Eu sou louco!

Irreverência, humor, criatividade, non-sense, ousadia, experimentalismo. Mas tudo pode aparecer aqui. E as coisas sérias também. O futuro dirá se valeu a pena...ou melhor seria ter estado quietinho, preso por uma camisa de forças! (este blog está registado sob o nº 7675/2005 na IGAC - Inspecção Geral das Actividades Culturais)

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sábado, maio 07, 2005

Maldito póquer!

Não sou, nem nunca fui, apreciador dos chamados jogos de mesa.
Reconheço que podem ser um bom entretenimento e, mais do que isso, um bom exercício mental.
Penso mesmo que o xadrez é o único jogo em que o factor sorte não existe. É puramente intelectual ou cerebral ou mental ou racional ou o que lhe quiserem chamar.
Em miúdo ainda joguei alguma coisa, com uns tios, nomeadamente a sueca e outros cujo nome não me recordo. E, curiosamente, com cartas tendo os desenhos usados em Espanha. Bem mais sugestivos, por sinal.
Como adolescente joguei póquer ao tostão. Mas foi sol de pouca dura.
Na tropa, em Angola, aprendi a mexer as pedras no xadrez.
E foi tudo.
De facto, não gosto! Não me perguntem porquê, pois não sei. Deve ser genético. O meu pai também nunca jogava.
Fazendo uma inflexão no discurso, lembro-me de ter lido um conhecido livro de Dostoievsky, “O jogador”, que abordava os problemas psicológicos e comportamentais de um viciado no jogo. Mas pouco mais recordo. Acho que, se tiver oportunidade, ainda o lerei de novo, um dia.
Vem isto a propósito de um antigo colega do liceu, o Zé das Iscas, tipo inteligente e de apurado sentido de humor, alto e sempre com um sorriso no rosto que, desde novo, se habituou a jogar póquer com um grupo de amigos. Faziam-no à noite, em casa de um ou de outro. Eram casas independentes, grandes o que permitia que eles estivessem razoavelmente acobertados dos olhares mais ou menos vigilantes dos pais ou donos das habitações.
E o hábito foi-se tornando vício para alguns. O Zé, ganhador habitual, foi dos que se deixou apanhar.
Mais tarde vim a saber que casara e tinha duas filhas. Não chegou a tirar nenhum curso superior mas tinha um bom emprego. E estava lançado para criar uma empresa própria.
Cheguei a encontrá-lo uma vez, curiosamente no funeral do pai de um amigo comum, teríamos trinta e poucos anos. Estava como sempre: sorridente e mordaz.
Passados dois ou três meses, encontro um velho colega, que me atira:
- Sabes quem morreu?
- Sei lá! – respondi.
- Foi o Zé! O Zé das Iscas! – anuncia o meu amigo.
- Não me digas! O Zé das Iscas morreu? Como foi isso? – retorqui, naturalmente espantado.
- Suicidou-se!
- Oh pá! Até estou zonzo! – fiz uma pausa e continuei - Estive com ele há pouco tempo e estava porreiro. Mas o que é que aconteceu?
- Oh pá! Segundo dizem foi por causa de dívidas de jogo. Deu um tiro na cabeça – concluiu o portador da má nova.
E fora, de facto.
Pela minha parte só posso dizer, descansa em paz, Zé!
Provavelmente alguns de vós conhecereis algum outro Zé que tenha sido vítima do vício do jogo.
Mas há muitos outros, viciados, que não chegam a esse extremo, mas tem que viver de forma bem complicada, na corda bamba, diria eu.
Acho que é caso para mudar o nome à peça:
De Maldita cocaína para Maldito póquer!

54 Comments:

Anonymous zezinho said...

Comentei vagamente - com o endereço do outro blog -o post do ensino. Sou jornalista e curiosamente abordei num jornal onde mantenho uma crónica semanal o tema ainda que de uma outra perspectiva.

Dá uma "olhadela"

wwww.jornaltorrejano.pt, secção opinião - lado esquerdo da página - e tem por título "Democracia".
Um abraço.
P.S. O InApto é um blog do meu jornal.

