Eu sou louco!

Irreverência, humor, criatividade, non-sense, ousadia, experimentalismo. Mas tudo pode aparecer aqui. E as coisas sérias também. O futuro dirá se valeu a pena...ou melhor seria ter estado quietinho, preso por uma camisa de forças! (este blog está registado sob o nº 7675/2005 na IGAC - Inspecção Geral das Actividades Culturais)

A minha fotografia
Nome:
Localização: Maia, Porto, Portugal

domingo, janeiro 29, 2006

O viúvo - parte X

E, sentada num extremo do sofá triplo com o Zé recostado no outro extremo, a jovem mulher, com o copo de Martini numa mão e um cigarro na outra, começou:
- Nasci em Luanda a vinte e oito de Julho de 1970, como já te disse. Em 1975, tinha cinco anos, vim para o continente com os meus pais e a minha irmã Maria Teresa que tinha só dois anitos. Agora tem trinta e dois e é tão maluca como eu. Saímos à minha mãe. O meu pai era pacato. Até demais.

E continuou:
- Ficamos no Porto. Ao fim de algum tempo, a mamã arranjou emprego como balconista numa boa casa de louças e cristais onde ainda trabalha, mas agora num posto mais elevado, e o pai como vendedor de uma firma importadora de máquinas.
A morena fez uma pausa e acendeu outro cigarro.
O viúvo olhava para ela atentamente e, em vez do Martini, bebia o que ela ía desfiando.
E a mulher continuou:
- Andamos a estudar e até nem éramos más alunas. Mas depois de fazer o 12º, aos dezoito anos, como vês andei sempre bem, não quis estudar mais. Queria ganhar dinheiro para ser independente. Arranjei um emprego numa têxtil de Guimarães.
Em noventa e um, com vinte e um anos, casei com o Rui Manuel que tinha trinta e cinco. Mas a coisa deu para o torto e três anos depois separamo-nos e divorciamo-nos.
Fez uma pausa para beber um gole e continuou:
- Em noventa e sete, tinha vinte e seis de idade, juntei os trapinhos com o Aníbal, indo viver para a Trofa onde ele tinha uma pequena confecção. Ah! Ele tinha...quarenta anos...espera...exacto, quarenta. Mas começou a frequentar uns bares ou coisas do género e a fazer noitadas com uma frequência que não me agradava e seis anos e tal depois deixei-o e fui viver com o sócio dele. Houve um grande escândalo mas eu marimbo-me nessas coisas. Era o Jaime e tinha quarenta e cinco. Eu tinha trinta e três. Como vês, sempre homens um pedaço mais velhos.
Entretanto, em dois mil, o meu pai teve um enfarte que lhe provocou morte imediata. Fiquei bastante fragilizada. Talvez isso tenha contribuído também para a separação do Aníbal. Ele não me deu o apoio de que eu carecia e isso fez-me esfriar.
Nova pausa, novo cigarro, novo gole.
- Fumas bastante – falou, finalmente, o atento ouvinte.
- Não chega a um maço por dia. Mas bebidas deste tipo estimulam a vontade de dar umas passas – respondeu ela – tu não fumas?
- Raramente – respondeu o viúvo – mas depois de jantar sou capaz de fumar um cigarrito.
E a Cristina prosseguiu:
- Agora, em Agosto, eu e o Jaime decidimos separar-nos. Achei que não gostava dele o suficiente e, depois de conversarmos várias vezes sobre o assunto, decidimos acabar. E eu pensei em vir trabalhar com a Lena.
- E não tens filhos? – interrompeu o Novais.
- Não! – respondeu ela – penso que posso ter, mas nunca estive interessada.
- Bom! Já são oito e meia. Tenho de ir buscar a comida. Vens comigo? – disse o Zé.
- Ah! Pensei que eles vinham cá trazer – admirou-se a angolana.
- Não! Anda daí!
- Ok! Vamos lá – concordou a Cris.
Ao fim de cerca de vinte minutos estavam de regresso.
- Que queres beber, Cristina? Vinho maduro ou uma cerveja fresquinha? – perguntou o Zé Luís.
- Depois do Martini é melhor a cerveja. Senão ainda adormeço aqui no sofá – e a morena riu-se, mostrando toda a alvura da sua boca sensual.
- Então também bebo Super Bock. É a que tenho – disse o homem.
- E serve muito bem – disse a vizinha – o mais importante é a companhia.
Sentaram-se e começaram a saborear o bacalhau.
- Depois do que eu te disse, deves pensar que sou maluca ou ninfomaníaca ou outra coisa do género – disse ela.
- Acho que és uma mulher de um tempo diferente do meu. És livre, independente, e fazes da vida o que entendes. Se te sentes bem assim, óptimo. Mas devo dizer-te que não és nada tola. Soubeste aproveitar e conseguiste fazer um bom pé-de-meia. Tens uma casa, móveis e um carro – avaliou o Zé.
- Acho que me percebeste. Isso é bom! Muita gente não me compreende e tratam-me como uma leviana ou uma meretriz de luxo. Nada disso: quando ando com um homem, sou-lhe fiel. Há a excepção de ter trocado o Aníbal pelo Jaime.
- Pois, Aníbal e Soares nunca ligaram muito bem – gracejou o homem.
- Boa, Zé! Tens a tua cabecinha em forma – elogiou a Cristina Soares.
- O Jaime era casado e fomos viver para uma casa que ele comprou e eu mobilei. Assim não fiquei completamente descalça. – orgulhou-se a Cris – O facto de ser casado também ajudou à separação. Nunca esqueceu a mulher completamente, tenho a certeza.
- Eu bem te dizia há pouco que não eras nada parva – recordou o Zé.
- Agora vou comer um bocado sem falar porque a comida já está a ficar um bocado fria – disse ela.
- Também acho! – corroborou o viúvo.
- Mas depois tens de me fazer um relatório da tua vida como eu fiz da minha. Sou um livro aberto. Tu pareces mais reservado. Mas vamos comer e depois falas tu – sentenciou a morena.
- Ok! Eu falo! Não é preciso chamar a polícia para me torturar e obrigar a abrir o bico – e o Zé riu-se.
Ela também.
Enquanto acabavam a refeição, o Novais ía pensando.
- É uma fulana formidável. Esta conversa revelou uma pessoa com uma certa pancada na cabeça mas de uma franqueza notável e uma personalidade muito forte. Estou a gostar dela.
Terminada a refeição e feitas algumas limpezas e arrumos, estiveram uns minutos à janela a apanhar uma aragem fresquinha e a conversar sobre assuntos mais ou menos genéricos: o tempo, o custo de vida, a televisão...até que voltaram a sentar-se nos mesmos lugares do sofá.
- Agora vou beber um whisky e fumar um cigarro – disse o José – também queres?
- Sim, obrigado.
O anfitrião tirou do bar uma garrafa de Old Parr 12 anos, dois copos e disse:
- Vou pôr aqui um bocadinho de música de fundo e depois vou buscar gelo.
Ligou o leitor e colocou nele um disco com música tocada a solo por um pianista. Pouco depois reapareceu com o balde de inox e serviu a bebida on the rocks.
- Agora é a tua vez de te dares a conhecer melhor – falou a ainda jovem mulher.
- A minha vida, apesar de mais longa, foi menos agitada que a tua – começou. Nasci em Fevereiro de quarenta e sete no Porto. Estudei até terminar o 7º ano antigo.
Decidi ir fazer a tropa e depois continuar a estudar. Entrei em sessenta e seis, em sessenta e sete fui para Luanda e regressei em sessenta e nove. Foi um período estupendo.
- Eu só nasci no ano seguinte – interferiu a Cris.
Como já estava habituado a ter dinheiro no bolso e tinha conquistado a minha independência, fui trabalhar para um banco em setenta. Aí conheci a Margarida que tinha praticamente a minha idade e no verão de setenta e um casamos. Fomos sempre muito felizes.
Fez uma pausa, serviu-se de mais um pouco de scotch, verteu também no copo de Cristina e continuou:
- A única coisa que nos faltou foi ter um filho. Mas adaptamo-nos à ideia. Aproveitamos para ter um nível de vida melhor e viajamos bastante. Depois de nos reformarmos aos cinquenta, ainda mais. Até que em Abril apareceu o cancro no estômago da Guida e acabou por falecer no dia dezasseis do mês passado.
- Hoje são onze. Ainda não fez um mês. É muito recente – comentou a morena.
- Foram quatro meses bem difíceis. Depois fiquei completamente só. Mas tenho-me aguentado bem – disse o ex-bancário.
- Deves estar muito carente – disse, com uma voz prenhe de ternura, a visitante.
- Não fazes ideia! Não fazes ideia!
- Coitadinho... – murmurou a Cris.
E o Zé sentiu os pés da sua visita pousarem nas suas coxas.
Olhou para eles e viu que estavam nus, depois mirou-a e ela estava estirada no sofá.

