Eu sou louco!

Irreverência, humor, criatividade, non-sense, ousadia, experimentalismo. Mas tudo pode aparecer aqui. E as coisas sérias também. O futuro dirá se valeu a pena...ou melhor seria ter estado quietinho, preso por uma camisa de forças! (este blog está registado sob o nº 7675/2005 na IGAC - Inspecção Geral das Actividades Culturais)

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quarta-feira, março 01, 2006

The making of...O viúvo

Achei interessante divulgar o conteúdo do ficheiro Word onde, antes de começar a escrita de “O viúvo”, caracterizei as personagens e o desenvolvimento da história.
Como devem calcular, os elementos iniciais foram sucessivamente modificados ou ampliados pois não havia, no princípio, uma história completamente definida.
Só tracei algumas linhas gerais para a trama, sendo esta progressivamente preenchida conforme a escrita avançava e, o que é interessante, muitas vezes em função da importância que alguns protagonistas perdiam (como a Laura ou o amigo João) ou ganhavam (como a Rosa, que inicialmente teria um papel muito secundário) em relação ao inicialmente previsto. Esta personagem impôs-se ao autor que, a partir de certa altura, viu nela um potencial muito grande e não imaginado até aí.
O conteúdo que vos apresento no final deste texto introdutório é, portanto, a versão final da que foi elaborada mais de dois meses antes.
Lendo o que acabei de escrever e dando uma olhadela pelo anexo, e digo isto porque seria muito fastidioso ler tudo, penso que fica claro para o leitor qual o método criativo por mim utilizado.
Não faço a menor ideia do que fazem os outros: pequenos ou grandes escritores, novelistas, argumentistas, cronistas, poetas, enfim...os que escrevem para alguém ler.
Podem reparar no enorme detalhe com que defini as personagens. Fi-lo com o propósito de que mais tarde, se fosse preciso usar algumas das suas particularidades, esse trabalho já estivesse feito de forma a não haver incongruências.
Não seria concebível que a Cristina começasse morena e a certa altura aparecesse transformada numa beleza do tipo escandinavo; ou o carro do Zé Viúvo começasse por ser um Peugeot 307 e acabasse como um Honda Civic.
Quero aqui agradecer publicamente a ajuda dada pela Maria Papoila que funcionou como consultora para assuntos de Medicina e Saúde, nomeadamente sobre o uso da pílula anticoncepcional nos anos 60 e os testes de ADN. Tudo com o objectivo de que a narrativa fosse o mais realista, correcta e coerente possível.

Aproveito este momento para pedir desculpa aos meus leitores por uma prosa que meti no espaço dos comentários. Foi elaborada porque eu preciso de leitores para escrever e de palavras de estímulo para me motivar.
Hoje não o faria, pois fui injusto para quem me acompanhou com a sua leitura e comentários desde o dia 1 de Janeiro.
Errar é humano!

Vejam então o conteúdo final do ficheiro Word referido no início desta prosa.



AS PERSONAGENS

José Luis de Sousa Novais
Nasceu em 03FEV47 (58 anos, quasi 59)
Casou em 23AGO71 há 34 anos (com 24 anos)
Viúvo desde 16AGO05 (3ª feira)
1,70 m / 72 kg
Cabelo grisalho claro (dantes era castanho), sem calvície, olhos castanho escuros
Sem filhos
Bancário reformado desde os 50 anos
7ºano dos liceus
Serviço militar feito entre 1966 e 1969. Em Angola de 1967 e 1969
Natural do Porto
Pai, José Novais falecido. Nasceu em 07JAN15 (faria 90 anos) no Porto. Casou em 04ABR40 (25anos). Faleceu em 23OUT95 (80 anos) de trombose cerebral. Ex-professor primário
Mãe, Deolinda Sousa falecida. Nasceu em 02SET17 (faria 88 anos) em Barcelos. Casou em 04ABR40 (22 anos). Faleceu em 12DEZ94 (77 anos) de cancro da mama. Ex-professora primária
Um irmão, Manuel João de Sousa Novais. Nasceu em 31JAN43 (62 anos), 1,73 m/ 78 kg, professor de português, vive em Coimbra. Casado com Maria Fernanda Gomes dos Santos, nascida em 18FEV45 (60 anos), professora de inglês. Dois filhos, António Manuel dos Santos Novais 26OUT70 (35 anos) e Alberto Luis dos Santos Novais 08OUT73 (32 anos)
Vive num T2 na Maia, com a mulher e com um casal de canários desde finais de 1998
Passatempo: Ginásio, andar a pé, música, Internet (onde tem um blog), escreve crónicas semanais para um pequeno jornal.
Portista.
Viatura: Peugeot 307

Horários: Às 2as, 4as e 6as, ao fim da tarde, ir ao ginásio. À 4as e sábados ou domingos, depois de almoço, ir ver a sogra ao lar.


Margarida Cunha Dias (falecida)
Nasceu em 28ABR47 (58 anos)
Casou em 23AGO71 há 34 anos (24anos)
1,58 m / 65 kg, aloirada, olhos azuis – antes de adoecer (60 kg em nova)
Faleceu em 16AGO05 (58 anos), uma 3ª feira, de cancro no estômago. O funeral foi no dia 17, 4ªfeira.
Adoeceu em ABR05. Agonizou durante 4 meses
Sem filhos
Bancária reformada desde os 50 anos
7º ano dos liceus
Pai, Fernando Dias falecido. Nasceu em 17MAI13 (teria 92 anos) no Porto. Casou em 23NOV45 (32 anos). Faleceu em 23MAI58 (45 anos) de cancro no pulmão. Bancário.
Mãe, Josefina Cunha, nasceu em 08MAI26 (79 anos) vive num lar desde ABR 05 quando a filha adoeceu. Teve um AVC em 03 MAI 04 que lhe paralisou o lado direito e a fala.
Foi sempre doméstica.
Sem irmãos

Maria Laura Correia Marques
Nasceu em 27JUL47 (58 anos) em Luanda
Teve uma filha, Maria Cristina, em 28JUL70 (22 anos), não tendo a certeza se o pai é o namorado com quem teve um arrufo (Raimundo) ou José Luís com quem teve uma relação ocasional. Esquecia-se frequentemente de tomar a pílula. No dia seguinte á relação com o Zé Luís, teve uma com o Raimundo.
Viúva desde 27SET00 (53 anos)
1,60 m / 70 kg
Morena, cabelos brancos pintados de castanho, olhos negros, traços de ascendência negra
Casou em 17DEZ69 (22 anos) com Raimundo Lopes Soares, dizendo-lhe que estava grávida dele. Nasceu em 30ABR37 e faleceu em 27SET00 (63 anos) com enfarte do miocárdio.
Tiveram uma filha, Maria Teresa Marques Soares, nascida a 17 MAR73 (32 anos), solteira, sem filhos, e que já teve várias relações.
Tem um irmão, António Jorge Correia Marques, nascido em 16JAN49 (56 anos) casado com Guiomar Teles Moreira, nascida em 23MAR51 (54 anos). Casaram em 06 JUL78 e tem 3 filhos – Rui Manuel Moreira Marques 03FEV80 (25anos) / Jorge Alberto Moreira Marques 23SET82 (23 anos) / Ana Maria Moreira Marques 04 MAI85 (20 anos). Vivem em Lisboa
Veio para Portugal em 10SET75 (28 anos) com Raimundo e as duas filhas: Maria Cristina e Maria Teresa.
Estabilizaram a vida no Porto. Ele como vendedor, ela como empregada numa loja de lojas louças e cristais.

