Eu sou louco!

Irreverência, humor, criatividade, non-sense, ousadia, experimentalismo. Mas tudo pode aparecer aqui. E as coisas sérias também. O futuro dirá se valeu a pena...ou melhor seria ter estado quietinho, preso por uma camisa de forças! (este blog está registado sob o nº 7675/2005 na IGAC - Inspecção Geral das Actividades Culturais)

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sábado, março 18, 2006

Diálogos de gente (II) (O ciumento)

Domingos entrou em casa e foi ao quarto cumprimentar a sua mulher Manuela que, tendo chegado uns minutos antes, ainda estava a vestir roupa mais confortável para as lides domésticas.
- Olá, querida! – disse ele.
- Olá, Mingos! Correu tudo bem? – retorquiu a consorte.
- Sim! Tudo dentro do normal. Vou arrumar a pasta e depois venho arranjar-me.
Antes, ainda viu o correio postal e ligou o “personal computer”.
Quando voltava para o quarto cruzou-se com a Manuela que já vinha com um pijama de meia estação vestido.
Algum tempo após, sentaram-se à mesa para jantarem.
- Hoje saíste com um vestido muito ousado – fez notar o homem.
- Eu? Achas que aquele vestido com um ligeiro decote, de cor azul-marinho, saia pelo joelho e, nisso talvez tenhas razão, um pouco apertado porque engordei qualquer coisa, é provocante? Não tem mangas mas eu uso um "blaser" – disse a mulher.
- Pois! Não tem mangas, é curto e está muito justo – insistiu ele – e quando te sentas ou levantas expões-te muito.
- Mas sei sentar-me e levantar-me; não faço figuras tristes – ripostou a mulher.
- Gostava que não o usasses mais – alvitrou o homem.
- Oh Mingos! Não comeces com a mania de que todos os homens me cobiçam. E se o fizessem era uma razão de orgulho para mim. Posso mandar alargar um pouco o vestido e ele fica impecável – sugeriu ela.
- Não sei! Já sabes que eu gosto que andes recatada. Lá no escritório há muitos homens e eu já vi como alguns olham para ti – teima o Domingos.
- Sim? Olha que bom! É sinal de que ainda estou apetitosa. Também com 27 anos e sem filhos...
- Não tenhas essas atitudes de leviana, Manela! Sabes bem como gosto de ti e me custa ver-te a ser olhada por outros homens – disse o marido.
- Olha, meu querido! Namoramos três anos e somos casados há dois. Quando isso aconteceu eu já sabia que eras ciumento. Na altura, achei que seria uma prova de amor e fidelidade e até gostava. Mas agora fazes-me sufocar! Não penses que vou passar a vida a usar véu ou mesmo “burka” como as desgraçadas de algumas árabes. Sabes que te sou fiel, mas tenho a minha individualidade própria e não quero que ela deixe de se desenvolver só porque tu não queres isto e não queres aquilo – discursou a Manuela.
- Eu sei que às vezes sou um bocado chatinho. Mas gosto tanto de ti que só a ideia de te perder me deixa maluco – chorou-se o Domingos.
- Pois olha que se insistes nessas atitudes é que acabas por me perder – disse ela, ameaçadora.
- Nem digas uma coisa dessas, mulher! Era a minha desgraça! Tu nunca me deixes! – suplicou o homem.
- Não deixo mas tens de me soltar para viver e respirar – disse ela.
E continuou:
- E na sexta-feira já vou fazer um teste à tua capacidade de me deixares viver. Vou ao jantar de aniversário da empresa que é só para colaboradores. Tu não podes ir. E depois do jantar parece que vamos a um bar passar um bocado da noite. Espero que não ponhas objecções, o que não adiantava nada, diga-se, nem me censures se chegar mais tarde. Eu ligo-te pelo telemóvel e dou-te conta de como as coisas estão a correr. E tu ficas em casa ou vais sair...fazes como quiseres. Só não admito que me apareças no restaurante como no ano passado, para me trazeres para casa. Acabei sendo gozada pelas colegas que acharam que tu devias ser um tipo do século XIX – desabafou a mulher.
- Essas tuas colegas são muito levantadas e atiradiças. Não me agrada que andes com elas – manifestou-se o Mingos.
- E eu também não gosto que andes com aquele Simões que tem tiques de larilas que até faz aflição – respondeu ela.
- Não desvies a conversa – disse ele – o que está em discussão és tu e as desavergonhadas das tuas amigas.
- Desavergonhadas? Oh pá! Tem juízo! Deixa-me que te diga que cada vez me parece mais que tens de ir a um psiquiatra tratar esse sentimento de posse que tens em relação a mim. Porque se não o fizeres, o casamento acaba mal – ameaçou a Manuela.
- Tu nem penses em abandonar-me, Manela! Nem penses! – e foi a vez dele ameaçar.
- Que é que tu fazes? Matas-me, é? Matas-me? – provocou a mulher – olha que eu tenho um medo! Já me deixaste mal disposta. Com licença!
E levantou-se da mesa, foi para a sala, ligou o televisor, acendeu outro cigarro, estirou-se no sofá e disse, baixinho:
- Quem me havia de sair na rifa!