8:54 da manhã  
Anonymous zezinho said...

Certo, António.
Sugiro mais uma visita:
www.inepcia.com
Ou no final das crónicas do Torrejano, clicar em "inEPCIA"
Abraços.

2:05 da tarde  
Blogger Mitsou said...

António, quero agradecer-te duas coisas:
1- a visita que me fizeste e a simpatia do link;
2 - o riso gostoso que a leitura dos teus textos me trouxe num domingo triste e solitário.

Agora vou linkar-te e voltarei de certeza. Sim, eu sei que se diz sempre isto, mas estou a ser sincera. E, com a mesma sinceridade, digo-te que não serão visitas diárias (como viste pelo meu post de hoje, vou estar arredada...)
Um beijinho e votos de uma óptima semana :)

3:45 da tarde  
Blogger BlueShell said...

Certo...vou ler devagar!!!
Jinho, BShell

4:46 da tarde  
Blogger BlueShell said...

Ainda estou a pensar no Greenshell...LOLOL...

4:47 da tarde  
Blogger Leonoretta said...

percebi muito bem a intenção com que escreveste o teu artigo sobre o ensino, a de cidadão atento às questões principais do seu país.
foi também nessa base que te respondi. e continuarei a responder sempre que achar um assunto polémico como este ou parecido. aliás são estes assuntos que valem a pena serem publicados e discutidos. penso também e sei que tu pensas da mesma maneira pelo modo como te expressas que estamos aqui na boa para partilharmos conhecimentos, opiniões e tal...
ou não? rssssssssss

5:32 da tarde  
Blogger SaltaPocinhas said...

Ok, ok, vou ler e já volto!
irra que o rapaz é mandão!!

5:54 da tarde  
Blogger Bárbara Vale-Frias said...

António, uma vez mais agradeço a visita simpática ao meu blog :) Gosto muito de te ver por lá a passear ;)

Quanto a este post, concordo com ele. Conheço alguns casos de pessoas que espatifaram o dinheiro e a vida no jogo. Mas também tenho uma história gira (depende da perspectiva!) que, em três traços, aqui a vou contar:

Meu Pai era tão bom jogador de lerpa que até escreveu um livro na tropa acerca desse jogo. E acho que fez sucesso. Esteve vários anos sem jogar até que, um dia, naquelas noites infinitas de África, uns casais amigos resolveram jogar às cartas. Meu pai, que ao princípio não queria, foi arrastado por minha Mãe, desconhecedora das suas capacidades. A certa altura, meu pai levou a banca à Glória e os outros dois senhores já lhe deviam cerca de 2 ou 3 ordenados! As mulheres começaram a sentir-se mal e tudo, imagina. Até que meu Pai viu-se na obrigação de terminar o jogo e dizer que se estivera a jogar a feijões!

Bjs, António!

7:30 da tarde  
Anonymous Caiê said...

O Dostoievsky é, a par do Hesse, dos meus escritores favoritos... Não te digo a lista toda... depois chamavas-me chata... LOL :)

Mas olha, vi um documentário (há que dar um desconto a estas coisas, mas... ) e nele se dizia que muitos se suicidam à conta de dívidas de jogo. Será?

Tudo o que nos "enterra" é de evitar... :(

10:07 da tarde  
Blogger António said...

E tu, Cokas?
Também gostas de jogar a lerpa?
Mas não deves chegar aos calcanhares do teu pai...ou engano-me?
Jinhos


Caiê: Se me fizesses a lista dos teus escritores favoritos eras mesmo chata. eh eh
Não conheço estatísticas, mas acho que há muitos casos de suicídio por dívidas de jogo.
Jinhos

10:27 da tarde  
Blogger Viuva Negra said...

