sim! Porque, de facto, quando tive a birra com o Raimundo, disse-lhe: e escusas de me procurar mais; até vou deitar as pílulas fora. E assim fiz. Pelo que andei três ou quatro dias sem a tomar.
- Meu Deus, mãe! – e a filha abanou a cabeça em sinal de reprovação.
- Bom! Quando acordei, em casa, já passava do meio-dia. Mas só algum tempo depois estava com cabeça para pensar, e ocorreu-me que poderia estar grávida. Não tinha qualquer certeza e o Zé Luís iria voltar para o continente poucos dias depois. Que é que eu pensei? Vou ter com o Raimundo, peço-lhe desculpa e faço amor com ele. Se não ficar grávida, tudo bem. Se ficar, o pai será o Raimundo – revelou a mãe de Cris – e assim fiz.
- Isso é um tanto maquiavélico! – disse a filha.
- Reconheço que sim – prosseguiu a mulher – pouco depois confirmei a gravidez e casei imediatamente com o Raimundo que sempre foi o homem que amei.
- E não pensaste em fazer um aborto? – perguntou a filha – seria uma atitude muito habitual para uma situação dessas.
- Pensei, claro! – respondeu a Laura – mas, por um lado senti que seria bom ter um filho do Raimundo, e por outro, tive medo de o perder caso ele viesse a saber. A minha cabeça ficou muito confusa, como deves calcular; só tinha a certeza que queria ficar com o Raimundo e optei por fazer o que fiz. Pode não ter sido o mais correcto ou racional, mas foi o que decidi.
- Acho que te percebo, mãe – disse a Cris.
E a mulher mais velha continuou:
- Deixa-me acabar de contar. Em Julho nasceste tu. Nunca tive coragem para falar nisto a ninguém. A ninguém, mesmo. Hoje é a primeira vez que abordo o assunto. A ideia inicial foi evitar que te envolvesses com um homem que pode ser o teu pai. Mas, agora, acho que tenho de te pedir perdão por nunca antes te ter dito a verdade. Ao teu pai, quero dizer, ao Raimundo, nunca teria tido coragem. Mas após a morte dele, devia ter falado contigo.
E a Laura começou a chorar e a soluçar profusamente.
A filha levantou-se, abraçou-a pelas costas e também rompeu em pranto.
A cena tinha alguma coisa de patético.
Ao fim de alguns minutos a mãe suplicou:
- Perdoa-me minha filha. Perdoa-me, por favor!
- Oh mãe! Quanto deves ter sofrido com esse segredo escondido no teu peito uma vida inteira! Claro que te perdoo, querida mãe. Dá cá um beijinho.
- Obrigado Cristina! Como me sinto mais aliviada! – disse, ainda a soluçar, a mãe – por um lado porque me confessei a ti. Nem aos padres falei nisto, sabes? Por outro porque me perdoaste. Obrigado, minha filha.
- Vamos sentar-nos no sofá! – sugeriu a Cristina – e, se quiseres, eu durmo cá hoje.
- Era bom, era! – agradeceu a mãe.
Sentaram-se no sofá da sala e, pouco depois, disse a filha:
- Tu sabes que agora é fácil saber se o Zé Novais é ou não meu pai e com elevado rigor. Fazendo um teste de ADN.
- Claro que sei! Mas para isso é preciso ter a colaboração do Zé – falou a Laura.
- Eu falo com ele e conto-lhe tudo. Ou preferes ser tu? – disse a Cristina.
- Não! Prefiro não me encontrar com ele até se saberem os resultados do teste. Depois se verá! – optou a mulher de meia-idade.

Na manhã seguinte, terça-feira, vigésimo dia de Setembro, Cristina tocou na campaínha do vizinho ainda não eram nove horas.
O Zé, tinha acabado de fazer a higiene e estava já vestido. Aproximou-se da porta e perguntou:
- Quem é?
- Sou eu, a Cristina!
- Um momento – disse o viúvo e logo franqueou a entrada à sua amante.
- Bom dia, Cris! – e quando ía beijar-lhe os lábios ela desviou-se ligeiramente. O suficiente para o beijo cair na face.
- Bom dia Zé! – disse ela.
- Há alguma novidade? Nunca apareceste aqui a esta hora – disse o dono da casa enquanto fechava a entrada.
- Preciso de falar contigo com urgência mas também com calma. A tua empregada está cá a que horas?
- Das nove às onze, como todos os dias.
- E não há alguns dias em que vem cá de tarde? – insistiu a morena.
- Sim! Às terças e quintas vem das duas às quatro. Hoje é terça, não é? Então estará cá – esclareceu o Novais.
- Olha! Podes estar em minha casa às duas? – perguntou ela.
- Posso! Mas passa-se alguma coisa de especial. Não o podes negar. Algum problema com a tua mãe? – indagou o homem.
- Não está ninguém doente nem nada disso. Mas é importante para mim, para ti e para a minha mãe – disse a Cristina deixando o vizinho ainda mais intrigado.
- Mas não podes dizer alguma coisa?
- Não! Temos de estar com calma e sossegados. Eu peço à Lena para me deixar entrar mais tarde.
Eis que se houve a porta do apartamento a abrir. A Rosa entrou. Ao deparar com os dois estacou, olhou-os e disse secamente:
- Bom dia!
- Bom dia, Rosa! – e logo acrescentou o patrão – esta é a nova vizinha, a D. Maria Cristina. E esta é a Rosa, de quem já te falei.
Foi a Cris quem tomou a iniciativa de saudar:
- Bom dia, Rosa! Muito prazer! – disse.
- Igualmente! – respondeu a Rosa com um sorriso forçado.
E retirou-se para a cozinha, dizendo:
- Com licença! Vou-me preparar para o trabalho.
- Até já, Rosa! – disse o homem.
- Bom! Então estamos combinados, não é verdade, Zé? Vou para a agência.
E saiu.
O José Novais ficou em pulgas.
- Mas que é que terá acontecido? – falou para consigo.
Tomou o pequeno-almoço e só perguntou à empregada se havia lista. Havia.
E saiu com um simples:
- Adeus, Rosa!
Esta ficou a matutar:
- Aqui houve coisa! É limpinho! Pode ser que o namoro acabe depressa!
E esta ideia deixou-a mais feliz.
Começou a cantarolar.

31 Comments:

Blogger Su said...

gostei de ler, apesar de ter achado o perdão da filha muito imediato, mas gostei ...espero o desvendar desta história
jocas maradas

5:37 da tarde  
Blogger Paula Raposo said...

Pois, António. É a vida. Beijos.

7:10 da tarde  
Anonymous Ana Joana said...

hehehehe António, sabes o que me fez rir? foi a "quinquagenária" hahahahahah. Nunca me tinha imaginado como tal. Geralmente não me lembro que estou nessa faixa etária, de modo que ver o meu grupo etário com tamanho "apelido", deu-me uma vontade de rir...

Quanto à novela....esperam-se as cenas dos proximos capitulos rsss

Beijinhos
Ana Joana

8:06 da tarde  
Anonymous GR said...

Quantas crianças devem ter nascido, nesta situação!!!
A Cris, teve uma reacção de grande maturidade! Tendo demonstrado grande compreensão e afecto pela mãe!
Queria saber o fim desta história, o mais rapidamente possível!
Contudo, gostaria que ainda faltassem, umas cinquenta folhas!

António,
Tenta “esticar” este teu livro!
Magnifico!

Bjs,

GR

8:53 da tarde  
Blogger Loucura said...

Ai e entao terminas assim por hoje?? Ficamos assim nesta expectativa!?! Não pode ser!!
O proximo capitulo depressinha sim?

Beijinhos!

10:12 da tarde  
Blogger wind said...

Este capítulo teve pouca acção para aquilo a que nos acostumaste:)
Ela não é filha dele, não pode, senão era um drama-o incesto-apesar de não ser premeditado. Agora como é que o José vai receber a novidade? Ele estará disposto a fazer o teste? Aguardo próximo capítulo, com a Rosa também a fazer cenas de ciúmes:) beijos e as melhoras*

10:15 da tarde  
Blogger António said...

Para "Ana Joana":
Obrigado pela visita.
Também eu sou quinquagenário e não lido bem com essa designação.
Mas quando for sexagenário será pior!
ah ah ah

Beijinhos

10:26 da tarde  
Blogger António said...

Para "GR":
Obrigado pela visita.
Não posso esticar demais senão a corda rebenta. Percebes?

Beijinhos

10:28 da tarde  
Blogger MT said...

Isto está a correr bem, o desgraçado do Zé, perde a mulher, fica desesperado à procura de companheira, e quando a encontra pode ser pai dela...hehe, António tem lá calma porque senão o Zé pode não aguentar e ter um ataque cardiaco.

Beijinhos

11:41 da tarde  
Blogger lazuli said...

Um intermezzo interessante, mas por mim iam todas á vida. São umas sanguessugas. O Zé Novais teria uma crise de fé e entrava para o convento das carmelitas, dos jesuitas ou afins para uma quarentena de avés marias.

António, adoro o que escreves. Continua...

2:45 da manhã  
Blogger Zica Cabral said...

está cada vez mais emocionante...........como reagirá o Zé Luis a esta história toda????
Não tenho vindo ca tão amiude porque o John continua no Hospital embora os médicoa ainda não lhe tenham encontrado nada que justifique as convulsões e os desmaios......
Tem sido uma correria impossivel e quando chego a casa só quero uma coisa
A MINHA CAMA!!!!
beijinhos grs
Como estão os teus olhos???
Zica

9:27 da manhã  
Blogger hodiguitria said...

Hmmmmmmm...desconfio que a Cris não pode ser filha do Zé! Seria dramático demais! ;)
Queremos o próximo capítulo, já! :)
bjs

11:40 da manhã  
Blogger Leonor C.(nokinhas) said...

Bem, mas essa filha é muito rápida a perdoar. Se fosse eu ficava completamente fora de mim! Veremos...

Beijinhos

1:52 da tarde  
Blogger Luís Monteiro da Cunha said...

Pois... e... e...
Vá lá... desembucha!

Não demores...

Este soube a pouco, ficou um amargo de boca...

Abraço

5:35 da tarde  
Blogger Betty Branco Martins said...

Querido António

Meu Deus!!!

Como é que a pobre da Cris vai ter coragem para acabar com a alegria do "nosso" viúvo?

Já estou com pena dele! Mas tens uma cartada na manga com toda a certeza!

Estou a adorar - o que não é novidade nenhuma: pois sou tua fã!

Beijinhos

Boa semana

7:27 da tarde  
Blogger {-Sutra-} said...

Estou a adorar esse desenrolar daquilo que é agora um drama. Será ou não a Cris a filha do Novais?
Eu gostaria que fosse, só para que o Novais se virasse para outra pretendente. Ou a Rosa, ou outra qualquer que apareça. Também não gostava que fosse a Rosa a ficar com o Novais, uma vez que já esfrega as mãos de contente. :P

António, fico a aguardar os próximos capítulos ;-)
Entretanto, deixei um desafio para ti no meu blog.

Já agora, parabéns pelo aniversário do blog.
Beijo doce

7:47 da tarde  
Blogger heloisa said...

MEU AMIGO*,
Ca' estou na continuacao da Leitura!_GOSTEI, como nao podia deixar de ser!...porem, hoje, nao estou em condicoes de dizer mais nada!
Sou capaz de voltar antes do XV!
Fique em Saude!
Um Abraco!
Heloisa.
************

7:57 da tarde  
Blogger lena said...

António, gostei da maneira como Cris reagi-o à noticia da mãe, embora pense que ela estava por dentro com uma estranha sensação e dúvidas,
chegou a ter um relacionamento com o Zé, e tinha acabo de ouvir da mãe, uma possível suspeita de ele, o Zé Luís, ser o seu pai, no entanto demonstrou que estava do lado da mãe e a ajudaria a esclarecer tudo
muitas festas acabam assim à beira mar, em envolvimentos e nada dão a seguir, momentos que acontecem, alguns deixam marcas, outros um seguir em frente com a vida
o José Luís não sonha o que a Cris lhe vai contar,
depois de a escutar ou ele se lembra e teve a feliz ideia de ter usar o preservativo, que duvido, pois naquela época, penso que era mais a mulher que se prevenia, ou quererá fazer imediatamente o teste da paternidade, embora entre em estado de choque, devido ao envolvimento dos dois
tenho a certeza que não é o pai da Cris, este é o meu sexto sentido a funcionar, pois ainda mais irá acontecer e tens algo escondido, para este desenrolar
a Rosa está a deixar-me desgostosa, com aqueles ciúmes "parvos" pensa que é dona do Zé Luís e abusa, lá estou eu a viver com as tuas personagens
mas isso devesse ao facto de as descreveres tão bem que me envolves sem eu dar por isso no teu romance
continuo a ser tua fã, és magnífico a escrever e quanto eu gostava de ver este romance editado
deixou-me curiosa este capítulo, tipo um doce que se dá e se retira, pois estava ansiosa por ver a reação do “meu” amigo Zé Luis

beijinhos para ti meu querido amigo, e desejo que melhores rapidamente

lena

9:42 da tarde  
Blogger margusta said...

Meu querido António,
...bom e como te disse no ínicio desta maratona...começada 5 posts abaixo, resolvi tirar esta noite para ti :)) apesar de afastada da blogosfera por uns dias...

Estou a gostar muito de te ler...de repente veio-me á ideia "Os Maias"...o incesto...

Bom vou aguardar pelo proximo capitulo, para ver a reação do Novais...

Beijinhos para ti e uma boa semana

12:48 da manhã  
Blogger pinky said...

better and better by the day!
espero que o próx. episódio seja rápido, a curiosidade é muita.

2:22 da manhã  
Anonymous Maria Papoila said...

António não pude deixar de rir até às lágrimas com a tua piadinha da "quinquagenária"... eheheheh...(sabes porquê)...
A Cris é "mente" aberta mesmo... a mãe conta-lhe a história e nem reage.
O Zé ainda está mal refeito e a Rosinha tem olho de lince...Já "canta"...
Claro que já percebeste que estou a gostar.
Beijo

10:55 da manhã  
Blogger Leonoretta said...

ola antonio.

lendo a continuaçao da tua novela a minha certeza redobra: o mundo é mesmo pequeno. tanto sitio e tanta gente para logo serem vizinhos.

como dizia agostinho da silva quando falava da tragedia de edipo rei a proposito de ele fugir ao destino para se encontrar: remar contra a maré a favor da maré.

abraço da leonoreta

1:09 da tarde  
Blogger maresia said...

levantada fachavor... vai lá, vai! a gaja era era bem sabida! eh eh eh

9:21 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

Aguardam-se cenas mais.mais.mais "envolventes".(não é uma critica).Fica bem e muita inspiração para novos capitulos. Bjs da DoceRebelde.blogs.sapo.pt

10:57 da tarde  
Blogger Menina_marota said...

Passei para deixar-te um abraço.
A leitura, deixo-a para um dia destes, porque já vi que tenho aqui muito para ler.
Com calma, voltarei.

Um abraço e boa semana, (apesar de já estar quase a findar...)

;)

12:21 da tarde  
Blogger The Woman +K(P) said...

Bemmmm "quinquagenária"... c'a breca hihih do melhor...
Outra coisa por um acaso a Rosa é escorpião?
Valha-me a santa que ciumeira...
Agora a sério quantas e quantas crianças não terão nascido fruto de situações identicas...

Jinhos vou a correr ler o outro...

9:06 da tarde  
Blogger Xuinha Foguetão said...

A parte da revelação e do perdão...

Não sei se será assim tão simples.

Vamos lá ver no que isto vai dar!

10:20 da manhã  
Blogger nelsonmateus said...

blogonovela ou nã! isto vai tudo muito depressa, pá!!!

10:58 da manhã  
Blogger Mocho said...

Como sempre, continuas a escrever com a preocupação de manteres aspersonagens, um enredo e uma trama interessantes. Não se perde o interesse ao ler cada capítulo apesar de eu achar que a Cris, como pessoa emotiva e apaixonada que é, merecia alguma demora a assimilar a história; não terias problema nenhum em trabalhar os sentimentos e as emoções dentro desta revelação completamente surpreendente e angustiante para a maior parte de nós. De qualquer forma, o ritmo da história poderia ficar comprometido com a delonga. Resumindo, mais um post com escrita e enredo muito bons.

3:10 da manhã  
Blogger lazuli said...

António, não venho falar da história mas de ti.
És o primo mais querido que tenho..
beijos sem fim

12:38 da manhã  
Blogger amita said...

Olá António. Já vi que tenho de começar a minha leitura daqui. Estou num curto intervalo do trabalho.Mais logo voltarei. Bjinhos e uma flor

6:16 da tarde  

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