42 Comments:

Anonymous mocho said...

Primeira!!!! Yuppi!!!! Bem, agora que estou mais calma e já reservei the first place, vou sair deste quadradinho, vou ler o que escreveste e ... já volto. (Isto faz-me lembrar qualquer coisa do género de putos a correr para apanharem lugar nos carrinhos de choque ...:-))

10:11 da tarde  
Blogger wind said...

Este casamento vai acabar mal.
´Não entendo o ciúme, quem ama liberta, não sufoca!
Os homens que crias são todos uns machões, credo.lololol.
Mas voltando à história, ela sabe que é bonita e realça essa beleza, ele com os ciúmes afasta-a, o que faz dele um idiota. eheheheh.

10:18 da tarde  
Anonymous mocho said...

Puxa, o tema é sensível porque o ciúme tem vários níveis e àparte o ciume patalógico, a capacidade de se lidar com o ciúme varia de pessoa para pessoa. Escreveste um texto muito interessante e equilibrado. Toca, provávelmente, muitas mulheres que ao lerem, se sentem, de certa forma, integradas no elenco. Eu penso que a dificuldade do ciumento está em perceber que o pensamento tem um alcance universal e não é por criar barreiras psicológicas que as situações se evitam. Mais não digo porque vou jantar e já tenho o papo encolhido da fome. (Muito interessante este tema, muito actual e até, de certa forma, bastante normal.)

10:20 da tarde  
Blogger Paula Raposo said...

Ora bem! Aqui está um diálogo que não é nada fácil de comentar de repente, assim que se lê...Bem escrito, como sempre, isso posso dizer já. Real que se farta, também! Agora o resto, um pouco de calma...com a idade que o casal tem, é normal existirem alguns ciúmes ( pelo menos há uns 30 anos era), doentios é que não dá...Para não ficar aqui horas, porque daria pano para mangas, posso já adiantar, que mais tarde quem a vai deixar, será ele, por uma outra que seja parecida com ele!! Beijinhos, bom fim de semana. Adorei este diálogo. Não se passou comigo, mas conheço-o de outras épocas...

11:28 da tarde  
Blogger António said...

Como já referi no post anterior, estes diálogos limitam-se a um post.
Pretendo pôr em evidência tipos caracterológicos.
É uma espécie de ensaio para outros voos, quero dizer, futuras blogonovelas...eh eh

Tenham um bom domingo

11:35 da tarde  
Anonymous tb said...

Diálogo fácil, tema actual, e um grande conhecimento do ser feminino, o que revela não só uma grande sensibilidade e inteligência, mas também uma grande capacidade de observação da vida e do quotidiano. Parabéns por mais um texto tão á tua altura!
Beijos

11:54 da tarde  
Blogger lazuli said...

achei que era um ciúme normal..sem patologia grave. O ideal era ela ter em conta (e vice versa, caso acontecesse o contrário) o ciúme dele e evitar as vestimentas provocantes. Não acho isso "contra natura", é um sentimento de posse natural, a menos que para ela (ou ele, tanto faz) a vestimenta tivesse um significado mais importante.
Agradar ao outro, quando isso não seja um martírio contra a liberdade individual, devia ser um prazer.

Beijos. Fernanda g.

12:42 da manhã  
Anonymous GR said...

Gostei! Gostei bastante!
Os diálogos são rápidos, fortes!
Parece-me que o Domingos é um pouco mais velho que a jovem Manuela.
Na realidade, ter ciúmes por causa de um vestido!!!
Aos olhos do marido, “todos olham para a esposa”. Será?
É terrível, para quem vive permanentemente com ciúmes “infundados”.
Conhecendo-se há cinco anos! Me parece que na frase, “…e sem filhos” há algo mais!!! Mágoa? Ressentimento? Um vazio?
Assim o Mingos, não vai a lado nenhum, e ambos sofrem!
Parabéns,
Cada vez escreves melhor!

Bjs,

GR

12:55 da manhã  
Anonymous Cris said...

...e depois, o Mingos, liga o msn, e clica num contacto...
- Olá! ******
- Desculpa a demora.
- Hummm! Na próxima não espero tanto tempo! O que te vale é que adoro falar contigo! *****
- Adoras? Então, quando nos encontramos? Já pensaste onde poderá ser?
- Já. Na 6ª o Manel vai para fora. Acho que a empresa tem um potencial cliente
- Estou a ver...
- Pode ser em Cascais?
- Pode. Calha bem que a minha mulher vai a um jantar lá da empresa. Podíamos jantar e depois íamos para qualquer lado.
- Uma amiga minha falou-me num hotel recatado.
- Hummmm! Estou a imaginar-te, linda! Se nas fotos que me enviaste para o escritório és um espanto, ao vivo deves ser um pedaço de mau caminho, não? rssss.Estou a brincar.
- Logo verás!
- Ligas-me amanhã?
- Ligo! Adoro a tua voz!
- E eu a tua, Lindo!*****
- :-)
- Doido!
- Vou ter que ir para a Manela não perceber. Armei-me em ciumento para ela não desconfiar.
- És fresco!
- Sou nada! Não queremos estar juntos?
- Queremos, sabes que sim!
- Então, tive que arranjar um pretexto.
- Tão novinho e cheio de manhas, an? ehehehehehe...
- Bom, vamos, então!
- Beijo doce, Linda!Mal posso esperar por 6ª ***********
- E eu? hummmmmmmmmm.
Dorme bem e sonha comigo :-) *****
- Sonho, pois!*********
Um zilhão de beijos *************
Desliga
- Desligamos ao mesmo tempo****
- Fomos!
.
.
.
Desculpa, António. Não resisti.
Ai o Mingos. Que não se ponha a pau, que bem que perde a cara-metade.

Bem escrito, sim senhor.
Quando vou ter o prazer de ir ao lançamento do(s) teu(s) livro(s)?
Tu contacta-me com as editoras!
Estás à espera de quê?
Já estou a imaginar-te no ranking dos livros mais vendidos.
:-)

Bom domingo, Migão.
Beijo e obrigada pelo teu cuidado com a minha sobrinha.
Acreditamos que tudo vai acabar bem!
Estamos todos a torcer por ela.
Ela é uma menina de garra! Vai aguentar-se firme! Prometeu!
Até mais logo.

4:17 da manhã  
Blogger Leonoretta said...

ola anotnio.
o episodio continua?
é uma narrativa muito aberta...
acaba precisamente no climax deixando o leitor numa de suspense ansioso.
a conversa descambou tanto que ás tantas já o via a pegar numa faca.

abraço da leonoreta

2:15 da tarde  
Blogger António said...

Para "GR":
Obrigado pelo teu comentário.
O ciúme é um comportamento que pode variar de quasi ausente a extremos patológicos.
Limitei-me a escrever uma "short story" em diálogo, deixando uma enorme margem para os leitores poderem reflectir.
Se quiserem, claro!

Beijinhos

3:32 da tarde  
Anonymous mocho said...

Comentei, sim senhor!!! Andas muito distraído ou não ligas nenhuma ao que escrevo, tal forma estás habituado a espicaçar-me. Eu digo-te!!! PIU!

4:10 da tarde  
Blogger lazuli said...