De facto é triste e o vicio do jogo , como alguns outros deve ser desesperante , são comportamentos compulsivos , o cerebro , não consegue parar , sáo patologias , sinto pena de quem sofre delas e nao se consegue tratar , não só daõ cabo da vida deles coo das familias ...é uma desgraça , nao conheço pessoalmenye ninguem acho eu , mas... nunca se sabe

11:20 da tarde  
Blogger lune said...

Obrigada pelo comentario, mas não te preocupes são mesmo desabafos de dias ....porque cá dentro estou ótima, hehehe, apenas estou assim numa fase, como explicar....de transformação, beijos e fica bem...
ps. espreitei o teu blog, interessante.. como certas pessoas nos aparecem assim do nada
jaci

12:23 da manhã  
Blogger Betty Branco Martins said...

António

Adoro jogar!

Mas são jogos de "tabuleiro" os fins de semana em minha casa, são verdadeiras maratonas, até madrugada! É uma tradição que já vem da casa dos meus avós. Quando o jogo acaba lá para as 7h da manhã, vai tudo para o pão quente, (Mafra é a terra do bom pão). Canasta, trevial pursuit, king,de cartas TODOS! poker de dados, snooker, descobridores de catan, setas ao alvo, scrabble, party & company, scattergories. Vou acabar por aqui porque há muitos mais. Mas o meu jogo favorito é o xadrez, temos equipas e fazemos campeonatos. Como vês, jogos é comigo!

O único perigo que traz, NENHUM! a malta diverte-se imenso! :-)

Um beijo

1:12 da manhã  
Blogger Bárbara Vale-Frias said...

António,

De facto, não jogo como o meu pai. Mas lá vou ganhando uns joguitos ;)

Sou como a Betty - adoro jogar! Seja ao que for: cartas, pictionary, trivial, setas... até aos países! ;) Loooool

As noitadas em minha casa não chegam até às 7h da manhã mas ficam-se pelas avançadas 4 ou 5!

Bjs!

1:59 da tarde  
Blogger Adryka said...

Eu adoro jogar, a vida é um jogo, ora corre bem ora corre mal, acredita tudo na vida é uma questão de sorte, logo é um jogo, para o jogo é preciso essa coisa de sorte .Beijo

4:29 da tarde  
Anonymous zezinho said...

Perfeitamente verosímil.
Pessoalemte odeio jogos de mesa.
Gosto bastante do cunho - a não ser mesmo verdadeira - que imprimes às tuas histórias.
Abraço

4:53 da tarde  
Anonymous Caiê said...

Vês como já te conheço um pedacinho? LOL

1:44 da manhã  
Anonymous azul said...

Parei aqui uns momentos apenas para lhe dar a saber que aprecio muito a forma como trata as palavras:Gostei especialmente do texto "Camurso".Parabéns

10:38 da manhã  
Blogger sininho said...

Hum...nunca tinha pensado desta forma.

Agora apetece.me divagar.

*Bjo.

4:16 da tarde  
Blogger Adryka said...

Olá eu adoro jogar cartas e gosto imenso de jogo de damas ou é uma coisa parecida, mas acredito que nem todas as pessoas gostam pois é um jogo bastante emotivo. Beijo

6:25 da tarde  
Blogger António said...

Ó Caiê!
Como tu és perspicaz...estou verdadeiramente impressionado...eh eh
Jinhos

6:56 da tarde  
Blogger António said...

Para "azul":
Tentei visitar o teu blog mas ía parar à minha caixa de correio do MSN(?).
Portanto é aqui mesmo que agradeço a tua visita e comentários ao meu blog.

9:22 da tarde  
Blogger BlueShell said...

A própria Sarah Mclachlan diz que compor esta música foi o seu momento supremo de inspiração. E realmente é linda, mas acho que ela já fez bem melhor, quase todo o álbum Fumbling Towards Ecstasy é bem melhor do que Angel. - Disse alguém quando comentou a letra da música do meu blog! Assim...já respondo à tua pergunta!

Gostei do teu texto! Muito.

Jinhos muitos, BShell

9:46 da tarde  
Blogger BlueShell said...

