Eu sou louco!

Irreverência, humor, criatividade, non-sense, ousadia, experimentalismo. Mas tudo pode aparecer aqui. E as coisas sérias também. O futuro dirá se valeu a pena...ou melhor seria ter estado quietinho, preso por uma camisa de forças! (este blog está registado sob o nº 7675/2005 na IGAC - Inspecção Geral das Actividades Culturais)

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terça-feira, maio 09, 2006

Diálogos de gente (XI) (Duas mulheres no café)

Maria de Lurdes Salgado, quarenta e cinco anos, estava sentada à mesa de um café, quasi vazio àquela hora, lendo um livro.
Alguém entrou, parou, olhou para a mesa ocupada pela atenta leitora e avançou.
- Olá, Lurdes! – disse.
A outra levantou a cabeça e fitou o vulto em pé mesmo defronte dela.
- Henriqueta! Há quanto tempo! – exclamou com um sorriso aberto – Queres sentar-te?
A recém-chegada puxou de uma cadeira e sentou-se de frente enquanto dizia:
- É verdade! Moramos relativamente perto uma da outra mas nunca nos encontramos. Como está a tua família?
- Sabes que estou divorciada? – disse, quasi em surdina.
- A sério, Lurdes? – admirou-se a Henriqueta Santos, antiga colega dos tempos do liceu – Mas isso é recente, não é?
- Separei-me há três anos e o processo de divórcio ficou concluído há onze meses – respondeu a professora do secundário.
- E tu ficaste com a custódia da tua filha, não foi? Tens só uma filha, se bem me lembro – aventou a empregada bancária.
- Exactamente! O meu “ex” deixou o lar e foi juntar-se com outra mulher. – disse a Lurdes – Um traste!
- Pois! São todos iguais, minha filha! – retorquiu a desempoeirada colega – E já arranjaste um gajo?
- Não! Ainda não estou preparada para isso. Dezassete anos em conjunto é muito tempo e isso deixa marcas – respondeu a Lurdes.
- Por isso mesmo é que tens de arranjar outro para esqueceres essas mágoas. – e continuou, a visivelmente artificial loira – Mas não te cases outra vez! Deves ganhar bem, não precisas de aturar outro tipo.
E prosseguiu:
- Nunca desconfiaste de nada?
- Não! Mas parece que já se encontrava com ela há quatro anos antes de se ir embora. Chorei muita lágrima! – lamuriou-se a professora.
- E quem é a fulana? – quis satisfazer a curiosidade, a outra.
- É uma colega de trabalho! O costume! – disse a Lurdes.
- Pois! Acontece muitas vezes. – concordou a antiga companheira de escola – Mas agora tens de esquecer isso e gozar a vida!
- O trabalho ocupa-me muito. Além das aulas e do tempo que agora tenho de dar a mais, ainda tenho umas explicações de matemática.
- Ó minha menina! Desculpa lá! Mas tu ainda és muito jeitosa e tens é de entrar numa onda nova. Olha que qualquer dia tens isso cheio de teias de aranha – e riu-se, a amiga.
A Lurdes, mais pacata e mais virada para a introspecção, também se riu.
- Olha como tens um sorriso bonito! Aproveita a vida enquanto estás numa idade boa – aconselhou a Henriqueta.
Mas disse mais:
- Eu separei-me do Artur há dez anos. Mal soube que ele me punha os cornos, a primeira coisa que fiz foi pô-los a ele. Vivo com um dos meus dois filhos e nunca mais casei. Conheci...deixa-me ver...cinco gajos até que me fixei com um que era também divorciado; um borracho que tem agora cinquenta. O tipo é rico, uma máquina na cama e vivemos separados. Umas vezes dormimos em minha casa, outras na dele, aos fins-de-semana costumamos ir passear e ficamos em hotéis porreiros e ele paga tudo. Mas a relação é aberta. Ele já dormiu com outras e eu já lhe paguei na mesma moeda. Mas tudo numa boa! E sabes o que te digo? Sou feliz!
A outra ouviu-a atentamente e finalmente, disse:
- Mas tu tens um feitio diferente do meu, Queta! Eu gostaria de casar com outro homem, confesso. E há um tipo lá na escola que me faz a corte de maneira descarada. Mas é casado e eu não quero desfazer um lar como me fizeram a mim.
- E tu sabes se o lar já não está desfeito e só existe na aparência? Deixa-te de pruridos e dá-lhe uma oportunidade. Se agradar, tudo bem. Se não agradar, passas-lhe a guia de marcha.
A Lurdes riu-se e falou.
- Tu és sempre a mesma! Quem me dera ter o teu feitio.
- Mas não te cases! Eu não percebo como quem já viveu um casamento que se desfez ainda pensa em casar. Abrenúncio! Lá para os sessenta e tal, quando te reformares, quando ele só der uma de quinze em quinze dias, e tu já estiveres cheia de celulite, e pneus, e rugas e com poucas necessidades, então casas e fazem umas viagens porreiras – aconselhou, de novo, a bancária.
Mas não parou:
- E agora podes arranjar tipos com toda a facilidade através da Net. Tu que és das matemáticas até nem deves ter problemas nenhuns em mexer na informática. Olha! Eu arranjei dois por essa via. Um deles foi um desastre, mas o outro era cá um naco que nem te digo nem te conto. Oh Lurdes! Afinal para que serve querermos a igualdade se continuarmos a comportar-nos como as nossas avós? Espevita, mulher!
A Lurdes, embora conhecesse a antiga colega, não imaginava que ela tivesse concepções das relações entre homem e mulher tão avançadas.