Maria Cristina Marques Soares
Nasceu em 28JUL70 (35 anos) em Luanda, pelo que foi gerada em finais de OUT 69.
O pai pode ser José Luís (que na altura tinha 22 anos ou Raimundo que tinha 32; a mãe tinha 22)
Veio para Portugal em 10SET75 (5 anos) com a mãe, Raimundo e a pequena irmã Maria Teresa.
Divorciada, sem filhos
1,63 m / 60 kg
Morena, cabelo curto, negro, olhos negros
Completou o 12º ano em 1988 (18 anos)
Logo de seguida foi trabalhar para uma empresa têxtil de Guimarães, pertença de um retornado. Foi viver para aquela cidade
Casou em 12JUL91 (21 anos) com Rui Manuel Costa Mendes de 35 anos e divorciou-se em 13 NOV94 (24 anos)
Em 28FEV97 começou a viver com Aníbal Castro de Jesus de 40 anos e foram viver para a Trofa, onde trabalhava numa pequena confecção do companheiro
Em 01OUT03 passou a viver com o sócio do Aníbal, Jaime de Sousa Cruz de 45 anos, e o outro deixou a sociedade
Em 19AGO05 (sábado) decidiram separar-se e em 12SET05 começa a trabalhar para uma agência de viagens na Maia que pertencia a uma amiga, Maria Helena nascida a 03OUT66 (39 anos), nascida em Luanda, retornada e casada com Joaquim Mendes de Brito. Em 18SET05 foi viver para um T2, mesmo ao lado do José Luís

João Manuel Leite Pinto (amigo)
Nasceu em 24MAR45 (60 anos)
Casou em 24AGO70, há 35 anos (25 anos)
1,75 m / 70 kg
Cabelo branco (dantes era castanho), calvície acentuada, olhos castanhos
7º ano dos liceus
Bancário reformado desde os 52 anos
Serviço militar feito entre 1964 e 1967. Em Angola entre 1965 e 1967
Casado com Hermínia Franco Magalhães que nasceu em 25FEV48 (57anos), professora primária reformada, 1,65 m / 63 kg, cabelos branco não pintados (antiga loira), olhos azuis
Vivem em S. Mamede de Infesta.
Foi fundamental na ajuda a José Luis na fase terminal da doença, juntamente com a empregada Rosa
Três filhos: Paulo Magalhães Pinto (33 anos) deu-lhe 2 netos, Sofia Magalhães Pinto (32 anos) deu-lhe 1 neto e Susana Magalhães Pinto (29 anos) todos casados.

Rosa Maria da Silva Santana (empregada)
Nasceu em 12ABR65 (40 anos)
Casada com o António, 50 anos, ex-toxicodependente e alcoólico, que por vezes agride a mulher. É empregado de mesa.
Tem o 6º ano de escolaridade.
1,58 m / 60 kg
Cara bonita, cabelo castanho pelos ombros, olhos castanhos, arranja-se bem.
Uma filha com 20 anos, já casada, e que foi para o Canadá.
Trabalha há 3 anos em casa dos Novais.
Trabalhava 2 horas por dia na casa do Zé Luís e da Guida.
Com a doença, conseguiu passar a trabalhar 5 horas, prescindindo de uma casa onde também prestava serviço e dando 3 horas que dedicava a ela mesma e ao marido. Uma era à noite.
Pouco antes do falecimento da Guida pôs o António fora de casa após mais uma tentativa de agressão.
Passou a viver sozinha, mas tem como amante um electricista de 43 anos, Carlos, casado e com 2 filhos, 1,73 m / 78 kg

Horário de trabalho: Todos os dias das 09:00 às 11:00 e às 3as e 5as das 14:00 às 16:00

Marlene (a meretriz)
22 anos, loira falsa, magra, 1,65 m / 65 kg.

Júlia Campos (a professora)
52 anos, mas parecia ter mais 8 ou 10, divorciada há 10 anos, 2 filhas casadas (Maria do Céu e Maria de Fátima) e um neto da primeira, professora de Português no Porto, 1,60 m / 75 kg. Vive só. Cabelos castanhos pintados e rarefeitos. Asmática.