32 Comments:

Blogger Paula Raposo said...

António, eu não sei escrever prosa. Mas estou aqui para comentar como leitora interessada nesta blogonovela!!! Porque é que ele havia de pensar que ela era ninfomaníaca??!! Não percebi...não me parece que essa fulana seja muito inteligente. O viúvo, coitadito, lá está na dele, mais ou menos a ver à maneira dele, claro!! Qualquer uma serviria, ele nem sabe se ela é inteligente ou não, não sabe nada. Ou, finge que não sabe! Não me vou pôr a analisar mais nada, fico chata quando começo a escrever ou a falar sem parar...Beijinhos. És um querido. Tu. O escritor. O Zé Luís ainda não é nada querido. Desde o princípio que não o gramo.

5:55 da tarde  
Blogger wind said...

Pois, o Zé continua muito machão. Dizer que ela era "amalucada", lá por ter tido aqueles homens. Sabes que na vida real isso acontece e as pessoas são fiéis enquanto estão com o outro. Há é muitas vezes com o tempo, incompatibilidade de feitios e gostos. Quando ela precisava do último, ele não a apoiou. Mas vou deixar de criticr o Zé e rir-me com ela, que já está a avançar para ele.gargalhadas. Sempre quero ver o que é que o machão vai fazer. ehehhhe. beijos

6:39 da tarde  
Blogger wind said...

Desculpa ele não lhe chamou amalucada , disse isto:"- Acho que és uma mulher de um tempo diferente do meu." Ora bem pegando nesta frase, sei de casais com diferenças de idades e que se são lindamente. beijos

6:43 da tarde  
Blogger A.na said...

Sabes? não fumo mas...a morena aqui fez uma pausa,acendeu um cigarro que sempre tenho por aqui e continuei...a ler.
Deu vontade...mas foi só um:)
acho que esta indefinição é um problema de agora,nosso...nós trintonas!
A.ntónio...venho deixar-te
um cheiro de frutos bons,
frutos cheios de As.
Sei que vou estar por aqui quase sempre a ler-te...Meu tão sempre A.migo:)

7:49 da tarde  
Blogger Loucura said...

Só para deixar votos de uma boa semana.
Tenho de por toda a minha leitura em dia....

Um beijinho grande

8:59 da tarde  
Anonymous GR said...

António,

A Cristina tem uma vida afectiva, bastante instável!
Ao contrário, do seu vizinho!
Extrovertida, conversadora, Zé Luís conseguirá acompanhar este ritmo?
Ou será um pequeno flirt?
Mas a Cristina não perde tempo!
Irá Zé Luís, alinhar com esta sedutora?
Cada dia a curiosidade é maior!
Agora é mesmo grande!

Um beijo,

GR

9:12 da tarde  
Blogger heloisa said...

"COITADINHO"!_"COITADINHO"!!!...
Por ora, nao faco mais conjecturas e, fico a aguardar (interessadissima1...), pelo XI EPISODIO!!!!!

Aqui Lhe deixo UM ABRACO E, MEU AGRADECIMENTO, POr Suas PALAVRAS no meu aniversariante "Conversando..."!
quando Lhe for oprtuno, de um saltinho ao "Mais Velho"!
_Tenha um excelente inicio de semana, bem como todo o resto dela!_Inspiracao nao Lhe desejo, porque tem mais do que suficiente_MUITA E DE RESULTADOS BRILHANTES_!....

Heloisa B.P.
**************

9:47 da tarde  
Blogger amita said...

Olá António. Cá estou na X parte. Gostei de ler esta sensibilidade masculina muito patente (lol) o que nao me surpreende pois fui criada no meio de rapazes. Fico à espera da sua continuação. Uma boa semana, um bjo, uma for e um doce sorriso

10:00 da tarde  
Blogger António said...

Para "GR":
Novamente o meu obrigado pela tua presença.
Leio as tuas interrogações com um sorriso nos lábios e penso:
"Minha querida amiga, vais ter de aguardar mais uns dias até teres a resposta a essas dúvidas".
ah ah ah
Hoje sinto-me um pequeno Hitchcock!

Beijinhos

11:00 da tarde  
Anonymous Maria Papoila said...

António:
A Cris é realmente uma mulher de um tempo diferente do Zé. Mas ele tem humor, isso tem, aquela do Aníbal e do Soares teve graça... A Cris é despachada (será fruto da época de colheita?), porque já tirou os sapatos... parece-me que o Zé não vai resistir... Tal como eu não resisto à tua escrita... Beijo

11:06 da tarde  
Blogger A.na said...

Sim meu A.ntónio
é um muito muito amigo...foge do mundo durante meses e meses.
É feliz...voa.

Não fumo mesmo...raro,muito raro.
....breve breve.até.

12:09 da manhã  
Blogger Caiê said...

Eu também não percebi porque é que ele acha que ela tem "uma certa pancada"... e então "ninfomaníaca"... Livra, que ideias!

12:40 da manhã  
Blogger MT said...

Bem pode ser que ele agora acalme, e comecemos a conhecer uma faceta menos "obsecada" do Zé, gostava de lhe conhecer um lado mais profundo, menos superficial.

Beijinhos

12:59 da manhã  
Anonymous Perfect Woman said...

Não consegui (ainda ler-te) mas assim que possa faço-o... Vim deixar-te um beijinho muito terno meu migo António. Estou quase de volta.

12:03 da tarde  
Blogger Zica Cabral said...

deixaste-me no suspense , na melhor parte..........está a ficar cada vez melhor a historia do Zé Luis.......e como sempre cheia de pormenores que dão a cor verdadeira à ficção.
Beijinhos
Zica

12:18 da tarde  
Blogger hodiguitria said...

É uma Leoa! E o nosso Zé estará disposto a conviver com tanta personalidade?! Ou será apenas uma noite de sexo e nada mais?!...

12:58 da tarde  
Anonymous PW said...

Aíiii Antonio meu migo... mas tu não sabes que não podes falar no Herodes, á tua miga!!! Por enquanto n'um posso nem ouvir falar quanto mais...


Valha-me a Santa da Agrela... (que n'um vejo o dia de levar c'um ela) hihihih


Jinhos meu grande migo...

6:55 da tarde  
Blogger pinky said...

uiiii isto está a aquecer, está..no próx episódio é que vai explodir, vamos lá vêr se sempre dá "molho"! ;)

8:25 da tarde  
Blogger myanmar said...

esta novela está cada vez mais interessante meu caro contador de histórias:)

8:37 da tarde  
Anonymous mocho said...

Continuas a despertas a curiosidade e já vais no X capítulo. Caramba, homem, é obra!!! Despertas a curiosidade até para a leitura e se não fosse por mais, esta razão já era suficiente p/ te dar os parabéns. Os detalhes que crias nas personagens são pitorescos e minuciosos, o que revela o que pode ser a tua personalidade pois um escritor não é mais do que a extensão do homem que está por detrás. P.S. - Não tens que dar voltas à cabeça: as aves são mesmo assim. É aquilo a que se pode chamar bio-diversidade animal (mas atenção, podem ter medo das alturas mas ainda não tem dentes). PIU!

8:46 da tarde  
Blogger Su said...

para quem está viúvo nem tem um mês.... o homenzinho ao afirmar a sua carência e interesse pela jovem e experiente amiga .. . imaginamos a dor que sente pela ex mulher amada
acho q um viúvo tão recente e tão bem amado e com um final tão traumatico -o da sua mulher- ao fim de 3 semanas não andava à caça , mas......
rsrsrsrsrsr

9:41 da tarde  
Anonymous Perfect Woman said...

António hihih no pila quê???? Aí migo tem dó... hihi jinhos até amanhã...

10:58 da tarde  
Blogger A.na said...

Um até breve meu A.

10:14 da manhã  
Blogger a sua vizinha said...

Mas isto é que vai uma rabaldaria! Tudo o que vem à rede é peixe, porra! E ele, coitadinho, tão carente... A gaja não perde uma oportunidade! Ele vai caír que nem um pato e depois há-de arrepender-se! Ela tem a escola toda, bacharelato, licenciatura e um currículo muito bom. É assim que os homens caiem!

Ai, vizinho, tenha um bom dia!

12:57 da tarde  
Blogger Flor said...

Ai Zé Zé!!
Agora lá está ela no sofá...descalça...bom, isto promete!
:-)
beijo

3:06 da tarde  
Blogger Xuinha Foguetão said...

Cá estou eu António para te chatear um bocadinho...

Ora bem, talvez n fosse má ideia a Cristina começar a olhar para rapazes mais novos, porque o historial dela diz que com os mais velhos as coisas não correm muito bem. Será que esta vai ser a excepção que faz a regra? Huuummm!

Eu acho que não!

E você?

Você decide!

Se acha que sim, ligue o 808000000
Se acha que não, ligue o 808000001

Vote e escolha o fim da sua novela preferida!

Ehehehehehe!

Eu já liguei.

Beijocas.

4:28 da tarde  
Blogger heloisa said...

Fica um ABRACO!
_Ainda nao ha' *XI*... reli o *X* e, o *I* e o *II*!!!
Voltarei! talvez mais proximo do fim de semana!
que esteja em SAUDE e' o MAIS IMPORTANTE!
_deixei-Lhe algumas palavritas la' no "Heloisa..."
....................ATE' SEMPRE!
Heloisa B.P.
*******************

11:34 da tarde  
Blogger Ana Maria said...

a coisa está a aquecer!

11:45 da manhã  
Blogger lena said...

António , estou atrasada na leitura, o tempo desta vez correu mais rápido que eu
mas vim ler mais uma parte e deparo com duas, ainda bem,

a Cristina tem um ritmo de vida mais acelerado que o José Luís, ele não ficou chocado com tantas revelações e acho que ela tem razão, para quê prolongar uma relação condenada,
não a acho instável, a vida é para ser vivida e bem, ela foi fiel com os companheiros
enquanto manteve uma relação,
partir para outra sempre que não der certo, é normal, ou melhor devia ser considerado normal, eu penso assim
depois já estou a ver o José Luis nos seus pensamentos imaginários a pensar: “ ela é boa como o .....”não digo porque acho que ela é mesmo boa,
gostei de os ver no sofá, numa amena conversa de "retalhos" da vida de cada um,
que delicioso devia estar o bacalhau e a cerveja geladinha, a esta hora também queria, mas ia estragar o programa da Cris

gostei do a vontade deles e continuo a gostar da forma como consegues escrever, em que as imagem passam à minha frente de tão bem escritas estarem, és um novelista, está confirmado e não tenho dúvidas, esse livro devia sair

surpreendes-me em cada episódio

deixo-te beijinhos, muitos para ti, meu querido amigo e lá vou eu para a continuação

lena

7:29 da tarde  
Blogger margusta said...

Meu querido António,
...vou estar ausente por uns dias da blogosfera...mas não podia deixar aqui vir para colocar a minha leitura em dia :)) senão depois é mais complicado :)

Este já está...vamos ver no que vai acontecer agora..próximo episódio aí vou eu....

9:51 da tarde  
Blogger Mitsou said...

Também refilo com a classificação de ninfomaníaca!! Por outro lado, o Zé teve sempre uma vida tão certinha que não admira, não é? :)
Beijitos!

4:45 da tarde  
Blogger mitro said...

Quero dizer-lhe amigo António que tem uma narrativa muito fluída que nos consegue agarrar com extrema facilidade, mesmo num texto longo como este. Os diálogos parecem-me mesmo muito bons, apesar de às vezes me perder, pois ainda não sei se o viúvo se chama Zé,mas a culpa é minha, poque comecei logo a ler por aqui.
Acho que tenho todos os motivos para lhe dar os meus parabéns!

12:46 da tarde  

Enviar um comentário

<< Home