Sorry....Lembrei-me de António porque é o nome do meu tio que fez anos ontem , dia 9...

LOLOL...beijo!
BSell

10:24 da tarde  
Blogger Bárbara Vale-Frias said...

Afinal, já foi só um susto! :)))

Que bom poder voltar ao teu blog!

12:27 da tarde  
Anonymous Dora said...

esses tems de dependências fazem-me sempre pensar nisso. E ficar feliz por não ter qualquer pulsão para o jogo. Bem, terei alguma...mas muito fraca. O sofrimento dessas pessoas e das famílias deve ser terrível e associado à vergonha, como se de uma maldição se tratasse...
Continuação de boa semana!

5:24 da tarde  
Blogger Mitsou said...

Só jogo aqueles em que não é preciso decorar as cartas que sairam :) E sim, conheci um ou dois Zés. Terrível o vício do jogo. Beijo grande.

12:32 da manhã  
Anonymous azul said...

Caro António, pois eu não tenho blog.Tenho feito umas quantas visitas ao labirinto das minhas certezas sobre se quero ter um, mas por enquanto ainda não descobri o caminho para a porta, que é natural e propositadamente o mais difícil.Sendo que o mais fácil é considerado por muitos o mais perigoso, passeio-me de quando em vez em busca de uma quase certeza.Talvez lá chegue.
O meu muito obrigada pela sua resposta e pela denúncia do seu agrado a um comentário feito por mim, a um post num blog de uma amiga.
Depois deste texto, já deve saber se se trata de um(a).Noite feliz

12:39 da manhã  
Blogger concha said...

Bolas!

10:48 da manhã  
Anonymous zezinho said...

Ainda a jogar póquer?
Abraço

10:52 da manhã  
Anonymous caiê said...

Olha, já te deixei a explicação para aqueles posts, está lá nos comments de cada um... "Quem é que é amiguinha?" LOL ;)

1:46 da tarde  
Blogger António said...

Para "azul":
Depois desse texto tão complicado, só podes ser uma mulher à procura de um psiquiatra...eh eh eh
Jinhos

7:37 da tarde  
Blogger concha said...

António,
Achei o meu bolas fácil de entender!
Bolas pela força do vício e bolas pelo suicídio.
Explicado?
Bjs

8:17 da tarde  
Blogger R.Dart said...

Eu gosto de jogar, mas sei parar quando começo a sentir o que o Dostoievsky retratou no seu livro.
Importante é não se jogar a dinheiro. ;)
Bjinhos

9:28 da tarde  
Anonymous azul said...

Eh eh eh.O humor é uma qualidade que devería ser obrigatória em TODOS os homens.Negro de preferência!Afinal é uma das coisas que resiste ao tempo.Eh eh eh.

11:00 da tarde  
Blogger António said...

Novamente para "azul":
Concordo inteiramente contigo.
Acho que até já fiz um post sobre isso, em que considerava as pessoas sem sentido de humor como umas cinzentonas e chatarronas.
Só discordo sobre a preferência pelo negro (calma! não é uma questão de racismo). É porque o humor é bom em todas as cores. Mas, confesso, tenho uma predilecção especial pelo azul (já estás a ficar toda inchada de vaidosa a pensar que é por tua causa, hemmm?). Pelo azul do FCP, carago!
Jinhos

11:24 da tarde  
Blogger António said...

Ó "azul"?
Não achas que é altura de teres um blog próprio?
Qualquer dia temos de começar a cobrar-te aluguer. Pois, pois...eh eh eh
Jinhos

11:26 da tarde  
Anonymous zezinho said...

Obviamente que não vejo aqui nenhum louco. Ao invés, dou-me conta de que estou em presença de alguém inteligente, culto e que trata bem as palavras.
Abraço

12:12 da manhã  
Anonymous azul said...