Fernando Brandão (o advogado para Rosa)


Saavedra (o ex-vizinho que vende o flat a Cristina)



A HISTÓRIA

1) 18 de Agosto, quinta-feira, Zé Luís recebe a visita de João Manuel dois dias depois da morte de Margarida, a sua mulher, com cancro de estômago. Vão-se reencontrar na missa de 7º dia a 22 de Agosto, 2ª feira.
2) Descrição de Zé Luís e Guida.
3) Descrição de João Manuel e Hermínia
4) Mais conversa entre os dois amigos
5) 19 de Agosto, sexta, Zé Luís conversa com a empregada Rosa.
6) Descrição de Rosa
7) Visita a sogra no lar e diz-lhe da morte da filha na sexta, 19
8) Fim-de-semana. Bilharada com o João Manuel. Almoça em São Mamede. Conversa com o amigo sobre a falta de uma parceira e sobre a vida sexual.
9) 22 de Agosto: reparando na Rosa; missa de 7º dia
10) Intensificando buscas de contactos na Internet
11) 26 de Agosto: encontra Maria Cristina na agência de viagens de Maria Helena. Conhece Júlia Campos na Net.
12) 31 de Agosto: um encontro com Júlia, no Porto.
13) 1 de Setembro: conversa com a Rosa.
14) 2 de Setembro (6ª): Procurando uma meretriz no jornal, falando com Rosa
15) Fim-de-semana: Bilharada com o João, João e Mina vão a casa dele, cemitério, cinema, visita à sogra. Muito choro e saudade.
16) 5 de Setembro (2ª): Conversa com Rosa e vê Maria Cristina a sair do T2 vizinho.
17) 6 de Setembro (3ª): Só uma conversa com Rosa
18) 10 de Setembro (Sab.): Cristina muda-se para o apartamento ao lado e pede-lhe ajuda
19) A 11 de Setembro (domingo), Zé vai ajudar Cristina e vem jantar a casa dele, os dois. Noite de sexo entre Zé e Cris.
20) 12 de Setembro (2ª) – conversa com a Rosa de manhã.
21) 13 de Setembro (3ª) – conversa com a Rosa que, entretanto, já fora espreitar à agência.
22) 14 de Setembro (4ª) – Missa do 30º dia do falecimento. Conversa como João.
23) 15 de Setembro (5ª) – Jantar e noite com Cris.
24) 18 de Setembro (domingo) – Almoço e tarde com Cris. Jantar em casa do Zé. Esta fala na família e decide apresentar Laura ao Zé. Sexo
25) 19 de Setembro (2ª) – Cristina vai a casa da mãe. Descrição da mãe. Cristina fala sobre o seu novo parceiro. Laura fica alarmada e conta à filha o seu passado.
26) 20 de Setembro (3ª) - Cristina fala com Zé sobre as dúvidas na sua paternidade.
Zé marca os testes de ADN no Instituto de Genética.
27) 21 de Setembro (4ª) – Ambos vão fazer os testes de ADN. Rosa estranha o patrão ter saído tão cedo. Zé vai a Santo Tirso.
28) 22 de Setembro (5ª) – Rosa e Zé conversam pela manhã.
29) 26 de Setembro (2ª) – Rosa vai ao advogado Fernando Brandão.
30) 11 de Outubro (3ª) – Rosa encontra o Zé adoentado, na cama. Tem relações pela 1ª vez. De tarde, ele faz-lhe a proposta de ir dormir com ele às 2ªs e 5ªs. Ela aceita.
31) 21 de Outubro (6ª) – Zé vai buscar o resultado do teste. É negativo. Ele telefona de imediato para a Cris. E esta para a mãe. Em casa de Cris, à hora do almoço, combinam deixar de ser amantes mas continuar a ser amigos. Zé convida o amigo João para almoçar no sábado depois da bilharada.
32) 22 de Outubro (sábado) – Almoço dos amigos
33) 24 de Outubro (2ª feira) – Zé e Rosa. A união de facto. A morte de Josefina
34) 25 de Outubro (3ª feira) – O funeral
35) 26 de Outubro (4ª feira) – Um dia calmo. Um encontro do Zé com a Cris. O fim

36 Comments:

Blogger wind said...

Não é para te babares, mas está brilhante:)
Características físicas e psicológicas de todos, e a narração, descrição de tempo, lugares e pessoas.
beijos

1:17 da tarde  
Blogger Vampirella said...

Apesar de pouco ter comentado, gostei muito de ler este conto, o qual acompanhei com ansiedade. Continua a escrever!!! beijocas.