A conversa continuou durante mais uns minutos até que a Henriqueta saiu.
A Lurdes continuou com o livro fechado, olhar fixo num ponto distante e invisível, o pensamento a voar.
Finalmente mexeu-se. Pagou a conta, levantou-se, deixou escapar um sorriso e pensou:
- Ah professor Matias! Talvez venhas a ter uma surpresa!

36 Comments:

Blogger margusta said...

Olá querido António,
...tenho andado desaparecida, mas se não demorar muito a comentar hoje serei a primeira..lol..

Interessantes e reais estes teus diálogos de gente!

A verdade é que hoje em dia muitas pessoas que se separam preferem relacionamentos do tipo da Henriqueta, e conseguem ser mais felizes que num casamento.

Beijinhos para ti amigo.

11:45 da tarde  
Blogger wind said...

Extremamente interessante este diálogo, porque é o dia a dia de muitas mulheres, quer de uma quer de outra, e a conversa está com bastante ritmo. Muito bom:) beijos

11:47 da tarde  
Blogger Heloisa B.P said...

"Sabes que estou divorciada? – disse, quasi em surdina.
- A sério, Lurdes? – admirou-se a Henriqueta Santos, antiga colega dos tempos do liceu – Mas isso é recente, não é?
- Separei-me há três anos e o processo de divórcio ficou concluído há onze meses – respondeu a professora do secundário.
- E tu ficaste com a custódia da tua filha, não foi? Tens só uma filha, se bem me lembro – aventou a empregada bancária.
- Exactamente! O meu “ex” deixou o lar e foi juntar-se com outra mulher. – disse a Lurdes – Um traste!
- Pois! São todos iguais, minha filha! – retorquiu a desempoeirada colega – E já arranjaste um gajo?
- Não! Ainda não estou preparada para isso. Dezassete anos em conjunto é muito tempo e isso deixa marcas – respondeu a Lurdes.
- Por isso mesmo é que tens de arranjar outro para esqueceres essas mágoas. – e continuou, a visivelmente artificial loira – Mas não te cases outra vez! Deves ganhar bem, não precisas de aturar outro tipo.
E prosseguiu:
- Nunca desconfiaste de nada?"
................................POIS!!!!!
E, parece que eu, estou ali sentadinha, mesmo na mesa do lado e, a conversa me chega aos ouvidos 0mesmo nao fazendo por isso!...) de tao real o discurso e'!!!
_MEU CARO ANTONIO*, como eu Lhe dizia, por outra "via"; TEM A CAPACIDADE DE NOS FAZER CRER REAL, AQUILO QUE COM MESTRIA ESCREVE!!
e..."pois pois"..."O MATIAS E' CAPAZ DE TER UMA GRANDE SURPRESA"!!!!!!!
eu, e' que ja' nao me SURPREENDO quando deparo com estes QUADROS DO QUOTIDIANO e, saio daqui com um SORRISO DE "ORELHA A ORELHA"!!!!
UM SORRISO E UM ABRACO PARA SI*, MEU CARO AMIGO*!
Heloisa.
**********

11:47 da tarde  
Blogger Heloisa B.P said...