Olá António,
A dialética.Conheço-a desde menina.Assim que me foi apresentada, grandes amigas.Eu gosto de humor de todas as cores, até mesmo das cores que ainda não foram pintadas.Refería-me ao humor refinado, súbtil, meio-dizente ao estilo sarcástico.Bem sei que compreendeu.
De facto senti-me um pouquinho mais gorda hoje, mas só percebi a razão assim que pus os olhos no seu comentário.
No que toca ao aluguer, será que podería reunir votos para que eu possa pagá-lo de forma fraccionada?
Uma Lei Mateus ou coisa que o valha
O melhor da cor azul é que não vai estar em campo no próximo Sábado.Podiam estragar-ma!

3:02 da tarde  
Blogger António said...

Para "azul":
Por favor, não me trates por você!
Faz-me sentir ainda mais velho.
Sabes que já pensei noutro tema para um post?
É o seguinte: o que leva as pessoas a esconderem tão ferozmente a sua identidade na Net?
(não tem nada a ver contigo, claro; só tem a ver com os outros...eh eh)
Ah! O azul vai estar em campo no sábado. Em Vila do Conde. Conheces?
Jinhos

9:48 da tarde  
Blogger António said...

Para "zezinho":
Onde é que vês aqui uma pessoa inteligente, culta e que trata bem as palavras?
Eu não vejo ninguém!
Um abraço

11:10 da tarde  
Blogger Gado Bravo said...

Isto já parece um chat oh nosso amigo louco que não é louco e que usa bem as palavras mas diz que não. Tava aqui a pensar que já tinha lido umas coisolas sobre o anonimato na net mas esqueci-me onde foi. Se me lembrar, venho cá dizer-te António, ok? É que tinha a sua piada o raio da coisa.
Bjinhos!!!
Rosa

2:05 da manhã  
Blogger António said...

Para a Rosa (Gado Bravo):
Já que é chat, siga a rusga!
Quando digo que não sei escrever muito bem, estou a ser sincero. Acho que tenho algum jeito, mas vou-te já dar dois casos em que não trabalho bem:
A pontuação, nomeadamente a colocação de vírgulas (embora seja melhor que o Nobel Saramago) e o uso excessivo de parêntesis.
Tou certo ou tou errado?
Jinhos

12:46 da tarde  
Blogger Gado Bravo said...

Eis a minha teoria: depende do tipo de escrita e do tipo de pessoa.
Do tipo de escrita:
Por exemplo, se estou a escrever algo de filosofia, tenho que ser clara, fazer frases curtas e tentar esgotar as palavras, ou seja, dizer o máximo que se pode dizer explícitamente com argumentos válidos e sem ficar nada entrelinhas. Parêntesis não convém. Há mais rigor.
Para um tipo de escrita, como é o dos blogs, a tendência é dizer mais "entrelinhas", deixar os outros a pensar, utilizar mais simbolismos, exemplos pessoais, etc. Claro que aqui também varia sempre de pessoa para pessoa, mas o normal é não haver rigor, é passar mensagens curtas - vai daí que ache que a maior parte das "discussões" comece pelo mau entendimento. Imaginação para se entender os outros é um pré-requisito em blogs (posts e comentários).
Quanto a ti em particular, não acho que sofras desses males, hehe. Se reparares, as pessoas mais vivaças (chamemos-lhe assim), são mais expressivas na escrita e usam mais vírgulas para separar mais ideias nas frases, bem como sentem mais necessidade de usar parêntesis por acharem que se pode dizer ali mais qualquer coisa que pode ser mal entendida.
É giro quando o entendimento é conseguido (revela alguma habilidade), é mau quando a frase reúne muitas ideias e cansa/confunde o leitor.
Fazes-te entender na perfeição, tens uma escrita rica e muito viva (basta leres as críticas). Uma vírgula a mais ou a menos são peanuts.
Eu e as minhas teorias!!! hehe.
Jinhos.

4:39 da tarde  
Blogger António said...