2:45 da tarde  
Anonymous RT said...

Isso é que é ter paciência de chinês...

3:35 da tarde  
Blogger António said...

Para "RT":´
Estás a ver porque digo que em 2015 ganho o Nobel de Literatura?

Um abraço

3:47 da tarde  
Blogger Leonoretta said...

ola antonio.

por acaso ha uma tecnica de escrita básica para quem anda nas lides dos romances, dos contos e das novelas. e tambem ha uma diferença entre estes tres generos.

a tecnica serve de exercicio nas cadeiras de literatura e ate existem worksops de escrita para quem gosta do assunto e nao tem nada que fazer.

assim estipula-se logo o tema (fio orientador para nao começarmos a falar de alhos e terminarmos em bugalhos).
depois o heroi, o adversario, o adjuvante, o tempo, o espaço e sem nunca falhar... nunca faltar...o objecto magico.

escolher o objecto magico é a minha tarefa preferida. porque nao precisas de escolher uma varinha de condao... pode ser uma pedra rolada ou uma caneta partida, ou ate uma carta...rsssssss

a seguir escrever a acçao enleando os cinco elementos da tragedia.fundamental para levar o leitor ao climax da acçao.

e fundamentalmente
caracterizar os personagens.

e aqui das cartas: na caracterização. fizeste-o muito bem.

depois é como dizes. houve personagewns que ganharam dimensao e outras que a perderam. nao sei se sentiste mas a partir da segunda folha, rsssssssss, sao as personagens que te levam a escrever o que elas querem. tu es so um instrumento na mao delas.

e é quando elaboramos uma trama que percebemos a qualidade e o trabalho de escrita que envolve "viagens na minha terra" ou "os maias" ou ainda "a casa dos espiritos". ou ainda, sublime, "os miseraveis" ou "o conde de monte cristo".

é o que eu digo aos meus alunos antes da teoria: primeiro fazer. depois pensar.

o teu conto deu trabalho. pois deu. so fazendo um é que sabemos o trabalho que dá e quanto é dificil por mais leviano que seja.

desculpa a seca mas quando começo a falar de escrita e de escritores perco-me.

abraço da leonoreta

7:07 da tarde  
Blogger Betty Branco Martins said...

Querido António

Esta tua ideia "The making of...O viúvo" está FABULOSA!!!
Não tenho outra palavra.

Parabéns ÉS BRILHANTE!

Beijinhos

8:40 da tarde  
Anonymous mocho said...

Tu não és brilhante, tu és maquiavélico...ha, ha, ha!!!! Este post só vem comprovar a dificuldade, o rigor e a exigência que o escritor precisa de ter, nos bastidores, para que nada falhe na nascença de um livro: há um nível carnal nisto tudo, não há? PIU!

9:18 da tarde  
Blogger Daniela Mann said...

isso é que é escrever!
Mas faz muito bem! Quem sabe, sabe!
Parabéns!

10:25 da tarde  
Anonymous GR said...

António,

Foi muito importante teres colocado, o estudo das personagens!
É um exercício muito difícil a escolha e a caracterização das personagens, do espaço, do tempo!
A pesquisa, para os determinados cenários! Neste caso da simpática, Maria Papoila (Drª), para que tudo se aproxime o mais possível da realidade!
É difícil!
Ou seja, é difícil ESCREVER!
Mas quando o que na mente vai crescendo, se torna num conto, num romance!
É como se da gestação de um filho que muito se deseja, se tratasse!
Demora tempo, provoca dor! Mas é feito com dedicação e muito amor!

Não foste injusto coisíssima nenhuma!
Se achas que tens que gritar, Grita!
Para que servem os amigos, os leitores?
Contudo, tens que saber viver com a Crítica!!!
Quantas vezes injustas, ingratas, estéreis! Improdutivas!
Outras ainda, sinceras criticas construtivas, para quem as faz, depois de atentamente ler! Poderão ser positivas ou negativas! Mas são, as criticas do leitor!
O escritor tem que saber estar imune, ao que o afecta!