Estes episódios que relatas, fazendo o leitor pensar, congeminar, trazer as suas próprias reflexões sobre o assunto.
É bom divagar neste espaço contigo, António.
É saudável e enriquecedor, distrai e desconcerta.
Tantos adjectivos para dizer o quanto te aprecio, estás a ver?
Beijos

4:20 da tarde  
Blogger Menina_marota said...

Isto vai bem... espero a continuação como de costume... hei-de dar-te uma dicas de casos bem reais, para saber que enredo dariam essas histórias... eheh

Um abraço e feliz Dia do Pai ;)

5:47 da tarde  
Blogger lena said...

António, de novo outro diálogo, deixa que te diga que muito actual, muito bem escrito, como já nos habituaste e um pouco difícil de ser comentado, devido mesmo ao facto de se passar ainda nos nossos dias
conheço casos idênticos, é lógico que acaba um para cada lado, ou devia ser, outras vezes vão aguentando sempre na espectativa que algum dia algo mude

a sensação de posse é doentia, para não lhe chamar ciúme, hoje é mais fácil cada um seguir o seu caminho,
muitas vezes acontece sair ele porque encontra alguém que o deixa fazer o que quer
numa união deve haver cadências de parte a parte, mas não deste gênero, o casal tem que se ajustar, para que aquele amor que os uniu um dia não se desfaça como um cristal que caí ao chão e se desfaz
não sei se te confundi ou se me confundi a mim, sei que está bem escrito e que gostei de ler, o “ciúme” magoa-me seja porque motivo for

beijinhos para ti, meu querido amigo

lena

7:12 da tarde  
Blogger {-Sutra-} said...

O jeito que tu tens para os diálogos é aquele que me falta.

Estou quase a terminar um dos meus contos em 6 Actos. Fico à espera que também ajudes a escolher o final. ;-)

8:05 da tarde  
Blogger {-Sutra-} said...

Beijo doce

Faltou o beijo ;-)

8:06 da tarde  
Blogger pinky said...

uiiii esse sentimento de posse! e o que se faz com ele? sempre gostava de saber...

9:00 da tarde  
Blogger Papoila said...

Gostei do diálogo. Não me pareceram ciúmes desmedidos , mas por detrás de um ciumento está um desconfiado e pouco autoconfiante. Este Mingos, não está seguro de si e vai deixar a sua cara metade mais tarde ou mais cedo... Beijo

9:23 da tarde  
Blogger BlueShell said...

Hoje só encontro lágrimas..não consigo comentar...Jinhos, BShell

11:44 da tarde  
Blogger amigona said...

isto do ciúme tem muito que se lhe diga!!!

12:21 da manhã  
Blogger guga said...

Vou ficar à espera do resto, mas só um reparo, se me permites, século XIX escreve-se assim :))))).

Sandra

9:50 da manhã  
Blogger Ana Maria said...

FAntástico!António está fantástico e muitos mais comentários.
muitas mulheres estão na pele desta e como é que tu sabes estas coisas tão bem?hihihi!
um abraço

4:54 da tarde  
Blogger Lumife said...

Boa transcrição de um quadro da vida real.

Boa semana

6:56 da tarde  
Blogger Mendes Ferreira said...

e assim a loucura se fez à vida!!!!
__________________________
__________________________
__________________________
gostei. mt.


bjo-

8:35 da tarde  
Blogger myanmar said...

eu adoro essa última expressão!:)

9:20 da tarde  
Anonymous Caranguejo (O Tenazes) said...

Adorei o texto... Parabéns... Só tenho pena que em muitos casos isso não fique apenas pela ficção. Em muitos casos esta história é bem real. O ciume pode tornar-se doentio e até pode acabar por destruir o amor, o respeito e a liberdade do casal. Já para não falar naquelas situações mais drásticas em que acaba com a vida...
Mais um vez, PARABÉNS... posso dizer-te que foi um dos melhores post's que li, até hoje, na blogosfera. Abraços... e continua com o bom trabalho...

9:27 da tarde  
Blogger Mendes Ferreira said...

(excelente). mesmo.

boa noite.

9:55 da tarde  
Blogger The Woman +K(P) said...

Neste momento, não vou dize mais nada a não ser uma coisa António...
És um querido, sabias?
Jinhos ternos.
ps: o resto o meu homem já disse sobre o teu texto, mas volto para falar mai contigo sobre ele.