Minha querida Rosa sem espinhos!
Li atentamente a tua dissertação "filosófica" e os teus argumentos são bem fundamentados. Mas eu continuo com algumas reticências. Talvez porque cada vez me dá mais gozo escrever (comecei em Fevereiro, salvo erro), mas sinto que ainda tenho de melhorar muito para atingir o Nobel em 2010, pois esta é a minha meta.
Agradeço as tuas palavras elogiosas, que só não me deixaram lavado em lágrimas, porque estas secaram por tanto ter carpido com saudades do FCP do Mourinho.
Um grande beijinho para ti (açoriana e faialense, que me parece ser professora de Filosofia no ensino superior...acertei?)

5:24 da tarde  
Blogger Gado Bravo said...

Ehhe, em metade só. Faialense (somos todas lá no blog) mas estou em SMiguel (e a Caiê tb). Aliás, só uma ou outra é que estão no Faial, o resto anda por esses cantos todos do mundo.
Sou embriã de prof de Filosofia mas nunca me convidariam para uma univ, não tenho nem notas nem perfil académico (nada contra), mas sou mais virada para a filosofia prática e as minhas preferências/objectivos não passam de todo por aí. Aulas sim, mas não só.
Amigo, fasquia sempre alta. Podemos fazer sempre muito melhor, por isso conto com um exemplar assinado quando esse Nobel de 2010 lhe bater à porta. :))
Não duvido nadiiinha.
Ah! Gosto muito dessa atitude de boa disposição misturada com essa força vital. É bom sabermos que há gentes assim por este país!!!!
Beijinhos amigo Toino. :)

7:21 da tarde  
Blogger Gado Bravo said...

O Marketing Axiológico - aquele blog onde deste um pulinho outro dia - também é meu, acho que deu pa perceber, mas em todo o caso fica a explicação. :)

7:26 da tarde  
Blogger Gado Bravo said...

2010... seja! :)
Até lá não convém é dar nas vistas que é para a glória ser maior. hihi. Bjinhos!

11:41 da tarde  
Anonymous azul said...

Caro António,
Serve a presente para te informar que decidi acabar com o tratamento por você, dado que este te põe uns quantos anos em cima.Tenho de te contar que um dos meus melhores amigos tem aproximadamente a tua idade, e, que à tua semelhança, tem uma má relação com a idade.Vou deixar-te aqui uma frase que lhe disse há uns tempos e que o deixou Feliz: " Um homem novo e bonito é um erro da Natureza, um homem acima dos cinquenta e feio, é uma dádiva dos céus"(esquecía-me de te dizer que o meu amigo se acha feio).Achei o tema para o post delicioso.Apoiado!Não sei mesmo porque é que há pessoas assim.Eh Eh !
Sim, sei onde fica Vila do Conde.Vou lá todos os fins de semana.E também sei onde fica o Estádio do Rio Ave.Parabéns pela vitória.

9:31 da tarde  
Blogger António said...

Para "azul":
Pois assim é que é!
Tu isto, tu aquilo!
Na Net trato toda a gente por tu.
Convencionei isso desde os primeiros tempos.
Agora uma rectificação.
Escreveste: "...à tua semelhança, tem uma má relação com a idade..."
De facto não é verdade.
Embora possa ter transmitido essa ideia quando escrevi que "o tratamento por você me fazia sentir ainda mais velho", na realidade sinto-me bem com a idade que tenho e encaro o futuro com o optimismo de quando era mais jovem mas com o realismo que essa mesma idade nos ensina.
Naturalmente, tenho mudado o meu estilo de vida ao longo dos anos (nomeadamente depois dos 45). Mas faço-o porque sei que não se pode fazer aos 50 o que se fazia aos 20.
Como tenho tido uma vida rica de experiências, as mais variadas, como a cabecinha funciona bem (quero dizer...mais ou menos), a saúdinha parece não ser muito má (tirando umas maleitas, das quais a mais grave deve ser o meu amor ao azul) e como mantenho um saudável espírito de humor e espírito crítico, nomeadamente em relação a mim próprio (até acho que sou louco...quero dizer...sou mesmo), posso dizer que não me preocupo muito com a idade.
Estamos entendidos?
Podes chamar-me velho carcaça que não me importo.
Mas tem de ser:
"Tu, velho carcaça" eh eh
Finalmente:
Então vais a Vila do Conde todos os fins de semana?
Isso quer dizer que vives perto.
E que ou tens lá família ou tens lá uma casinha de praia...hemm?
(ou és maluquinha da pesca na foz do Ave?)
Uma boa semana
Jinhos

10:35 da tarde  
Anonymous azul said...