Não podemos nunca é de deixar de louvar o seu trabalho (do escritor)!
Hoje, mostraste-nos como é complexo e delicado, escrever!
Escrever bem!
Tu és magnifico!

Parabéns,

Bjs,

GR

10:56 da tarde  
Blogger {-Sutra-} said...

Eu também costumo fazer isso à medida que vou delineando as personagens. Estou a fazê-lo actualmente em amior pormenor com os dois contos que vou escrevendo em simultâneo, tornando mais fácil o desenvolvimento da história, a fim de não existirem incongruências.

O final do teu conto já se adivinhava pelo capítulo anterior, embora eu esperasse aquela reviravolta final que deixa os leitores surpresos. Gosto de fazer isso habitualmente nos pequenos contos que tenho escrito - não estão todos publicados e talvez não venham a ser publicados no blog - e talvez por isso eu esperava essa reviravolta.
De qualquer forma, foi excepcional a tua história. :-)

Beijo doce

11:00 da tarde  
Blogger António said...

Para "GR":
Obrigado pela tua visita e pelo comentário.
Gostei do que escreveste.

Beijinhos

11:14 da tarde  
Blogger pachita said...

Vim cá deixar-te um beijinho, porque sim. :)

Tu mereces.

11:42 da tarde  
Blogger Caiê said...

Que detalhe, ahn?;)
Nunca me ocorre tanto pormenor em kgs e altura (muito menos viaturas), mas cada qual sabe para que escreve! Ora, como próprio disseste, tu escreves para um público (coisa em que eu nunca pensei), pelo que lhe dás o que ele quer. Fazes bem.
Continuo a manter a minha opinião: és um homem talhado para escreveres argumentos de telenovelas. Manda-te a elas, António!

1:22 da manhã  
Anonymous mocho said...

Sou uma "patas largas" - toma lá mais uma bicadinha saudável...

1:37 da manhã  
Blogger pinky said...

muito bem pensado e estruturado, sim sr! tb não sei como é que todos os outros escritores trabalham, mas agora fiquei a saber como crias. ;)
e o que se diz ao sr?!
quero maissssssssssssssssss
heheheheheheheheheheh

2:00 da manhã  
Blogger lazuli said...

O outro lado da história. Tu...

4:35 da manhã  
Blogger Leonoretta said...

ola mais uma vez para responder ao que perguntas.

para combater a falta de interesse pela leitura no nosso país as bibliotecas criaram um projecto (iplb) de promoçao de escrita e leitura.

já ouviste falar na comunidade de leitores? todas as bibliotecas tem um dia por semana, á noite, para quem está interessado.
e depois durante o dia têm outras acções, algumas so destinadas a professores e outras ao publico em geral.

os workshops de escrita fazem parte dessas actividades. ás vezes têm a duração de um dia, uma semana.

o objecto magico nao precisa de ter poderes magicos, rsss

a magia faz parte do imaginario do homem, criança ou adulto.

o objecto magico é o que vai despoletar a reviravolta na acção no seu climax para o desfecho.

no teu conto o objecto magico é a foto do ze luis que a cris mostra á mae.

abraço da leonoreta

9:23 da manhã  
Blogger MT said...

Bem que trabalhinho, gostei do promenor na descrição das personagens sim senhor, agradou-me particularmente um promenor do Zé, o de ser portista, devo dizer que foi mal aproveitado na história, fiquei a gostar muito mais do Zé ao saber esse facto.
Fora de brincadeiras, fizeste um trabalho brilhante, muito bem organizado e concretizado.
Vou sentir falta de ver se já era dia de novo episódio do viúvo, a espectativa que tinha sempre que abria o teu blog.

Beijinhos

10:20 da manhã  
Blogger Menina_marota said...

Eu vou ter que imprimir a história para a ler, fora do pc, porque como sabes estou com problemas na visão.
Mas como grande admiradora dos teus contos, não vou perder de forma alguma o que aqui tens escrito!

Um abraço carinhoso ;)

12:22 da tarde  
Anonymous Ana Joana said...