11:00 da tarde  
Anonymous gala said...

bem...o cíume e sentimento de posse revelam inseguranças...há ke transmitir confiança :) dialógos mt vivos , gostei imenso .

11:22 da tarde  
Anonymous Menina _marota said...

Vim em busca de novo post... (re)li no silêncio da noite, mais uma vez este excelente texto.
Beijo de boa noite ;)

2:01 da manhã  
Blogger maresia said...

Vaca amarrada não pode pastar? Veste o vestido, Manuela, veste o vestido!

9:51 da manhã  
Blogger lazuli said...

Mais um dia, António, mais um beijo (quantos já te terei dado?).
O melhor é não fazer contabilidade beijoqueira.

Hoje não mando;))

1:20 da tarde  
Blogger heidy said...

Infelizmente, isto ainda acontece na nossa sociedade. As pessoas esquecem que posse, não significa amor.

besos 1

1:24 da tarde  
Anonymous hodiguitria said...

hmmmmmmm...esse casamento não dura muito! ;)

1:13 da tarde  
Blogger amigona said...

Como é que isto vai acabar??!!!

2:28 da tarde  
Blogger margusta said...

Olá querido António,
...Hummmmm é assim um apitadinha de ciume é até saudavel numa relação...mas assim!!!

Olha já vi o casamento de uma amiga acabar por causa deste tipo de ciume. A desgraçada tinha que andar sem decotes, nada de maquilhagem , e não podia seuer cumprimentar os amigos de infancia.
Todoas as fotos que ela tinha com colegas do liceu pura e simplesmente rasgou-as, como ela só tinha 22 anos e apesar de já term um filho, saíu de casa com o filho, não aguentou mais....e fez ela muito bem !!!

Beijinhos meu amigo...volto já :)))

5:59 da tarde  
Blogger Heloisa B.P said...

"E tu ficas em casa ou vais sair...fazes como quiseres. Só não admito que me apareças no restaurante como no ano passado, para me trazeres para casa. Acabei sendo gozada pelas colegas que acharam que tu devias ser um tipo do século XIX – desabafou a mulher.
- Essas tuas colegas são muito levantadas e atiradiças. Não me agrada que andes com elas – manifestou-se o Mingos.
- E eu também não gosto que andes com aquele Simões que tem tiques de larilas que até faz aflição – respondeu ela.
- Não desvies a conversa – disse ele – o que está em discussão és tu e as desavergonhadas das tuas amigas.
- Desavergonhadas? Oh pá! Tem juízo! Deixa-me que te diga que cada vez me parece mais que tens de ir a um psiquiatra tratar esse sentimento de posse que tens em relação a mim. Porque se não o fizeres, o casamento acaba mal – ameaçou a Manuela.
- Tu nem penses em abandonar-me, Manela! Nem penses! – e foi a vez dele ameaçar.
- Que é que tu fazes? Matas-me, é? Matas-me? – provocou a mulher – olha que eu tenho um medo! Já me deixaste mal disposta. Com licença!
E levantou-se da mesa, foi para a sala, ligou o televisor, acendeu outro cigarro, estirou-se no sofá e disse, baixinho:
- Quem me havia de sair na rifa!"
..................................
**********************************POIS E'!!!!!!!!!!_DILEMAS_!!!!!!!
Mais uma vez:Escorreita realidade!
_Poderiamos intitular:_"UM DIA COMUM, NA VIDA DE GENTE COMUM"!
............................
_Deixei mais algumas palavras ALI* *I*!!!!!!!!

Fica meu Abraco!!!!
Heloisa.
**************

4:07 da tarde  
Anonymous Avalon :-) said...

Ihhhhhhhhhhhh.............! E vai mais um! (Mais um casamento para o descasamento.......!)
"Amor é o desejo que se tornou sábio"..... Quando é que se aprende???!!!!!!!!!
Beijo

10:59 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

Parabens pela ideia, dispoe bem. passei para deixar um beijo de boa noite.

11:50 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

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12:31 da manhã  
Anonymous Cila said...

Cá para mim esse casamento tem os dias contados.
A Manela é de pêlo na benta, ainda bem...

Beijão

10:02 da tarde  

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