Eu sou louco!

Irreverência, humor, criatividade, non-sense, ousadia, experimentalismo. Mas tudo pode aparecer aqui. E as coisas sérias também. O futuro dirá se valeu a pena...ou melhor seria ter estado quietinho, preso por uma camisa de forças! (este blog está registado sob o nº 7675/2005 na IGAC - Inspecção Geral das Actividades Culturais)

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sábado, janeiro 07, 2006

O viúvo - parte III

Depois da conversa com a empregada Rosa, José Luís Novais arranjou-se e foi ao café. Comprou e leu um pouco do Expresso e voltou a casa para pegar no Peugeot 307 e ir dar a má nova à sogra.
Almoçaria algures. Talvez em Santo Tirso.
Eram cerca das duas e meia quando estacionou junto do lar onde se encontrava interna a D. Josefina Cunha, agora com setenta e nove anos de idade.
Casara aos vinte e seis com o bancário Fernando Dias de trinta e dois anos. Cerca de um ano e meio depois nasceu a única filha do casal, a agora falecida Margarida. Foi sempre doméstica. E mesmo depois da morte prematura do marido aos quarenta e cinco anos, quando a Guidinha, como chamavam à filha, tinha onze anos, conseguiu sobreviver graças à pensão de viuvez, a algum dinheiro que o Fernando havia herdado e gerido com rigor e ainda a alguns tipo de doces e bolos que confeccionava em casa e vendia a duas ou três pastelarias.
Era alegre e de bom trato. A filha puxara a ela.
Em Maio de 2004 teve a trombose cerebral que a deixou paralisada do lado direito e sem fala. Em Abril do ano seguinte, e devido à grave doença da filha, anuiu a ser internada no lar à porta do qual estava agora o seu genro.
Este, trajando de preto, sabia que mal ela o visse assim vestido ficaria a saber que perdera a sua filha tão querida. Subiu uns degraus devagar e anunciou ao porteiro que vinha visitar a D. Josefina Cunha.
- Um momento, por favor! – pediu.
Depois de trocar algumas palavras ao telefone com alguém, disse:
- A senhora está no quarto.
- Muito obrigado – agradeceu o viúvo.
E caminhou lentamente até ao aposento. Bateu levemente com os dedos na porta mas não obteve resposta. Repetiu a batida com um pouco mais de força mas o resultado foi o mesmo.
Com cuidado e lentamente, para fazer pouco barulho, abriu a porta e entrou. A velha senhora estava sentada num sofá, numa semi-obscuridade, dormindo. Devagar, subiu a persiana para iluminar o quarto, simples mas com o essencial, e limpo.
A D. Fina continuava a dormir. Tossiu perto do ouvido ao mesmo tempo que lhe afagava a mão esquerda e os cabelos muito brancos.
Finalmente a sogra abriu os olhos. Zé Luís, propositadamente, colocou-se diante dela, bem iluminado pela luz que penetrava pela janela e disse:
- Está a ver a roupa que tenho vestida, não está?
A doente fixou-o durante uns segundos, e os seus olhos como que deram um grito de dor antes de começarem a verter lágrimas.
O genro abraçou-a e assim estiveram durante algum tempo, até que o Novais falou:
- Aconteceu na terça-feira de manhã. O funeral foi na quarta depois de almoço para Agramonte. Ontem estive a tratar de vários assuntos burocráticos e a descansar. Não quis que a senhora soubesse por outras pessoas mas por mim, pessoalmente. Por isso não telefonei a dizer nada.
A Josefina olhou para ele com ar condescendente e apertou-lhe a mão com toda a força que podia.
Olhar para aquela mulher, velha, doente, a quem tinha acabado de morrer a única filha e que não conseguia exteriorizar a sua dor senão com um ruído quasi inaudível, movimentando a cabeça e a mão esquerda mas sobretudo com os olhos, era pungente. Nunca a expressão “os olhos são o espelho da alma” fora tão adequada.
Zé Novais ficou a fazer companhia à sogra durante cerca de uma hora. Contou-lhe alguns pormenores e omitiu outros. Mentiu muito quanto ao sofrimento da Guida durante as últimas semanas.
A anciã ainda tentou por várias vezes escrever num bloco-notas com a mão que funcionava, mas só saíram uns gatafunhos não perceptíveis pelo Zé.
Finalmente, o viúvo deixou o quarto e a mãe da sua mulher com um olhar vitrificado pregado nele.
No átrio interior, pediu para falar com a D. Luísa, uma das responsáveis pelo lar, a quem contou o sucedido e pediu uma maior atenção à familiar nos tempos mais próximos.
Quando chegou cá fora, pensou em voz alta:
- Coitada! Também não vai durar muito.

Depois de chegar a casa, pôs-se à vontade pois não tencionava voltar a sair.
Telefonou ao amigo João Manuel para combinar uma bilharada na manhã seguinte.
Depois sentou-se a pensar.
E começou a planear como seriam os seus dias normais.
Continuaria a levantar-se pelas oito horas, todas as manhãs. Tomaria banho, depois o pequeno-almoço e estaria um pouco no computador. Quando estivesse inspirado escreveria, ou para o seu “site”, ou a crónica semanal para o jornaleco da terra.
Depois saíria por volta das dez e meia ou onze e iria até ao café e fazer umas compras. A Rosa, que estaria lá todos os dias das nove às onze, poderia auxiliá-lo a fazer uma lista diária de produtos a adquirir. E tinha alguém com quem falar um pouco. Era importante falar, conviver, não se deixar ficar no isolamento de um buraco.
Almoçaria fora.
A tarde seria dedicada a andar um pouco a pé, se o tempo estivesse favorável, a ouvir música, a ler, ir outra vez ao computador, dormir um pouco se tivesse vontade, tomar um copo de leite e umas bolachas como merenda, jantar uma refeição muito ligeira, com saladas e fruta como elementos base, e depois alguma coisa que tivesse comprado de manhã: uns rissóis, ou croquetes, ou bolos de bacalhau, ou bola de carne, ou croissants com fiambre, enfim, o que viesse à cabeça.
Iria também manter o hábito de ir ao ginásio às segundas, quartas e sextas, ao fim da tarde.
À noite veria o telejornal, e depois seria um pouco ao acaso: vídeo ou DVD, televisão, música, leitura, ida ao café, ao cinema ou a casa de algum amigo, recepção de algum outro, computador, ou mesmo deitar-se mais cedo.
Este seria o seu programa base de vida. Depois haveriam as variantes, mas essas ficavam mais ao sabor do imprevisto.
Também iria ver a sogra duas vezes por semana. Em princípio, aos sábados ou domingos e às quartas. E telefonaria todos os outros dias.
Mas duas coisas o preocupavam mais que as outras:
Uma era o isolamento, a solidão de viver sem ninguém para conversar em casa, para o socorrer em caso de indisposição ou doença. Não poderia ficar a viver muito tempo sozinho.
A outra era a questão sexual enquanto não arranjasse uma nova parceira, se arranjasse.
E assim chegou a hora de comer qualquer coisa.
No dia seguinte, sábado, falaria com o amigo sobre isso.

39 Comments:

Blogger wind said...

Gostei muito desta 3ª parte. Até me emocionei na altura em que ele carinhosamente dá a notícia à sogra. Tens o dom de transmitir na tua narrativa as situações, os lugares, os sentimentos, enfim, todos os pormenores.
Agora como ele vai resolver a sua situação sexual, já é outro caso:) beijos e bom fim de semana*

7:15 da tarde  
Anonymous Perfect Woman said...

Bem finalmente consegui por as tuas leituras em dia, meu kido António, e digo, ou antes repito, porque já fiz este reparo relacionado a ti, aqui na blogosfera...

Meu Caro Migo, estás melhor que o Vinho do Porto...

Cada vez me delicio mais com a tua maneira de ser demonstrada aqui... Agora como resolver situação sexual!!!
Eis a questão...
Será que te digo?
Ou será que não?
hihihi jinhos meu kido...

7:40 da tarde  
Blogger sonamaia said...

A vida do Zé Luís tá a ficar organizada de mais e monótona..Precisa urgentemente de aventura, de algo que o afaste da rotina que teima em instalar-se em quase todas as vidas...
Permite-me uma sugestão: após o período de luto convencional, arranja uma namorada boazona para o homem...

beijinho

9:07 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

Olá engenheiro!
Então andavas a blá,blá de estádio quê?Que feitiozinho ,hem?Caramba andei arredada dos comentários mas as tuas fãs não arredam pé,olha que tu!!!
Tenho lido a história,sabes que eu gosto da forma como escreves ,gosto muito mesmo de te ler mas vou-te confessar(vá lá senta-te que isto quando as mulheres se saem com esta ,é de sentar ou fugir...ah!ah!)não gosto de filas,detesto empurrões,toquezinhos,ah!desculpe,as carteiras nas minhas costelas(estou,estou mais magra,esquece!eh!eh!)pois é,sempre que aqui chego é um desasossego,eu leio,saio devagarinho e mai nada,caramba,estádio cheio,bolas!
Hoje sim,está calminho e tal e assim,venho-te dizer que...
tenho-me lembrado de ti(txeee!!!)sabes que tenho uma engenhocas cá em casa,estou que não posso!!!é só turbinas,solid works,projectos,funções,programas,coisas estranhíssimas,mas muito giro o resultado final,grandes cromos,começo a perceber a "panca "dos engenheiros,ah!ah!
Um beijinho António,até já
isabel

9:25 da tarde  
Blogger Caiê said...

Olha, sabes, já passei pela morte de alguém muito querido para mim (alguém essencial, de facto) e portanto (se me permites) acho que falta aqui qualquer coisinha... Então, a mulher ainda mal arrefeceu e o homem não sente uma ponta de desespero, de incredulidade perante a morte dela?
Está friamente a planear a sua vida para o futuro?
Eu bem sei que somos todos diferentes... mas, bolas, custa a crer que alguém reaja assim!

Beijinhos e quanto ao resto estrelas.

9:34 da tarde  
Blogger lazuli said...

não saias daqui, estou-te a ler.
Beijos
*

10:02 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

Gostava de me reservar para o final da história mas houve um comentário que me fez intervir antes.
Esta história é uma história bem escrita,não está escrita exactamente ao correr da pena,há aqui pormenores de quem sabe o que é lidar com a dor e com os outros em sofrimento...como tudo o que é bom,ficção com ligação ao real.
O facto do viuvo pensar no que quer que seja não me choca,a forma como sentimos a dor e a ultrapassamos é uma experiência irrepetível,nunca estamos preparados,não sabemos exactamente o que faremos,das marcas em tempos diferentes nos damos conta delas.
Se me permites falou o que muitos pensarão e não dizem,a solidão é terrível,na hora do vazio pensa-se provavelmente em tudo,diz quem sabe e esteve perto desta realidade dia a dia...
Desculpa ,António,não tenho o mínimo jeito para dar secas,mas por ser diferente não critico ,até porque o que aqui é sugerido é..."a questão sexual"isto tem uma peça de tecido inteirinha,para mim uma provocação aos leitores do António,escritor,engenheiro e...aqui tens!
Um abraço do
je

10:09 da tarde  
Blogger António said...

Para "sonamaia":
E achas que ele vai esperar pelo fim do período de luto convencional?
Veremos...ah ah ah

Beijinhos

10:30 da tarde  
Blogger António said...

Para "isabel":
Qual Isabel és tu?
Conheço muitas Isabéis e não te estou a reconhecer.
Desculpa, mas é verdade.
Obrigado pela visita e espero que me esclareças.
Beijinhos

10:34 da tarde  
Blogger António said...

Para o "je":
Obrigado pela visita.
Não faço ideia de quem sejas, mas gostei do teu comentário.
Abraço

11:04 da tarde  
Blogger a sua vizinha said...

Ó vizinho António, hoje só venho dizer que já arrumei a casa. Depois volto com mais tempo.

Bjs

12:33 da manhã  
Blogger maresia said...

Faz tempo que aqui não vinha... Esta já não apanho, mas assim que começar uma nova blogostória, irei seguir atentamente.

12:46 da tarde  
Blogger Su said...

li a I a II e a III e como sempre gosto desteteu dom de contar historias, que nos fazem querer mais, saber mais...imaginar muita coisa....fico esperando deliciada com tudo o que li
psst e, rel. à qusetão sexual ..eheheh quero saber em 1º mão:):)))) como vai ser resolvida
jocas maradas

3:13 da tarde  
Blogger Laura Lara said...

Esta história prende-me. Venha mais um episódio.
Um beijinho

4:27 da tarde  
Anonymous Maria Papoila said...

António esta terceira parte está muito boa. A forma carinhosa como dá a notícia à sogra, está comovente. Depois a planificação "o diário de bordo", mental que descreves mostra-nos um José Luís rigoroso, que pensa e pesa meticulosamente todos os pormenores... Como irá ele resolver a vida sexual? Ahn? Gostei. Beijo

5:46 da tarde  
Blogger nelsonmateus said...

IGAC? pora! tu nã brincas em serviço! ;)

1 abraço

5:58 da tarde  
Blogger Heloisa B.P said...