Tem graca, que eu, e' que supunha ser hoje a PRIMEIRA, pois quando cheguei a "CASA ESTAVA VAZIA"! Mas... demorei TANTO a escrever que quando acabei ja' havia DOIS EXCELENTES LUGARES OCUPADOS NA SALA!!!!!
SORRISO PARA AS *DIGNAS OCUPANTES* E, PARA O "PROPRIETARIO DO SALAO"!!!!
SAUDACOES!
Heloisa.
************

11:50 da tarde  
Blogger Anarquista Duval said...

Muito lei da selva, logo real, embrenha-se muito bem nos teus textos!

12:10 da manhã  
Blogger pinky said...

é assim mesmo! falando curto e grosso, quando se dá uma queda do cavalo deve-se montar logo de seguida.... ;)

12:23 da manhã  
Blogger GR said...

(Pinky,
o pior é que pode ser um burro!)

Claro que a Henriqueta tem o espírito mais aberto.
Até pode ser que tenha razão! Se for feliz assim!
A solidão é um dos maiores problemas. Há necessidade da partilha.
Mas a constante procura! Não é também uma outra forma de estar só? “Toda a gente e ninguém”!
Penso que a melhor forma é deixar acontecer! Não forçar!
Talvez um dia, possa acontecer!
Sou um pouco careta! Ou cuidadosa???

António,
Adoro esta escrita rápida.
Magnifico diálogo entre mulheres!

Bjs,

GR

2:50 da manhã  
Blogger Paula Raposo said...

O diálogo está bom. Bem escrito, como sempre. Cada pessoa tem a sua maneira de ser e encarar as situações. Só se vive uma vez, portanto...o caminho é sempre em frente e não há tempo para paragens! Beijinhos.

8:57 da manhã  
Anonymous Ana Joana said...

Bom dia António!
Dizia o Julio Machado Vaz, numa conferencia onde estive presente há uns anitos que, as mulheres estão "condenadas" à frustração se "insistirem" em casar com homens mais velhos. É que os ritmos de cada um - homem e mulher - evoluem de forma diversa - as necessidade tambem, como é obvio. E enquanto há uns anos a esperança de vida era de cerca de 50 anos, e os casamentos eram para a vida, hoje, com uma esperança de vida de 70 e muitos, não há paciencia para se aguentar relações tão longas (eu por ex.,estou casada há 31 anos e "ainda" só tenho 51!)! A igualdade de oportunidades tambem determina a mudança de perspectivas do que é realmente importante na vida.

A Henriqueta parece ter maior capacidade de adaptação à vida do que a amiga Lurdes. E ou muito me engano ou a história com o Matias não vai dar em nada porque ela não está convicta - só foi "abanada" pelo entusiasmo da Henriqueta, mas para se tomar uma decisão destas será necessário outro tipo de convicção. rsss
Em ultima análise, o que realmente interessa é que cada um tenha a capacidade-coragem de fazer escolhas de FELICIDADE!

Beijinhos António e também para essa "femea" que vais soltando ahahah

Ana Joana

10:23 da manhã  
Blogger Caiê said...

A meu ver (e eu não percebo nada da vida, eh eh eh), cada qual tem o seu modo muito próprio de encontrar o melhor caminho para estar bem. Logo, o viver depressa e o gozar tudo, características de uma das amigas, nunca mais assentará na personalidade sentimental e contemplativa da outra. São feitios. Cada qual tem de ajustar o seu ritmo às circunstâncias que lhes vão aparecendo... O importante, julgo eu, é nunca ficar de braços cruzados perante a vida.

3:46 da tarde  
Blogger Ana Maria said...

"Se a mulher é igual ao homem porquê que o homem não tem filhos?"
António ao ler o teu final ocorreu-me este pensamento feminino e o que dizer mais senão agradecer-te o facto de me inspirares e também de me teres propocionado uma permanência no café a escutar a conversa das duas mulheres.
muito bem esta selecção de histórias quotidianas.

4:18 da tarde  
Blogger hodiguitria said...

Adorei! A escrita muito bem conseguida do ponto de vista feminino, a leveza aparente do tema, mas com muito sumo, tudo perfeito! Os meus parabéns amigo António! :)

5:33 da tarde  
Blogger António said...

Para "GR":
Olá Guida!
Obrigado pelo teu comentário.
Pus em confronto, não só mulheres-personagens diferentes na sua maneira de ser e de pensar, mas sobretudo duas concepções das relações afectivas homem-mulher.
A forma inovadora e arrojada da Henriqueta está a ter cada vez mais adeptos. Penso que nunca será a solução principal mas será, certamente uma forma alternativa de relacionamento com muitos praticantes.

Beijinhos

5:46 da tarde  
Blogger António said...

Para "Ana Joana":
Minha querida!
Não percebi muito bem essa tese do JMV.
Acho que a conclusão deve até ser ao contrário (e não estou a puxar a brasa para a minha sardinha...eh eh).
Concordo contigo que a amiga mais convencional não iria (se isto tivesse continuação) ter ligações a um homem casado.
Achas que estou a soltar a "fêmea" que há dentro de mim?
(salvo seja...eh eh)

Beijinhos para ti

6:01 da tarde  
Blogger {-Sutra-} said...

Interessantíssimo ;-)

A Queta é quem sabe (lol) e pelos vistos a Lurdes, vai seguir o conselho :-)

Beijo doce

6:49 da tarde  
Anonymous Ana Joana said...

Rsss O que o JMV dizia era que a mulher mantem-se activa sexualmente ao longo de toda a sua vida, enquanto o homem não.

Assim, a mulher a partir de determinada altura vive votada à frustração, pela não satisfação das suas necessidades. Acabando o homem a sua actividade mais cedo, e sendo ainda por cima mais velho do que a mulher, a "desgraçadinha" rss vai ficar a "ver navios" mais anitos do que se tivesse escolhido um parceiro mais novito do que ela!

Este tema - a sexualidade na 3ª idade - é interessante e tem sido muito pouco explorado penso eu que por uma questão de tabu.(incrivel, como com tanta evolução, tanta informação, tanta globalização e estes assuntos ainda continuam a ser incobertos pelo sentimento de vergonha e pecado!)

Estavas a puxar a brasa à tua sardinhita, sim .ehehehehe e acho que estás a soltar a femea dentro de ti, sem ser salvo seja (todos temos um macho e uma femea a pulularem dentro de nós)

7:35 da tarde  
Anonymous Ana Joana said...

António,
a resposta que deixei à tua duvida não tem nada a ver com a conversa das amigas Lurdes e Henriqueta rssss, até porque nenhuma delas se encontra nessa faixa etária, (embora se estejam a aproximar). Mas não faz mal eheheh

Beijinhos
Ana Joana

8:22 da tarde  
Blogger António said...

Para "Ana Joana":
Minha querida!
Estou mesmo a ver o Sr. José, de 60 anos, entusiasmadíssimo a satisfazer sexualmente a sua carente esposa com 75 ridentes primaveras...ah ah ah

Beijinhos

(nem com um post gigante da Angelina Jolie a cobrir a madame)

9:40 da tarde  
Blogger António said...

Para "Ana Joana":
Eu sei que todos temos uma parte macho e uma parte fêmea dentro de nós:
Eu devo ter 99,99% macho e 0,01% fêmea, mas admito que haja homens ao contrário: nomeadamente os que anseiam por fazer a operação de mudança de sexo.
eh eh

Beijinhos

9:45 da tarde  
Anonymous tb said...

Muito bem escrito, diálogos vivos e musicais como já nos vens habituando. A diferença de carácteres e formas de estar e de pensar da vida e sobre as relações humanas. Muito bom mesmo.
Adorei!
Como já te disse vestes bem a "pele" delas.
Beijinhos

10:39 da tarde  
Blogger amigona said...

Ainda estou a sorrir António... é sempre bom passar por cá...Beijo...

11:03 da tarde  
Blogger lazuli said...

sou suspeita, porque gosto de ti sempre...

11:12 da tarde  
Blogger The Woman +K(P) said...

Mas porque é que a quando um divórcio os ex. passam sempre a trastes hihih.
É bem o retrato da vida "real"...

Quanto ao t/comentário lá nas candidatas a poesias hihih
Aquelas palavras são mero fruto de um momento... nada mais meu Amigo António...
Tem alturas que são momentos de gana e de raiva, outros existem que são bem mais emotivos, e outros que são danadinhos, é só isso...
Jinhos ternos

12:19 da manhã  
Blogger a sua vizinha said...

É assim mesmo, ó Lurdinhas! Mas não vás rápido demais porque podes não ter fôlego para a pedalada, como a tua amiga, vê lá... Essa Henriqueta é um bocado parecida com aquele Novais que nós conhecemos, se bem me parece...
De qualquer modo, ó Lurdinhas, cuidado com as precipitações!

