Eu sou louco!

Irreverência, humor, criatividade, non-sense, ousadia, experimentalismo. Mas tudo pode aparecer aqui. E as coisas sérias também. O futuro dirá se valeu a pena...ou melhor seria ter estado quietinho, preso por uma camisa de forças! (este blog está registado sob o nº 7675/2005 na IGAC - Inspecção Geral das Actividades Culturais)

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domingo, outubro 08, 2006

Uma família burguesa - parte III

Armando João Borges, amigo do Tó Zé desde os tempos do liceu, tem também cinquenta e oito anos. Razoavelmente alto e um pouco pesado, é bastante moreno e os olhos são muito negros e vivos. O cabelo, que foi preto e levemente ondulado, é agora grisalho mas não exibe sinais de calvície. É médico cardiologista.
Inês Leite de Castro, sua mulher, também médica mas com a especialidade de pediatria, tem cinquenta e cinco anos e é fisicamente franzina, mas tem uma energia tremenda. O cabelo branco já pontifica, mas é camuflado por uma pintura castanho acobreada que não a favorece muito, ainda menos com a pele morena que possui.
Tem um filho, José Manuel Borges, também médico, trinta e um anos, alto e bem constituído, cabelos e olhos negros, casado com Dora Maria Sampaio, professora de Matemática, trinta e quatro anos, olhos castanhos e cabelo liso e muito curto da mesma cor; a tez é clara, ao contrário da do marido. Tem um filho de sete anos, João Manuel e vivem na vivenda dos pais dele.

Como a noite estava quente, o ritmo da passada foi mais lento e permitiu, ao contrário de quando caminham mais velozmente, um pouco mais de conversa.
- Então, Tó! Desde quando estás a trabalhar? – perguntou o médico.
- Comecei no dia quatro. Ainda estou a ver as coisas que me encheram a secretária e o computador enquanto estive de férias – retorquiu o Costa Lima.
- Mas tu vais lá de vez em quando durante as férias...
- Quando estou cá no Porto. Se estiver fora não, evidentemente. Mas desta vez só lá fui duas vezes; e porque me chamaram. Já começo a ficar velhote para andar a apagar fogos. Agora é a vez dos mais novos darem o corpo ao manifesto – explicou o Tó Zé.
- E já gozaste as férias todas? – inquiriu o Armando.
- Deixei uns dias para o Natal.
- Também eu – disse o cardiologista.
E continuou:
- E agora vamos ficar caladinhos e aumentar a cadência.
- Sim senhor! O doutor é que sabe e manda. Mas só te digo que se tenho algum enfarte ou AVC te ponho em tribunal por não cumprimento da palavra – ameaçou, sorrindo o António José.
- Mas não há dolo! Não há dolo! Sairei ilibado.
Ao fim de mais de meia hora regressaram às respectivas casas onde, depois de esperarem que o corpo arrefecesse e a digestão das refeições ligeiras estivesse concluída, um refrescante duche os deixou prontos para irem sentar-se em frente à TV durante pouco tempo e depois rumarem à cama, pois o dia seguinte era de trabalho. Parecia que se estavam a copiar um ao outro, mesmo estando à distância.
Quasi todas as cautelas que o Tó Zé tinha com a saúde resultavam das insistências do amigo médico. E ele obedecia, não sem refilar um pouco, por vezes.

Recuemos ao ano de 1995:
Ana Maria havia casado, apenas com dezoito anos, com Francisco Torres, de vinte, apesar da oposição dos pais de ambos. Mas a paixão falou mais alto e levaram a deles avante.
Francisco era um tipo alto e com uma estrutura óssea larga. Um homenzarrão, apesar da sua juventude. E muito calmo, molengão mesmo.
Era sócio de um stand de venda de automóveis enquanto Ana Maria se entretinha a estudar engenharia mas sem grande sucesso.
Pouco mais de dois anos após o casamento nasceu uma filha à qual deram o nome de Maria Cláudia: foi em Abril de 1992.
Num final de manhã soalheira, mas fria, de Março, Ana estava em casa quando resolveu ir ver se o carteiro tinha deixado alguma coisa na caixa do correio. Lá estava um folheto publicitário, uma carta com uma conta para pagar e uma outra que lhe era dirigida com o envelope preenchido manualmente com uma letra muito infantil. Talvez mesmo propositadamente infantil. Regressou à sala onde estava e abriu de imediato esse estranho envelope. Lá dentro só uma folha de papel onde estavam coladas letras recortadas que compunham o seguinte curto texto:
“O seu marido anda com a Marina”.
A jovem esposa sentiu uma breve tontura e sentou-se, ficando a olhar para aquela folha que lhe acabava de estragar o dia. Talvez muito mais do que isso: o casamento.
Ao fim de alguns minutos, pegou no telefone e ligou para a mãe. Atendeu a empregada:
- Olá Dina! A minha mãe está?
- Está sim, menina. Eu vou chamá-la.
Passaram uns instantes e...
- És tu, Aninhas?
- Sou mãe! Acaba de me acontecer uma coisa muito desagradável. – começou – Recebi uma carta anónima e escrita com letras coladas, que diz: “O seu marido anda com a Marina”. Até estou meio atordoada.
- Olha! O Chico não vai almoçar a casa, pois não? Então eu vou comer rapidamente e vou logo de seguida para aí. Não faças nada. É preciso ter calma. Vamos analisar as várias possibilidades antes de agir de forma precipitada. Estou aí por volta das...duas, duas e um quarto. Felizmente hoje não vou mais à escola. Assim estaremos com mais calma. Combinado? – concluiu a Lena.
- Está bem mãe! Mas vou tomar um calmante que tenho para aqui.
- Mas toma uma dose pequena, ouviste? E sossega porque pode ser um rebate falso.
- Então até já, mãe. Um beijo – e a Ana pousou o auscultador.
Mais ou menos à hora aprazada Maria Helena entrou em casa da filha. Beijaram-se e a mãe perguntou:
- Estás bem? E a Claudinha?
- Estou mais ou menos – disse a filha – e a Claudinha está aqui na vizinha do lado a brincar com a filha dela.
- Ainda bem! Assim podemos conversar mais à vontade.
Sentou-se e pediu:
- Mostra-me então esse papel.
A Ana Maria entregou-lhe o envelope com a folha lá dentro.
- Letra disfarçada. Vejamos o que está cá dentro. Pois...a Marina. Tanto pode ser verdade como mentira. Mas deixa pensar. Quem mandou isto que interesse teria? Se for mentira serve para chatear e criar mau ambiente entre ti e o Chico.
Talvez uma antiga namorada ciumenta com esperanças de estragar o casamento. Mas para quê envolver o nome da rapariga? Ou então o inverso: um teu admirador que também vos quer separar. Mas porquê citar a Marina? Poderia ser alguém que quer mal a um ou outro de vós. Mas continuo sem perceber porquê envolver um terceiro. Uma partida de amigo ou amigas? Demasiado mau gosto. Ah...poderia ter sido a própria Marina. Mas...falar nela sendo mentira? Não!
- E não será uma chantagem, mãe? – perguntou a jovem Ana.
- Por etapas? Não me parece. Se fosse chantagem, teria de ser verdade e falaria em provas e em verbas. Sinceramente, penso que o mais certo é ser mesmo verdade. Nesse caso, nas situações que referi antes, ou seja, uma ex-namorada ou admiradora do Chico, ou um teu admirador, já faria sentido falar no nome da empregada do stand. Ou se fosse uma amiga ou amigo teu a avisar-te. Ou se fosse a própria Marina a querer roubar-te o marido.
Fez uma pausa, a Lena, e rematou:
- Não sou polícia nem detective, mas acho que é mesmo verdade.
- Eu tenho também esse pressentimento – disse, com os olhos aguados, a Ana.
- Só há uma coisa a fazer: confrontá-lo com o papel e ver a reacção. Mas só quando ele chegar a casa. Se ele negar, telefona para casa da rapariga. Ou amanhã vai falar com ela. Bom! Essas confrontações directas acabam muitas vezes em zaragata. Não me parece boa ideia. Tens o número do telefone dela? – continuou a mãe a pensar em voz alta.
- E se eu telefonar para o escritório e pedir à D. Delfina o número de casa da Marina?
- Mas ela tem de ser totalmente discreta. Telefona, então! – aconselhou a Lena.
E a jovem esposa ligou para o stand.
Como era habitual, atendeu a funcionária Delfina.
- Está lá? D. Delfina? Não fale o meu nome, por favor.
- Sim! Que deseja? – disse a voz do outro lado da linha.
- Por favor não diga nada ao meu marido nem a mais ninguém. Mas preciso do número do telefone da Marina. Está aí alguém? – falou Ana Maria.
- Pode tomar nota...
E a senhora ditou-lhe um número telefónico.
- Muito obrigado! Está lá? A senhora sabe de alguma coisa do que se passa entre o meu marido e a Marina? – perguntou a jovem tão de repente como lhe ocorrera a ideia.
Do outro lado nada se ouviu durante uns largos segundos.
- D. Ana Maria! Eu não sei de nada. E mesmo que soubesse não me iria meter num assunto que não me diz respeito. Peço desculpa mas terá de perguntar ao seu marido e à Marina – respondeu a voz da Delfina com um tom ligeiramente agastado.
- Claro! Tem toda a razão! Peço-lhe desculpa. Muito obrigado pela colaboração. Boa tarde. Com licença.
E desligou.
Imediatamente começou a chorar.
A mãe procurou acalmá-la e pedia-lhe que ela contasse os pormenores do que dissera a empregada do Francisco.
Ao fim de vários minutos, a Ana Maria finalmente contou à mãe os detalhes, e rematou:
- Não tenho grandes dúvidas! Ele hoje já vai dormir na rua, ou num hotel, ou na casa dessa galdéria.
- Tem calma, filha! Estas situações tem de ser levadas com a maior ponderação possível. Lembra-te que tens uma filha de três aninhos...
- Mãe! Não posso viver na mesma casa nem partilhar a cama com um homem que anda a dormir com outra. Não aguento isso! – disse, exasperada, a Ana.
Ao fim de toda uma tarde complicada para as duas, e quando se aproximava a hora de Francisco regressar, Maria Helena despediu-se da filha e levou a neta, que entretanto regressara da vizinha, com ela.
- Não te precipites, Ana Maria! Por favor, resolve as coisas a bem! – disse, já com a porta do elevador a fechar-se.

24 Comments:

Anonymous Fatyly said...

Isto está a complicar-se e a prender-me cada vez mais.

Engraçado, que não acho graça nenhuma, realças neste capítulo, algo que sempre deu cabo da minha cabeça e que é tipicamnte feminino:
se um gajo, neste caso o Francisco tem outra, ou anda com a Marina, Ana Maria dá voltas e beldrocas, chama a mãmã para descobrir ua possível traição através de uma mensagem anónima(para mim sem qualquer valor)em vez de ir directamente ao cerne da questão?...confrontar o próprio?
Já me parece aquelas que se juntaram no norte em defesa dos maridos indo contra as "meninas" que os desviavam, quando eles é que as procuravam?

Eu sou mulher e fartinha, sózinha...na hora, dia, mês e ano certo... olhos-nos-olhos...SEM AGRESSÕES...ponto final e infelizmente poucas e até poucos o fazem.

E os conselhos das mães...tens uma filha pequenina, mas alguma vez um filho segura um casamento?

Olha..uma vez mais aguardo pela continuidade e dou-te os meus parabéns por este pedacinho...deixando-me água na boca:):):):)

Beijos

11:58 da tarde  
Blogger heidy said...

Amigo... já arranjei um tempinho. :) Nem que seja para no inicio te vir deixar umas beijokas....

posso? besitossssssssssssssssss!

12:05 da manhã  
Anonymous GR said...

António,

Protesto!
Então vamos ficar, neste impasse? Logo agora!!!
Magnifico texto!
O interesse das descrições é muito necessário. Neste momento, estarmos a ver os locais, personagens, exactamente como eles são!
Ainda bem que a mãe pediu à Ana discrição ao telefone!
Às perguntas que que a Ana faz à D. Delfina, mais parecia da PJ. Mas emocionalmente a Ana, não tinha capacidade para raciocinar melhor!
Quero mesmo ver, como o Francisco se vai justificar!
Parabéns, excelente, estou a gostar!

António, amanhã é domingo! Só para ver se te enganas e colocas a outra folha!

Bjs,

Guida

12:49 da manhã  
Blogger Papoila said...

António:
Este texto está óptimo!
Vamos começar a prender-nos na Teia das relações humanas e dos conflitos pessoais e interpessoais...
Fico em "suspense" e claro que venho cheia de curiosidade ler a continuação.
A Papoila está em festa... e tu contribuiste...
Beijo

10:08 da manhã  
Blogger Paula Raposo said...

Continuação interessante. A maior parte das vezes nem os 'papelinhos anónimos' são necessários. Assim como, ao se ser confrontado com a verdade, nega-se. Até ao fim...Falo de alguns homens ou de algumas mulheres. Não estou a generalizar. Beijos, continua.

11:28 da manhã  
Blogger António said...

Para "fatyly":
O comportamento com que pincelei a Ana Maria resulta da sua juventude na altura, 23 anos, e de ter sido apanhada de surpresa, não tendo tido tempo de mastigar o assunto.
Parece-me uma comportamento verosímil.
Mas esta vivência vai transformá-la muito, deixando de ser menina que chama a mamã...como verás mais adiante.
Pessoalmente, acho que para as pessoas da minha geração os filhos ainda são um factor dissuassor do divórcio.

Beijinhos

1:11 da tarde  
Blogger António said...

Para "GR":
Olá Guida!
Obrigado por mais um comentário.
Ainda bem que estás a gostar.
Mas tenho de te dizer que sei que hoje é 2ª feira...eh eh

Beijinhos

2:19 da tarde  
Anonymous Ana Joana said...

Olá Antonio!
Por ter rumado à Galiza, aproveitando a ponte, só agora li as 2 ultimas partes deste enredo que começa a nos deixar aos saltinhos até ao proximo! E agora vou ter que rumar a sul por mais dois dias.... e provavelmente vais dar conta da conversa que está mesmo mesmos para acontecer, durante a minha ausencia. E eu cheia de ansias!

Estou a gostar. Estás a refinar. Contudo rssssss há uma coisita ou outra que tem uma identidade bem masculina rss, o que a meu ver até é uma vantagem (para mim) rsss

Beijinhos
Ana Joana

8:12 da tarde  
Blogger sonamaia said...

Que seria do mundo sem "as facadinhas no matrimónio"???Completa/ insípido!!Homem ou mulher que se preze tem que sair do caminho para poder apreciar o que tem em casa!! Sabes que estou a brincar!! A "traição" está cada vez mais banalizada e só se lhe deve dar o valor que ela merece!!Quantos casamentos não estariam hoje desfeitos se não houvesse a capacidade de perdoar?? Além disso errar é humano!! Quem nunca pecou que atire a primeira pedra, não é??

Pela leitura dos capítulos anteriores já ficámos a saber que a Ana não perdoou ao marido e enveredou por um caminho menos recomendável!! Reacção à traição?? Vingança?? Desilão, descrédito em relação ao amor?? Tu dirás!! A história está a ficar empolgante, sem dúvida!! jinhos

9:46 da tarde  
Blogger António said...

Para "ana joana":
Olá!
Obrigado pela comentário.
Mas gostava que me dissesses onde detectas a "identidade masculina". É que esse tipo de reparo pode ser muito útil para eu rectificar em futuros trabalhos.

Beijinhos

10:02 da tarde  
Blogger António said...

Para "sonamaia":
Olá!
Obrigado pela visita.
Só te digo que hoje concluí a 14ª parte e acho que está estupenda!
Continua a ler que não te arrependerás!
Palavra de António...ah ah ah

Beijinhos

10:05 da tarde  
Blogger Rosa Silvestre said...

A coisa está complicada1 A Ana Maria chama a mãezinha para descobrir o que se passa. Actualmente qualquer mulher de bom senso tentava colocar "as coisas em pratos limpos" com o marido, não é? