Eu sou louco!

Irreverência, humor, criatividade, non-sense, ousadia, experimentalismo. Mas tudo pode aparecer aqui. E as coisas sérias também. O futuro dirá se valeu a pena...ou melhor seria ter estado quietinho, preso por uma camisa de forças! (este blog está registado sob o nº 7675/2005 na IGAC - Inspecção Geral das Actividades Culturais)

A minha fotografia
Nome:
Localização: Maia, Porto, Portugal

domingo, fevereiro 26, 2006

O viúvo - parte XX e última

- Acabaram de telefonar do lar de Santo Tirso a dizer que a D. Josefina faleceu há meia hora com um derrame cerebral.
- Pobre senhora! Se calhar foi melhor assim. Pelo que dizias, já estava mais para lá do que para cá.
- É isso! Agora vamos ter de alterar os nossos planos – disse ele.
E continuou:
- É melhor hoje dares uma arranjadela mais rápida a esta casa para depois passarmos pela tua porque tens de te compor para ires comigo a Santo Tirso. O funeral vai ser certamente amanhã e, embora eles tratem de quasi tudo, tenho de acompanhar as coisas. Quando chegarmos, vamos novamente a tua casa.
- Isto é que está a ser um dia! Safa! – e até a Rosa respirava fundo.
- Enfim! É a vida! Depois vamos ter muito tempo para descansar – resignou-se o homem – vou dizer do passamento ao João.
- E amanhã vamos juntos ao funeral? – perguntou ela.
- Pois! Ah! Já percebi onde queres chegar! Olha que raio! Digo já ao João que estás a viver comigo e pronto! – despachou o homem.
- Se calhar é melhor eu não ir ao funeral – disse ela.
- Vais, sim senhora! Ela já não tem família nenhuma, acho que deves ir. Além disso, conhecia-la bem!
- Pronto! Então vou! Mas avisa o Sr. Pinto da nossa situação, senão eles ainda tem um fanico – e a mulher riu-se.
- Vou telefonar enquanto tratas da arrumação – disse ele.

Esse dia e o seguinte, terça-feira, foram por demais agitados.
Finalmente, na quarta-feira, ficaram até mais tarde na cama.
Amaram-se e preguiçaram.
Parecia que iriam ter um primeiro dia sossegado, como casal em coabitação.
Levantaram-se por volta das dez e meia.
Depois dos banhos e do pequeno-almoço, ela ficou a tratar da casa mas também a fazer o almoço para ambos e ele foi fazer as compras e tudo o mais que era habitual.
Regressou a casa por volta da meia hora.
Ía a entrar no prédio quando ouviu uma voz:
- Bom dia, papá!
Voltou-se e encarou com a Cris, sedutora e provocante como sempre.
- Olá! Estás com um óptimo aspecto – disse ele.
- Tu também!
Entraram para o átrio e ele falou-lhe mais baixinho:
- Vou-te dar uma novidade! Ou melhor, duas. A minha sogra faleceu e o funeral foi ontem.
- Lamento! – disse ela.
- Mas a mais importante é a segunda: a minha ex-empregada Rosa está a viver comigo.
- A sério? – admirou-se a vizinha.
E continuou:
- De facto, pensando melhor, acho que é um desfecho normal e que já me tinha passado pela cabeça. Mas foi tudo muito rápido, embora também nesse aspecto eu sei bem como tu ansiavas uma companhia permanente. Mas tu ama-la?
- Amar, não! Mas gosto dela e acho que ela gosta de mim...
- Ou está interessada na vida que lhe podes proporcionar! Mas desculpa! Eu às vezes não tenho tento na língua – desabafou a morena.
- E pensas que eu não sei isso? Mas se ela for uma boa companheira, se nos entendermos bem, podemos ser felizes. Sabes que o óptimo é inimigo do bom – disse o Zé.
- Mas vais casar ou já casaste? – perguntou a Cristina.
- Não! Vamos viver juntos, só! Mas vou fazer-lhe o testamento.
Ela pensou durante uns instantes e sentenciou.
- Acho que fizeste bem! Tu és esperto, meu velhote querido! – e riu-se, enquanto lhe dava um fugaz beijo nos lábios.
Ele sentiu um arrepio a percorrer-lhe a espinha, mas não se desmanchou.
- Acho que, neste caso, estou a defender os meus interesses mas também os da Rosa. E tenho para com ela uma grande dívida de gratidão – confessou ele.
- E tencionas ser papá? – perguntou a mulher.
- Não! Mas nunca se sabe! Ela só tem quarenta anos. Eu é que já vou fazer cinquenta e nove. Se fosse pai aos sessenta, com setenta tinha um filho com dez anos. Acho que é muito tarde – ponderou o Novais.
- Aposto em como vais ser pai! A Rosa vai engravidar para garantir que não a trocas. Por mim, por exemplo! – e riu-se.
- Olha que tu és levada da breca! Mas também te digo que se ela engravidasse e quisesse ter um filho eu não me oporia. Já que não pude ter um da minha querida Margarida...
- Meu ancião leviano, acho que por hoje chega de conversa – despediu-se ela – somos vizinhos e havemos de nos encontrar muitas vezes.
- Mas tem juízo e porta-te bem! – disse ele, sorrindo.
- Podemos subir juntos no elevador? – gozou ela.
- Claro! Mais cedo ou mais tarde vais conhecer melhor a Rosa e falar com ela. Também é tua vizinha – respondeu o homem.
- Olha, Zé! Desejo sinceramente que sejas muito feliz. E se nascer um Zézinho ou uma Rosinha não te esqueças de me convidar para madrinha – e riu-se novamente.
- Depois veremos! Boa sorte para ti, também!
E, já no piso de destino, cada qual foi para o seu apartamento, depois de se despedirem com dois beijos na face.
O Zé Novais entrou em casa.
- Ainda bem que te atrasaste um bocadinho. Só agora o almoço está quasi pronto – disse a companheira.
- Estive a falar lá em baixo com a tua inimiga que mora aqui ao lado – disse ele, jogando habilmente com a verdade.
- Ah! E quando me contas as tais coisas muito secretas? – aproveitou ela para perguntar.
- Quando for oportuno. Não te amofines que não tem implicações contigo.
- Pronto, Zé! Prometo não falar mais no assunto – disse ela.
- Linda menina! Mas que bem cheira a comidinha! – gabou ele.
- Não fiz nada de especial. Mas vais poder avaliar como eu sou boa cozinheira. Vais ter de ir todos os dias ao ginásio senão começas a engordar – disse a mulher, dando uma risada.
- Vamos combinar uma coisa. Tu fazes comida saborosa mas em pouca quantidade, está bem? Olha que não quero que engordes, ouviste? Estás muito bem assim – estipulou o Zé Novais.

Hoje é dia 26 de Fevereiro de 2006.
E a Rosa engordou.
Está grávida de três meses.

53 Comments:

Blogger a sua vizinha said...

Ó vizinho, grandes novidades! Agora s´espero que o raio do homem tenha tento na cabeça e não arranje problemas! Quando nascer a criança avise-me! Quero fazer-lhe umas botinhas e preciso de saber se é menino ou menina! Ai Rosa, espero que tudo te corra pelo melhor!

António, parabéns pela narrativa.

Beijinhos da Diólinda

3:55 da tarde  
Blogger Leonoretta said...

de alguma forma li a tua novela e lembrei-me da insustentavel leveza do ser de kundera, das maos sujas de sartre ou ainda da condiçao humana de malraux.

sabes porquê?

devido à escolha demasiado rápida que o acontecimento nos dá. ou isto ou aquilo e tem de ser rápido porque senao perdemos uma coisa e outra.

é a vida.

abraço da leonoreta

4:54 da tarde  
Blogger wind said...

O desfecho esperado, mas que sinceramente não me agradou. A Rosa e ele ficaram juntos por interesse e ainda por cima ele vai ter um filho com idade de ser avô.
A pseudo-filha é que devia ter ficado com ele. beijos

5:06 da tarde  
Anonymous Ana Joana said...

Antonio
Há bocadito li uma resposta tua à Leonoretta em que explicas que aos 60 anos tudo tem que ser e acabou-se. Mas nem tu nem o nosso amigo Zé lá chegaram ainda pelo que me apetece perguntar-te: porquê tanta pressa? tinha mesmo que acabar assim? Nããããããã. Tens que nos contar que mais o Zézinho viuvo ou a sua bela Rosinha vão engendrar. ehehehehe

Beijinhos
Ana Joana

5:28 da tarde  
Blogger lena said...

vim para ler o que diz:

fim!

depois venho para comentar


beijos meus querido escritor e amigo

6:16 da tarde  
Anonymous Maria Papoila said...

Pois muitos parabéns *a Rosa e ao Zé Luís pelo bébé que aí vem... Este tudo ou nada deu um final súbito à tua novela. Mas creio que a história não se fica por aqui...
Vais ter de contar o resto.
Beijo

6:29 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

Olá António. Um desfecho previsível para contento de todos. Mas porque será que senti que ficou qualquer coisa mais profunda no ar entre o Zé e a Cris? A história acabou, muito bem narrada e sempre deixando suspenso o capítulo seguinte. Parabéns, meu amigo. Agora a imaginação dos teus leitores que fervilhem.. (lol).
Não vejo a impaciência ou pressa do Zé como uma questão de idade, foi a solução mais fácil e prática para ele, a Rosa já fazia parte da mobília da casa. Gostei do modo como nos deixaste "o ar malandreco do Zé", afinal ele está vivo e a vida continua.
Um bjinho António e um doce sorriso da Amita

6:44 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

Voltei para acrestar: a contento de todos os personagens.
Um bom Carnaval e um bjo da Amita

6:48 da tarde  
Blogger António said...

Para "ana joana":
Obrigado pela visita.
Quando era pequenino e acabavam de me ler uma história, muitos vezes eu pedia mais.
E respondiam-me assim:
"Glória! Glória! E acabou-se a história".
ah ah ah
De facto, nem eu nem o Zé temos 60 anos. Ele tem 59 e eu 57. Qual a diferença?
Perguntas-me se a história tinha de acabar assim.
Claro que não!
Havia outras soluções e alternativas.
Mas eu entendi que era uma das formas mais realista de a terminar. E como sou eu o autor...ah ah ah

Beijinhos

6:57 da tarde  
Anonymous GR said...

António,

Gostei muito da história.
Afinal, podia ser real.
Tive uma amiga, (quando tínhamos 10 anos), que tinha um pai muito velhinho, faleceu uns dias após a filha ter feito 25 anos, com 85 anos de idade!
Picasso, Leo Ferré, mais exemplos, pais aos 80 anos!!!
Por vezes a idade é o que menos importa!
Depois o amor pode ir nascendo, nesta relação onde sempre existiu grande respeito, amizade e muitas cumplicidades!
Importante mesmo, é que a criança seja desejada, para ser amada, pelos pais!
(mesmos sendo uma história)

Quem estava com ansiedade de terminar a história, eras tu!
E agora?
Sim, mereces um descanso!
Enquanto lemos novamente a história, de uma só vez.
Mas, se tiveres por ai uma das tuas crónicas!!!

PARABÉNS!
Como escritor, és mesmo um encanto!

Um beijinho,

GR

7:44 da tarde  
Anonymous nokinhas said...

Será que finalmente o Zé vai ter juízo e deixar-se de conquistas? No lugar da Rosa não estava muito segura... Para mais com a outra ali à mão de semear! Espero estar enganada.

8:35 da tarde  
Blogger Paula Raposo said...

Pois...e viveram felizes para sempre??!! Beijos, António.

8:53 da tarde  
Blogger sonamaia said...

Parabéns!! Mais uma obra acabada com sucesso e em beleza como nos contos de fadas...foram felizes, tiveram um menino ou menina, só não casaram porque o Zé é um materialista....Mas como ninguém é perfeito, tá perdoado!!

Beijinho

10:23 da tarde  
Blogger lena said...

terminou, sim e tal como tudo há um "Fim"

primeiro quero dar-te os parabéns pela imaginação, pela excelente escrita e a maneira como conduziste sempre este "Romance"
continuo a dizer que gostei muito de o ler e que ficou muito bem estruturado quanto à tua maneira de escrever que me pendeu desde o inicio

não era o final que eu gostava de ter lido, mas isso tu mesmo te devias aperceber, o autor és tu e és tu que nos dás as cartas, eu leio-te e com prazer acredita
continuo a achar que uniões assim nunca dão certo, a Rosa presa pela estabilidade financeira e o Zé pela necessidade sexual e uma companheira por ter
compreendo que o Zé tivesse necessidade de alguém com quem partilhar a sua vida, mas com outra “Rosa”
só que não vejo muita diferença entre ficar com a Rosa de 40 anos ou a Cristina de 35, penso eu

um filho será bem vindo certamente, se o Zé quis que a Rosa ficasse grávida, não o fez inconscientemente, e acho-o como uma pessoa responsável

hoje ter um filho não é só querer, é saber também, as crianças não têm culpa do que os pais não saibam pensar primeiro

terminou, esperava que o Zé se quisesse encontrar com a sua “amizade colorida” que teve em Angola, mas isso ia prolongar mais o teu romance

foi muito bom “fazer parte” das tuas personagens, porque as imaginei até fisicamente e quase que vivia com elas dia a dia

vou ter saudades do Zé, muitas da Cris e tu meu grande autor de novelas se os vires por aí não te esqueças de lhes dar um abraço meu eh eh eh eh

vou continuar a estar atenta ao teu blog e ver o que vem a seguir

um beijo para ti cheio de carinho, meu querido amigo e obrigada pelos belos momentos que aqui passei

abraço-te com ternura Sr Escritor que quero ver famoso

lena

10:43 da tarde  
Blogger António said...

Estou desolado com a falta de qualidade da maioria dos comentários no final da história que me levou dois meses a construir.
Acho que eu e o meu trabalho (que pode ser uma merda, admito) mereciamos um pequeno esforço de análise.
Caracterização dos personagens, verosimelhança da história, estilo de escrita, são alguns aspectos que eu esperava fossem analisados.
Provavelmente deixarei de me preocupar com o blog.
Tenho a sensação horrorosa de que tudo isto foi um fracasso e um equívoco.
Provavelmente fecharei este blog e abrirei um com anedotas foleiras que circulam na Net.
Desculpem o desabafo, mas não é meu hábito calar-me.

(que me perdoem os leitores que comentaram com textos de boa ou média qualidade)

(que me perdoem os outros se eu estiver errado)

Beijos

António

11:05 da tarde  
Blogger António said...

Para "GR":
Obrigado pela visita e pelo comentário.
E, porque estou com uma grande neura por razões que compreenderás se leres o que eu escrevi acima, não digo mais nada.
Afinal digo:
Eu sempre tentei dar ao meu blog a máxima qualidade de que sou capaz (provavelmente não sou capaz de muita). Por isso escrevi o que escrevi.

Beijinhos

11:32 da tarde  
Blogger Loucura said...

um final esperado, mas engraçado!
Adorei!
Beijinhos e boa semana!

11:35 da tarde  
Blogger António said...

Para "sonamaia":
Obrigado pela visita e pelo comentário.
E, porque estou com uma grande neura por razões que compreenderás se leres o que eu escrevi acima, não digo mais nada.
Afinal digo:
Eu sempre tentei dar ao meu blog a máxima qualidade de que sou capaz (provavelmente não sou capaz de muita). Por isso escrevi o que escrevi.

Beijinhos

11:47 da tarde  
Blogger lena said...

eu bem digo que é hoje que me vai dar uma coisinha, o teu trabalho foi excelente a nível de escrita, conseguintes dar a cada personagem a identificação necessária para que cada leitor entrasse bem no desenrolar do teu trabalho, deste o principio te preocupaste com datas e nomes e construir logo ali uma base para o teu "romance"

tudo se passou em tempo certo, crescia a casa capítulo, ficava sempre algo que nos deixava com vontade de espreitar o final, como fazemos com muitos livros que lemos,
tem calma, ainda agora publicaste o teu último capitulo, não me deixes o blog por favor, até pelo que tenho lido desde o inicio da sua criação tu és de uma sensibilidade muito grande e empenhas-te em tudo o que fazes para sair perfeito ou o melhor possível,
António pensa friamente e vais ver que valeu a pena o que escreveste

Por mim e tenho a certeza e que de muitos outros leitores estiveram atentos e adoraram este teu trabalho, que nos prendeu durante 2 meses saborosos e bem passados

Não desistas, se é que te posso pedir isso

Beijinho para ti e um abraço com muita força, cheio de animo e ternura que tenho por ti, quem sabe se ainda não te vou ver a editar e quero estar na primeira fila

António, não ligues muito ao meu mau relaccionamento com a Rosa, isso passa-me e adoro brincar com os personagem que vão surgindo

beijinhos muitos para ti meu amigo

lena

12:02 da manhã  
Anonymous GR said...

António,

“Sim, mereces um descanso!
Enquanto lemos novamente a história, de uma só vez”. (comentei)

É exactamente, para se poder fazer uma critica, com calma!
Mas não! Nem tempo deu para ler tudo! Quando o ia fazer, vi a tua fúria, desilusão.
Quando fazes um texto, (um conto), apesar de teres uma facilidade espantosa em escreveres, é com esforço que constróis a trama, que entretanto já está esboçada na tua mente! Mas com grande complexidade, a terás que escrever. Tu próprio, vais gostando do que fazes ao ponto de te magoares, quando lês, uma critica mais desatenta. Sofres!
Mas o importante é que te leram, dia após dia!
Gostaram. Uns mais outros menos!
Caso contrário, não se teriam pronunciado!

Entendo a literatura, como busca do prazer estético da linguagem.
Utilizas a narrativa, para dar corpo aos teus contos e romance de uma forma sublime!
Considerando que te comecei a ler em contos, houve uma evolução na tua escrita, na complexidade da acção,no número de personagens, no espaço e no tempo. Para mim, EVOLUISTE!
A tua narração, (penso que se caracteriza assim, focalização omnisciente), ou seja, penetras no íntimo dos personagens, revelando os seus pensamentos e as suas emoções, os acontecimentos.
Fazes uma narração directa, dás-nos os traços físicos e psicológicos explicitamente quer na autocaracterização (da própria personagem), quer pelo narrador ou outras personagens, heterocaracterização.
Consegues cativar, em cada folha que escreves o leitor!

Quem mais criticas negativas teve, ou pior ainda, foi ignorado que o;

Camilo – tão incompreendido, só no séc. XX, foi o grande escritor! E…
Ilse Llosa – quantas pessoas terão lido os tesouros que nos deixou?
José Marmelo e Silva – Com traduções em mais de 100 países. Cá, quase ignorado!
Saramago - Começou a escrever em 1947, só há poucos anos, é reconhecido!
Lobo Antunes – Todos dizem que não gostam do estilo! Quantos que o dizem, já o leram?

Não sei fazer, critica literária!
Já deu para “ver” que não sou intelectual!
Adoro ler!
Adoro ler-te!
Admiro e respeito muito o teu trabalho!
Acredita, não sou só eu!

Agora (amanhã), vou ler com calma todo o teu romance, como já te tinha dito!
Nada de ansiedades, tu até sabes que és muito bom escritor!
Podes e deves desabafar! Mas não te esqueças que tens muito que trabalhar!
Pois é, a vida de escritor, é cansativa!

Um beijo muito forte,

GR

1:49 da manhã  
Blogger Caiê said...

De onde se conclui:
como as mulheres se conhecem bem! ...
:)
Vê lá como elas sabiam o que cada uma estava a engendrar...

E agora, bem sabes que tens material para uma parte II, caso este senhor se fartar de ser pai e queira ir fazer uma visita à vizinha... Beijinhos.

2:29 da manhã  
Blogger Caiê said...

Olha, li agora a tua "neura"... Desolado?
Se me permites, tens de ver os comments como um todo... os comments foram sendo feitos ao longo da história e não só no fim desta. Por aí, já vês a verosimilhança das personagens que construiste - seres bem reais, a meu ver. Se até nos zangámos com o Zé!
De resto, como noveleiro, eu já te disse que "és um nato!". Devias tentar a tua sorte na TV.
Desolado... a lata! :)
eh eh eh! Anima-te.

2:34 da manhã  
Blogger Paula Raposo said...

Para tentar compreender o teu desânimo li os comentários agora. A conclusão a que cheguei é que escreves bem, a pontuação está certa, as personagens foram criadas com toda a realidade, se gostámos mais dumas ou doutras é mesmo assim...Eu espero que escrevas mais, aqui, neste blog, sobre a vida duma certa pessoa que dá um filme. Sabes ao que me refiro não sabes?! Até lá, a esse primeiro capítulo duma longa história, muitos beijinhos meus...E quero que fiques feliz, porque escreves bem, bolas!

8:27 da manhã  
Blogger Paula Raposo said...

Só mais uma coisinha: começas já ou quê??!! Beijos.

8:28 da manhã  
Blogger lena said...

António, o meu bom dia vai para ti hoje, com muita força e na esperança de já tenhas algo em mente para partilhares, logo agora que tenho umas mini férias, além dos meus livros, pois não os largo mesmo a dormir, tenho um pouquito de tempo para te "massacrar" e ler, vou repetir a leitura do "encantador Viúvo", pois na realidade tu escreves muito bem, pensa nisso e acredita porque são muitos os que acreditam no que és capaz

beijinhos muitos para ti, meu querido amigo

lena

10:37 da manhã  
Anonymous Netucha said...

Bom dia António!
Espero que estejas um bocadinho menos neura porque só uma baixa no teu bioritmo te fez fazer uma leitura negativa dos comentários que te fomos fazendo. O que me venho apercebendo da mais valia dos blogs é que à medida que vais dando - vais postando, vais recebendo o feed-back o que é gratificante. Mas como tudo na vida, tem tambem uma outra consequencia não tão agradavel: é que ao partilhares a história, nós que a lemos apessoamo-nos dela. E como tal, acabamos por achar que temos "direitos" sobre o correr dos acontecimentos. Isto não é nem por mal, nem por falta de qualidade tua nem por nada disso. Ao fim e ao cabo, vamos comentando como vamos sentindo o que lemos e nessa perspectiva, se releres os comentários, verás que estamos (os teus leitores assiduos) incondicionalmente tuas/teus fãs.

Por isso António, toma lá um beijinho, e mais outro e um colinho tambem, com a ternurinha que mereces pelos momentos divertidos que nos proporcionaste, pela qualidade que nos ofereceste, pelos sentimentos que partilhaste. Tudo isto é teu por mérito!

Mais beijinhosssssssssss e um abracinho também

Ana Joana

10:54 da manhã  
Blogger António said...

Já me está a passar a neura!
Preciso de miminhos!
Obrigado a quem mos mandou.
eh eh

Beijinhos

12:15 da tarde  
Blogger pachita said...

António,

Finalmente, li tudo de uma penada.

Belos posts, sim senhor. Houve ali uma altura em que o Zé andava um pouco tarado. hehehe

E achei graça aos pensamentos da Rosa quando dava conta que havia mulher a rondar o Zé.

Muito bom.

Beijinhos ao kidão

:)

12:26 da tarde  
Blogger lena said...

a d o r o - t e

meu querido amigo


beijinhos tantos quanto os momentos que ganhas-te a escrever,

quando for grande quero escrever como tu


será que amanhã já sou grande????


lena

12:36 da tarde  
Blogger Eva said...

Vou ter de ler de novo do principio ao fim, depois digo a minha opinião!

:)

12:39 da tarde  
Blogger idiotas&imbecis said...

Ai Antonio
a mulherzinha fugiu do Julio de matos e não deixa as pessoas sossegadas. Mas agora tem o D'artacão atrás dela.
Cumprimentos

1:14 da tarde  
Blogger Betty Branco Martins said...

Querido António

A tua escrita foi, é brilhante.

Deste vida a todas as personagens, com principio meio e fim.

A história do Zé é um pouco da vida de muitos Zés e Rosas. Porque na verdade a vida tem destas coisas.

Foste excelente.
Muitos Parabéns, meu amigo.

Beijinhos

3:22 da tarde  
Blogger sonamaia said...

Ó meu grande vaidoso, as pessoas não podem es tar sempre a elogiar-te!! A medida que vais postando o número de leitores tem aumentado e isso é significativo...Se não gostassem não voltavam! Tu já sabes que escreves bem, com fluência, óptimo domínio vocabular e com provas dadas de conhecimentos adquiridos. Revelas uma cultura geral acima da média... Que mais queres??? Deixa-te de histórias e continua logo que tenhas vontade...Parece-me que já houve alguém que te deu uma dica.. Se a achares boa, aproveita-a!!

Beijinhos

4:36 da tarde  
Blogger amita said...

Olá António. Não precisas de responder. Já li que estás melhorzinho e,logo logo, verás que foi uma núvem bem cinzenta que andou por esses lados. Os teus leitores são uns queridos, estiveram atentos, incutiste-lhes o prazer de te ler agarrando-os à história que foram comentando. Trabalhaste com afinco o pormenor, num caso de vida muito bem escrito e com simplicidade, e olha que não é nada fácil. Como te disse acima, realço ainda a tua capacidade de deixar em quem te leu a imaginação a fervilhar (continuação? Novas aventuras do Zé?, etc)Agora, meu querido amigo, toca a escrever para satisfação de quem te acompanha nestas andanças. Já sabes que não sou uma leitora sempre presente (não posso),mas tentarei acompanhar-te e vai ser com muita satisfação que o farei.
Um bjinho grande e que o dia continue a abrir-se em doces sorrisos

5:12 da tarde  
Blogger lazuli said...

A gripe não me deixou cá vir mais cedo.
Acabaste o livro, e dou-te os parabens. Não tenho jeito nenhum para "critica literária" e pouco mais digo senão que gostei, gostei muito. O gostar implica muitas coisas, aspectos que não se objectivam, do ponto de vista linguístico, filológico, da identidade que deste aos personagens principais, do colorido da acção, do sucessivo acontecer...de acontecimentos.
Do encadear.
Sentia os teus personagens a tal ponto que o Zé começou por ser uma figura antipática e aos poucos foste dando a volta, com pequenos pormenores, como a preocupação dele com a sogra por ex, que lhe retirou um pouco do seu caracter machista.
A Rosa, que começou por ser uma figura simpática, acaba por levar a sua avante, o que está bem..é real, é uma figura do quotidiano cinzento.
Apesar da escolha pela Rosa (penso que um tanto contrariadamente..), não gostas da vida parda, da vida envergonhada, do parece mal, do que dirão os outros.
Deste um final que não parecia previsível (só mesmo lá para o fim...), dando uma hipótese de vida a dois, sem amor, mas com outros ingredientes que são infelizmente normais nos tempos que correm: a casa, as viagens, o filho, a estabilidade..
A Cris era a "ideal", mas penso que mostrar só o lado cor-de-rosa das coisas é pecar por omissão.
E nestas coisas, quem manda é o escritor. E por isso despertaste tantas emoções aqui.
O que não aconteceria se fosses "cinzento".
Não sei mais que dizer. E, como num circulo, volto ao início, e digo só..
Gostei muito, António.

Beijos

fernanda

2:55 da manhã  
Anonymous Maria Papoila said...

Volto aqui só para dizer-te que gosto de ler-te, que gostei das personagens que criaste e desenvolveste. Que ouve páginas da tua novela que me lembraram Eça e outra Camilo nas suas observações mordazes. Que não sei fazer críticas literárias com explanação de grandes teorias da literatura que por acaso agora comecei a ler. Sei que este blog é um dos que visito regularmente pelo prazer da leitura e sei que terias muito mais a contar do Zé... Não amues a não ser em máscara, sim? Beijo

12:54 da tarde  
Blogger stela said...

agora finalmente consegui ler a história toda!
sabes... quando te lia, imaginava sempre a cozinha da casa onde nasci... acho que conseguiste retratar muito bem tudo! Até conseguia imaginar o que vestiam, a cor da roupa (eu também tenho uma imaginação! lol). Gostei do final, eu também o teria escolhido assim, não sei é se a terá sido o fim!? Depende de ti, mas adorei acompanhar a história!
bjs

1:19 da tarde  
Blogger myanmar said...

ah, ainda cheguei a tempo do final!
(sabes, esta tua história fez-me pensar na inevitabilidade do tempo que passa.)*

7:05 da tarde  
Blogger Mocho said...

"Dizem que finjo ou minto tudo o que escrevo. Não. Eu simplesmente sinto" - FP. Hoje, mais do que comentar o teu texto, vou-te comentar a ti: escrever bem é como representar bem. É o esforço da imaginação que se quer ver bem representado; é a emoção intelectualizada em escrita, são as experiências de vida abertas à critica de quem lê; é a amizade que tens pelas personagens que criaste, que ensinaste, que trabalhaste. Se "Elas" falharem, tu falhaste!!! Para mim, não é só a precisão da escrita que faz um bom escritor mas sim a relação afectiva ou mundana que o mesmo consegue estabelecer com as suas personagens. Por isso te reconheço na tua tristeza, da tua desolação, no teu esgotamento ecansaço. Mas tu sabes que a leitura e a escrita não são exacta/ a mesma coisa. Quem escreve, ama muito mais, sofre muito mais, trabalha muito mais, envolve-se muito mais; Considero, no entanto que, apesar de esse ser o grande drama de um bom escritor, é tambem o seu grande estímulo intelectual. Hoje, dedico todas estas palavras a ti, António, porque tambem mereces ser (bem) criticado. Um grande beijo e olha que continuo a admirar-te (a ti e à tua complexa arte de criar palavras, enredos, histórias e formas de vida).

7:19 da tarde  
Anonymous GR said...

Romance Realista!
Procura a realidade na escrita.Há uma crítica (implícita) construtiva à sociedade, sempre executado com rigor comunicativo e numa planificação do texto.
Essa a razão, porque houve tanto interesse em cada vez que líamos mais uma folha, queremos continuar a faze-lo, até chegarmos ao seu desfecho! Mas houve também (pelos comentadores) criticas sociais. Mas a vontade do escritor, é que prevalece!

É de solidão e afectos que trata toda a narração.
Podemos não compreender como foi possível, Zé Luís, logo após a morte da esposa que tanto amava, tentar arranjar alguém para ocupar a sua solidão!
Penso que a morte da esposa já estava anunciada, há vários meses. O vazio era grande!
A velha e só, D. Josefina, sogra de Zé Luís, nada mais espera senão a morte, como companhia.
Rosa, mulher humilde mas também ela carenciada de ternura, tendo tido como companheiro, um marginal, alcoólico que após várias desavenças, prefere ficar só. A filha que há vinte anos deu à luz, está num país longínquo. Ela vive e sente-se só!
Cristina uma mulher fisicamente interessante, mas problemática com os seus amores e desamores. Também ela, carente de afecto. Laura sua mãe, soube viver bem os amores da adolescência. Hoje viúva e quase reformada, deseja um neto para dar o amor que tanto tem.
Júlia uma cibernauta inteligente, também ela procura algo que não tem!
É entre a procura de afectos que estes personagens tentam afastar a solidão!
Não importa se há amor verdadeiro! Não importa a idade! Não importa a condição social!
Interessa que o vazio, a solidão que existe entre eles, seja ocupado por alguém que transmita mutuamente, Afecto!

Um beijo com muito afecto,
pelo Romance que nos deste!

António,
Obrigado e continua!

GR

10:20 da tarde  
Blogger António said...

Para "GR":
Penso que releste todo o trabalho e acabas de fazer uma síntese correctíssima.
A solidão!
É o grande tema da novela.
Podia ter sido encarada de uma forma muito diferente, com personagens que se deixavam vergar ao seu peso e caíam em depressões e outros padecimentos psicológicos e mesmo físicos.
Optei por personagens que procuravam ultrapassar as suas carências. Pessoas muito mais positivas.
Enfim!
Não foi por acaso que lhe chamei "O viúvo", com toda a carga de isolamento que a palavra pode transportar.
Aliás, é bem sabido que os homens que enviuvam procuram bem depressa uma nova companheira. O mesmo não acontece com as mulheres que conseguem viver sem companheiro muito mais facilmente.
Parabéns pela tua análise.

Beijinhos

10:55 da tarde  
Blogger pachita said...

Assino por baixo do último comentário da GR.

Muitos beijos ao amigo querido que és.

:)

11:40 da tarde  
Blogger MT said...

Olá António, andei uns dias sem net e por isso só hoje pude ler os últimos três episódios.
Não estava à espera que chegasse já ao fim, tive pena, o Zé e as suas amigas faziam já parte da minha rotina bloguista, esperava espectante por um novo episódio, e como eu, certamente muita gente, parece-me que vais ter de ser "pai" de novas personagens, embora eu saiba que o processo criativo seja bastante trabalhoso, moroso e até por vezes doloroso.
Voltando ao nosso amigo Zé, afinal optou pela hipotese mais confortável, juntando-se àquela que melhor "vida quotidiana" lhe podia oferecer, confesso que na minha opinião o Zé não devia ficar nem com uma, nem com outra (embora simpatizasse mais com a Rosa, era uma personagem mais cheia, cujas caracteristicas e pequenos rasgos de personalidade conhecemos melhor), o Zé merecia um novo amor, algo que o arrebatasse, e ensinasse a redescobrir a vida aos 60 anos, não ter de contentar-se com o mais confortável, até porque nos apresentaste um Zé, que embora bastante racional, também tinha o seu "quê" de aventureiro ( o prazer pelas viagens, as suas aventuras amorosas etc..).
Confesso que é com pena que digo adeus ao Zé, com quem fui embirrando, no bom sentido, ao longo destas semanas.
Mas deixo aqui o meu aplauso ao teu génio criativo, e espero que novos "Zés, Rosas e Cristinas" surjam rápidamente do teu imaginário.

Beijinhos grandes

10:39 da manhã  
Blogger Su said...

estive a ler agora os dois últimos espisódios e como é habitual, gostei de ler.te
sempre
e que é isso de neura.....)))
mimosss ? ..tudo bemmmm...aqui vai um "vião" cheio de jocas maradas de mimos para o "menino escritor"
jocas maradas deste lado para esse

8:52 da tarde  
Blogger pinky said...

sim sr! grande finnali! lindoooo!
e não há mais? agora fiquei viciada na blogonovela...aiiiii tou fêta! nã há mesmo mais?

1:50 da manhã  
Blogger hodiguitria said...

Uma pessoa sai uns dias e quando volta... já está tudo em pratos limpos! Gostei muito desta blogonovela: simples, bem escrita e com muita imaginação! Podia continuar...gostava de saber como seria o Zé Luís enquanto pai... beijinhos!

12:08 da tarde  
Blogger nelsonmateus said...

aproveitaste a minha ida pro algarve para acabar a blogonovela! nem tive tempo d mostrar nada as editoras! traidor!!! :P

8:20 da tarde  
Blogger nelsonmateus said...

então, mas ... e agora???

10:42 da tarde  
Blogger Xuinha Foguetão said...

Consegui ler todo!

Muito bem!

Sim senhor.

Rosinha espertinha! :)

Beijos.

3:56 da tarde  
Blogger lazuli said...

És uma pessoa excepcional, António.

12:34 da manhã  
Blogger margusta said...

Meu querido António,
...isto é que foi uma maratona , mas valeu a pena!

Gostei muito de toda a história, uma vez começando a ler dá vontade de ir até ao fim...e eu ao ler os uns tantos capitulos de seguida não fico na ansiedade do que vai acontecer a seguir...lol
Mas sabes tb porque me atrasei tanto na minha leitura e comprrendes.

Gostei muito deste final...só que é caso para dizer que "a tentação mora ao lado"...mas o Novais agora vai ter juizo...vai ser pai, que maravilha...original a maneira como deste esta noticia no final a encerrar a história.

Beijinhos meu amigo e obrigada por estes momentos!!!

11:08 da manhã  
Blogger Heloisa B.P said...

MEU CARO ANTONIO*,
atrasada, mas ca' estou!
a historia teve o desfecho que ja' se aguardava!
Tenho mais a dizer, sobre a mesma, mas nao estou presentemente, em condicoes de o fazer; so' nao quis deixar de lhe manifestar a minha presenca e, de felicita'-LO tambem!
_Espero e desejo que escreva mais "NOVELAS",e que seu talento para a ESCRITA seja reconhecido como merece!
_Voltarei assim que possa!
MEU ABRACO!
Heloisa.
(Li tambem o penultimo, mas sintetizo AQUI*,o meu pensamento, em relacao ao todo!
EXCELENTE FIM DE SEMANA!
**************************

1:31 da manhã  
Blogger heidy said...

:) Será menino ou menina?

besos

11:27 da manhã  

Enviar um comentário

<< Home