MEU CARO ANTONIO*, ca' estou (religiosamente) seguindo esta "saga" do VIUVO!
a certa altura estava com um no' na garganta dificil de "deglutir": nao ia nem para cima, nem para baixo!... e, os olhos, ja' me comecavam a arder, etc..._Penso, que isto Lhe diz TUDO!.........
.................Agora, estou com um sorriso nos labios e, pensando para os meus botoes:"este viuvo, e' muito PRATICO e, da'-me a sensacao, de que e' tambem, muito "MATERIALISTICA"!!!_Sera'?...Ou, sera' uma apreciacao precipitada da minha parte???
_Tambem, tomei nota da "formula" escorreita, para se anunciar a MORTE DE ALGUEM A OUTREM: mormente, sendo esse "Outrem", a MAE VELHA DE UMA UNICA FILHA!!!_Valha-me Deus!
_Nao ha' "ensaio" que resista ou substitua tal ESCORREITA FORMULA!!!!!
_SUA "FORMULA" DE CONTISTA*, E', ELA PROPRIA:*ESCOREITA*< LIMPA E...CRIATIVA DE "REALISMO"!_Sendo, que esta expresssao, nao e' paradoxal!(?)....
_Ca' regressarei! Ate' La', meu Abraco e...PARABENS ANTONIO!
Heloisa.
************

6:47 da tarde  
Blogger Caiê said...

Como é que tu podes saber isso, amigo?
Que sabes tu da minha relação com a morte e quem é que eu já vi morrer?

Pode-se ficar orfão cedo ou tarde... e também se podem perder filhos.

6:54 da tarde  
Blogger Heloisa B.P said...

ERRATA:
quero dizer:MATERIALISTA.
_Perdao, mas, de vez em quando sai disparate e... nem sei se ha' mais e, nao dei por isso!!!
_Renovo meu Abraco, Antonio*!
Continue, percorrendo este 2006, com PE'FIRME_Muita SAUDE e...SUCESSO!
Heloisa.
************

6:55 da tarde  
Blogger Madalena said...

Eu venho dar um beijinho de parabéns pelo dia 6! Eu também faço anos a seis!!!! É mesmo um clube!

7:17 da tarde  
Blogger SaltaPocinhas said...

Eu, como muitas vezes, venho reclamar: tens alguma coisa contra as Margaridas? é que me parece que já não é a primeira vez que "matas" uma!! E agora uma critica literaria verdadeira: para que dizes sempre a altura das pessoas? Achas importante?
E agora fico à espera do resto da novela, caladinha como convém...

8:05 da tarde  
Blogger Paula Raposo said...

Cá espero o seguimento. No entanto acho esse protagonista, para já, um pouco frio. Beijinhos.

8:11 da tarde  
Blogger Betty Branco Martins said...

Querido António

Não será preciso dizer que a escrita está extraordinária - como sempre.

Um viuvo melancolicamente triste, por toda a situação que está a passar e parece um homem bastante sensível. Espero que lhe reserves um bom futuro!

Beijinhos

8:33 da tarde  
Anonymous GR said...

António,

Realmente Zé Luís, parece-me um homem de grandes princípios!
A visita ao Lar está muito real! O desespero, a impotência de quem vê um ser humano, no limite da sua resistência. Nada podendo fazer! Comovedoramente real. Porém esta senhora ainda tem alguém que se interesse por ela! Outros há, que morrem sem ninguém!
Que se seguirá, a esta reorganização mental, que o viúvo está a fazer!
És muito descritivo, de tal maneira que nos sentimos “lá”! Entramos na cena!
Estou a adorar!
Parabéns e não nos faças esperar muito!

Um Beijo,

GR

10:54 da tarde  
Blogger Laura Lara said...

Embora atrasados, aqui estão os meus parabéns e votos de felicidades.
Beijinhos

11:18 da manhã  
Anonymous hodiguitria said...

Que metódico..este Zé Luís! Aprecio muito o modo como introduz as novas personagens, a mãe da Margarida é real, para mim, consegui vê-la e sentir-lhe a dor. Parabéns pela sua escrita. :)

12:07 da tarde  
Blogger Ana Maria said...

António afinal li os dois textos de uma vez só-estou mesmo doente, hihihi-estou a gostar e com espectativas nos próximos episódios.
continua!

jinhos

4:28 da tarde  
Blogger António said...

Para "GR":
Obrigado pela visita e pelos habituais e generosos comentários.
Bem hajas.

Beijinhos

4:34 da tarde  
Blogger Leonoretta said...

mas eu nao acredito nisto! eu sei... a vida continua... mas o home parece o pepe rapido... um bocadinho de mais respeito pela memoria da mulher nao lhe ficava mal. bem! ja agora... espero pelo resto.

abraço da leonor

(boa descriçao das personagens e do movimento da aação. tao boa que fico com vontade de lhes torcer o pescoço)

9:12 da tarde  
Blogger lena said...