Olá António,
Obrigada por partilhares conosco todo o teu processo criativo. Percebo melhor a tua revolta pelos palpites que te demos no final da história - de facto quem vive no convento é que sabe o que lá vai dentro! E tu que tão exaustivamente caracterizaste os personagens, identificaste os espaços, os tempos e descreveste as emoções, naturalmente sentiste alguma frustração por umas intrusas (como eu ahahahah), se porem a dar palpites sobre o que não sabiam. Parabéns António e não nos deixes ficar muito tempo à espera, senão somos nós que vamos ficar frustrados(as). E se um frustrado já é mau (como viste), tantos frustrados é muito pior!!!!

Para além disso..... este trabalho árduo e sistémico é um excelente "antioxidante" para o cerebro! Vê as vantagens que daí advém.

Beijinhossssss

Ana Joana

4:33 da tarde  
Blogger hodiguitria said...

Um trabalho extraordinário: parabéns! :)

6:03 da tarde  
Blogger António said...

Para "Ana Joana":
Obrigado pela tua presença aqui, minha amiga.
De facto, foi minha intenção ao colocar on-line os "apontamentos", dar uma ideia do trabalho de preparação que dá escrever um ficção.
Claro que isto não é nada comparado com uma obra com muitas mais personagens ou com um romance de época.
Mas...já dá o seu trabalhinho e, como dizes, ajuda a manter as células cinzentas em funcionamento.

Beijinhos

9:42 da tarde  
Blogger Daniela Mann said...

Venho agradecer-lhe o comentário tão gentil e amável que me deixou!
Obrigada por me linkar!
Voltarei sempre que possa.
Um abraço,
Daniela-

11:45 da tarde  
Blogger lena said...

António deixas-me sem palavras

está excelente, tudo bem feito com uma brilhante descrição

já sabia que eras muito organizado, deu para notar logo no início com a tua tão pormenorizada descrição de cada um dos teus personagens que fez com que eu os fixasse logo, sem me perder de quem é quem, mesmo em relação a nomes
estas fichas estão tão bem elaboradas que já li e reli e consegui tornar a visualizar tudo

a solidão sempre foi o que me aproximou do Zé, disse-te sempre, no fundo ainda estou a viver tua novela e a desejar as maiores felicidades ao Zé

a ti António, vales muito, pelo prazer que me deste ao ler-te, por este momento "the making of... O viúvo"
sei que saí daqui mais rica, aprendi contigo no fundo como se pode fazer algo tão bem escrito, atendendo a todos os detalhes

li o comentário da Leonor , ela escreve também muito bem, por isso a admiro, está aí a técnica base para o que se quiser escrever,
eu brinco com as palavras daí o que escrevo só eu mesmo entendo


de novo te dou os parabéns

e um abraço apertadinho, cheio de ternura, beijinhos para ti muitos António e agora quero mais, mãos à obra, meu querido amigo

lena

11:47 da tarde  
Blogger Paula Raposo said...

Pelo que percebi está um making of extraordinário, elaborado com toda a coerência, bem delineado, bem desenvolvido!! Wowow!! Gostei! Pedir desculpa, penso que não o deverias fazer. Beijos, bom fim de semana.

9:17 da manhã  
Blogger guga said...

Gostei imenso da história que tenho acompanhado desde o início. E o making of dá realmente a visão trabalhosa da "coisa", porque qualquer um acha que escrever é muito fácil, mas se for algo com qualidade, não é bem assim.

Fico à espera de mais histórias.

Sandra

10:21 da manhã  
Blogger margusta said...

Querido António,
...passo para te deixar um grande beijinho, vou voltar para te ler com calma.
Ah... mas como curiosa que sou já li a parte final :))) assim não vale não é !?

Mais beijinhos e até logo

12:39 da tarde  
Anonymous Maria Papoila said...

António este Making off está Brilhante! desnecessária a minha referência. É um verdadeiro trabalho criterioso levar a cabo uma história de modo a não se cometer erros nem cair em contradições. Parabéns. Beijo

3:47 da tarde  
Blogger Su said...

antónio....vim até tua casa, para te informar que o prémio nobel da literatura já é teu:)
jocas maradas de mimos

8:03 da tarde  
Blogger sonamaia said...

Sim senhor, rendo-me!! TPC cinco estrelas!! Eu que nunca escrevi nada fiquei maravilhada com o teu esquema!! O processo criativo é mais engenhoso, trabalhoso e complicado do que eu imaginava... Agora compreendo melhor o teu desabafo. De qualquer forma reconsidereste e pediste desculpa aos teus leitores sempre fiéis nos quais me incluo. Desculpas aceites e continua amigo!! Um talento como o teu não se pode perder com melindres!!

Beijinhos

9:14 da tarde  
Blogger António said...

Para "sonamaia":
Obrigado pela visita.
A metodologia usada foi imaginada por mim.
Se leres os dois comentários da "leonoretta" verás que há técnicas para preparação da escrita.
Se calhar já sabias! Eu não!
Obrigado também pelas tuas palavras, claro.

Beijinhos

10:29 da tarde  
Blogger margusta said...

Querido António,
...brilhante este "making of", foi tudo pensado ao pormenor, tudo muito bem organizado...PARABENS

Tnata organização é mesmo tipica de um capricorniano :)

Beijinhos para ti e um óptimo fim de semana.

ps: continua a escrever aqui estarei á tua espera para me deliciar...mais beijokas e :)))

11:26 da manhã  
Blogger lazuli said...

António querido
Só vim aqui deixar "aquele abraço".
Até logo.

1:53 da tarde  
Anonymous Perfect Woman said...

Olá António.
Ainda "Não te li" (os últimos post''s) mas dei uma passagem geral e realmente, não posso sair daqui sem em antes deixar umas palavrinhas pequeninas...

«Eu acho que nem tudo deve primar, pela sua qualidade» Repara ouvir um filho ou um neto dizer: “Eu goto de ti…” Significa muito mais que qualquer outra coisa no Mundo e olha que até está mal pronunciado, mas tem muito mas muito valor, porque nos foi dito…

Sei que também não te queres referir, só à qualidade gramatical, entendo-te perfeitamente… mas as coisas não são bem assim…

Eu vejo as coisas desta forma meu migo...
Por certo que nem todos como nós os comuns mortais, tem a mesma facilidade de se exprimirem como tu meu lindo...

Avaliar as pessoas que te lêem pela "suposta qualidade" das suas palavras, não deve ser assim muito coerente da tua parte.
Acho que tens que pensar que se te lêem é porque alguma coisa tens de valor (e a seguir o teu raciocínio) pois avaliando as pessoas que te seguem há tanto tempo e assiduamente, é porque gostam do que escreves, caso contrário, já te teriam abandonado.

Falo por mim, por exemplo tu és um dos que eu com frequência "imprimo" para ler antes de dormir, e porquê?
Porque me agradas, certo?
Não é com certeza, por não ter mais nada para ler, mas sim porque o que escreves se impõem à restante leitura que tenho de cabeceira, ok? Fiz-me entender?


Beijos ternos e depois de te "ler" venho-me hihih e comento, mas à minha maneira hihihih ok?
Não à tua maneira!

;-)
Ps: refiro-me ao teu comentário no teu anterior post de final da história, entendes-me? :-)

PS: também leio alguns blogs de anedotas foleiras que circulam na Net, e olha que me divirto ás vezes... Porque acho que nem tudo tem que ser muito sério, faz-me muito bem ajavardar... como eu digo: "por vezes adoro umas boas jabardisses, carago..."

1:56 da tarde  
Blogger Heloisa B.P said...

BEM ELABORADO!
BEM ESTRUTURADO!
Deixei pequena mensagem ALI* no Ultimo Capitulo*!
Mas, voltarei ao ASSUNTO!
Perdoe nao estar presente no PROPRIO DIA:Saude e outras impossibilidades mo impediram(Impedem!).
Abraco!
Heloisa
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1:34 da manhã  
Blogger Ana Maria said...

António eu não fazia melhor!
reconheço o trabalho de pesquisa que aqui apresentas-admiro-te pela determinação e coragem em escrever ficção sendo tu um contador de histórias.
Parabéns!

5:02 da tarde  

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