11:58 da manhã  
Blogger lena said...

de regresso aos Diálogos de Gente

este muito verdadeiro e muito actual também

ambas as situações são banais hoje em dia

como sempre António a tua escrita é maravilhosa, prende-me e é sempre com interesse que te leio

belo e bem conduzido este diálogo entre mulheres

beijinhos muitos para ti meu querido amigo

lena

8:53 da tarde  
Blogger Leonor said...

e aqui está mais outro bonito texto sobre o dia a dia, mostrando que conheces bem a realidade das pessoas.
está escrito num tom coloquial que não maça o leitor. espero o proximo.
abraço da leonoreta

9:08 da tarde  
Blogger Peter said...

O "X" do problema:

"E tu sabes se o lar já não está desfeito e só existe na aparência?"

10:46 da tarde  
Anonymous Cris said...

Vou daqui muito triste e(ehehehehe), muito indignada!
Ah que dois selos tu foste arranjar!
António!...rsss...tinha mesmo que ser bancária???
Vou-te dizer! o GRO do balcão da Henriqueta deve ser do melhor!
Qual ATM ou MDR?
Estão sempre fora de serviço.
Aliás, até estão a pensar retirá-los, que eu já ouvi uns zunzuns!
Aquilo é ver o pessoal tirar o ticket à entrada, não?
Dá a volta ao quarteirão, a fila, só pode!
São resmas de clientes, paletes!
- "Foste ao teu banco, hoje?
- Não! Vou ao teu!" Então tu é que és um amigo do caraças, an? Agora é que eu entendi porque me dizias que ias mudar de banco, meu bandido! Não querias era que eu conhecesse a Henriqueta!



PS:
António, é que eu tenho uma colega que é Henriqueta e que é a maior das doçuras!
Se ela lê este diálogo vai dar-lhe uma coisa má, e tu vais ser o culpado, porque já não vou ter os contratos a tempo e horas!

Nota de rodapé:
Estou a brincar, claro!
Saio a rir-me!
Eu bem digo que estes teus diálogos mereciam ser publicados na revista/suplemento do jornal de sábado para se saborear ainda melhor o pequeno almoço!
Beijo enorme!

(Apliquei aqui uns termos só para meter nojo, já sabes!ehehehehehehe!)

1:58 da manhã  
Anonymous Juda said...

Pois, uma surpresa!!!!!!!????? deixo um abraço de bom fim de semana.

9:36 da tarde  
Blogger Heloisa B.P said...

BOM FIM DE SEMANA, MEU CARO ANTONIO*!
Vinha na expectativa de encontrar o *XII*... mas, fica para amanha!
Fica meu Abraco!
Heloisa.
*********

9:45 da tarde  
Anonymous Ana Joana said...

Bom Dia António!

Andas um bocadito preguiçoso eheheh! Alimentaste as expectativas de que teriamos dois "doces" por semana, e esta semana..... só nos deste um! Vá lá, não nos deixes a ressacar!

Um excelente fim de semana para ti!
Um beijinho grandito
Ana Joana

8:03 da manhã  
Anonymous Anónimo said...

O texto está fantástico a mensagem está lá.

O século XI que "diz": se perdes o comboio ficas para trás.
A mensagem é: se não viveres tudo, inclusivelmente teus relacionamentos, a esse ritmo...

Interiorizado este conceito, vivem, relacionamentos ao mesmo ritmo com que quase tudo é vivido hoje.
Retrata também ...aqueles que ainda não ou nunca vão, conseguir viver ao rítmo.

De qualquer maneira está ainda implicito o conceito de amizade, honestidade e de solariedade. Porque o conselho que dá á amiga é de acordo com o que ela faz e diz.

Este diálogo, para mim é também típico de homem. O vocabulário é que é capaz de mudar, um pouquinho.

Ani

9:36 da manhã  
Blogger António said...

Para "heloísa":
Pois...hoje deve haver novo Diálogo.

Beijinhos

2:15 da tarde  
Blogger António said...

Para "ana joana":
Como tu és injusta, minha querida!
Posto, normalmente, de 4 em 4 dias.
Os últimos foram a 1, 5 e 9 de Maio.
A seguir vem...13!
Que é hoje...eh eh
Espero cumprir a peridiocidade.

Beijinhos

2:19 da tarde  
Blogger António said...

Para "ani":
Obrigado por mais uma visita e pelo excelente comentário.
Volta sempre!

Beijinhos

2:21 da tarde  
Blogger zecadanau said...

Texto muito real e os comentários que vão por aí abaixo já disseram tudo.

Um @bração do
Zeca da Nau

2:29 da tarde  

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