António, esta III parte está realmente bem escrita, conseguiste que visualizasse tudo, cada passo que ias dando enquanto escrevias, tudo com grande pormenor, sobre as personagens.Tiveste o cuidado de pensar em tudo em relação ao José Luis. Esperava dele essa reação com a sogra, era natural pois a Margarida era filha única.
Escreves sobre a solidão dele, é o pior que lhe pode vir acontecer, mas tenho a certeza que vais dar uma volta para que isso não aconteça.
Passei por casos semelhantes na minha família e o que li, vi muito de real, é como se estivesse a reviver alguns dos momentos que já assisti.
Tocou-me muito esta III parte. Ainda não sei se consigo ligar com todas as situações, mas não sabes como ao mesmo tempo fiquei satisfeita ou talvez aliviada de te ler e de compreender tão bem este momento que acabaste de descrever.

O José Luis irá saber lidar com tudo isso e tenho a certeza que nos vais surpreender.

Repito-me para te dizer que estou realmente encantada com a tua maneira de descreveres cada momento, acredito que será um belo romance

Beijinhos meus

lena

9:33 da tarde  
Blogger Leonor C.(nokinhas) said...

Mas os homens são muito rápidos... Então já preocupado com... Pois é!... Cuidado com os rissóis, croquetes e carne! Lá se vai a linha ao viúvo e aparece o colesterol!

Venha mais!

9:40 da tarde  
Blogger INFORMANIACA said...

Não...não morri...tou aqui e vejo que tu também...em grande forma literária!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Parabéns...dou-te um A.

Bj

LC

11:24 da tarde  
Anonymous Perfect Woman said...

Bom eu hoje só venho mesmo dizer-te que tu não és nunca "repetente" meu migo, tu lá, tens sempre lugar cativo, o que é diferente, ok? ;-) jinhos ternos

12:32 da manhã  
Blogger Mitsou said...

Pois, a questão da "frieza" posso entendê-la, talvez, pelo facto de ter havido um período de doença e, com isso, um luto antecipado. Mais a mais num homem "programado" como o Zé Luís. A questão sexual parece-me também resultado de alguma abstinência por motivos óbvios. Aguardemos o que nos trarão os próximos episódios.
Ah, com isto tudo não te disse. Estou a gostar muito.
(E agora, como o jantar já lá vai há que tempos, essa dos rissóis etc etc fez-me cá uma fome! Vou fazer umas torradas :))

Beijocas e uma óptima semana

1:04 da manhã  
Blogger A.na said...

Exelente...como descreves
tudo com tanto cuidado e
pormenor.
Maneira boa de ler,só se
pára quando...Postar comentário:

Gosto deste nosso novo amigo
e sinto que vem aí uma mais
que resolvida situação...
Oh Rosa...minha flor!!

Malandro...só tu mesmo!
Meu A.

1:14 da manhã  
Blogger pinky said...

sim sr! isto vai de vento em popa! isto promete! o sr devia ir a uns bailaricos depois do período de luto, sempre se anima e conhece novas gentes. ;) bjkas

4:44 da manhã  
Blogger Xuinha Foguetão said...

Já estás a pensar na situação sexual do senhor?

Ahahahahah!

Toni,

estou a gostar muito.
Fico à espera do próximo episódio e do desenrolar da história com a Rosa. ;)

Beijocas

12:36 da tarde  
Blogger margusta said...

Olá António,
...escusado será dizer que quando te referis-te á situação da sogra do José Luis revi a situação do meu sogro...deve ser terrivel não se consegiur comunicar.

Quanto ao facto de o Zé Luis continuar a levantar-se cedo e ir para o computador, não sei porquê mas lembrei-me de um Sr.Engenheiro na prè-reforma :) que quer manter os mesmos hábitos e disciplina...òtimo :)
Os jantares que ele está a planear parecem-me muito apetitosos...gostei da ementa.
Por fim...o malandreco do viuvo hem?...com que então ainda a pobre da Margarida ainda não arrefeceu na cova como se costuma dizer e o malandro já está preocupado com a parte sexual...ahahah..homens :)

Beijinhos meu querido António.

11:30 da tarde  
Blogger SaltaPocinhas said...

mas alguém lê o expresso? aquilo é para exibir debaixo do braço como aqueles cinquentões na menopausa exibem uma menina de 20! Dá "status"

12:50 da manhã  

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