Caro António,

Em pequenita costumava ter de " gramar " umas boas horas a olhar para a cana de pesca do meu pai, sempre que lá íamos passar o fim de semana, e, ainda por cima, sem resultado.Pois os meus pais têm por lá uma casita, sim senhora.Também moro perto, já que agora há uma estrada que anda mais depressa , do sítio onde moro até lá.A ver se adivinhas onde é.
Há lá maior qualidade que a de saber rir-se de si próprio?Eu gasto da mesma receita.Vou mudando a posologia, e tal...(assim me indiquem as circunstâncias)!Prometo que não te trato por velho carcaça.Ah!Isso de se não poder fazer as mesmas coisas com 50 que se fazia aos 20, é uma grande treta, e tu sabes bem disso.
Boa semana para ti também

11:52 da tarde  
Blogger António said...

Para "azul":
Já acertei em alguma coisa!
Agora donde és?
Enfim! Há muitas hipóteses: Porto, Maia, Matosinhos, Trofa, Santo Tirso, Póvoa (daqui acho que não)...sei lá!
Espero a resposta.
Quanto a não fazer o mesmo aos 50 que aos 20 não é treta, não senhora!
Experimenta fazer um jogo de futebol de 1 hora. Ou fazer um curso de qualquer coisa nova.
A capacidade física é menor.
A capacidade de aprendizagem também.
A tendência para a engorda...eh eh
Felizmente há outras coisas que, pelo menos se houver saúdinha, podem ainda manter-se boas.
A actividade mental.
Enfim!
Não interessa muito fazer essas comparações.
O importante é termos confiança nas nossas capacidades actuais.
E que os outros também confiem...o que nem sempre é o caso.
Nana bem
e boa semana
Jinhos

12:18 da manhã  
Anonymous azul said...

Caro António,

Bons dias. E hoje o meu dia acordou mais bonito.É que a nossa amiga Xinha mandou-me um e-mail com um excerto do Folhas Caídas.Já percebi que não gostas de ler,e, como diz a Caiê, é uma pena.
Pois a Póvoa de Varzim não dá nem bom vento, nem bom casamento, pois não? Pois se calhar foi por isso mesmo que me casei com um moço de lá.É que eu também sou um pouquinho muito louca. Não sou de nenhuma dessas santas terras.Nasci em Angola, mas atiraram comigo para um sítio( que por força de me albergar ) virou Património Mundial da Humanidade.Eh eh!Temos por cá um Castelo, um Paço, um centro histórico de fazer roer de inveja qualquer um, uma data de doces conventuais de comer e chorar por mais(podem ser comidos por pessoas de todas as idades),e, como cidade que se preze, temos por cá também uma data de " palermas ".E agora já descobriste?
Mil vivas para a saúde mental!
O truque para continuar a fazer as coisas de 20 aos 50 passa por arranjar um grupo de pessoas da mesma idade, que coma mais, que fume mais, que caminhe pouco,e, que passe horas no sofá.Garanto-te que fazes um brilharete!!!Eh eh eh!Diz lá se não sou tua amiga? De cada vez que te escrevo tiro-te 6 anos.Já deves estar só com 30.Bom trabalho.Vou tratar de fazer algo pelo nosso PIB.

10:35 da manhã  
Blogger António said...

Para "azul":
Já percebi que vives em Guimarães.
O centro histórico está, realmente, impecável.
Agora faço-te uma sugestão:
Porque não temos estas conversinhas de forma mais recatada?
Através de e-mail, por exemplo.
Tu sabes o meu. Podes começar.
Valeu?
Jinhos

6:53 da tarde  

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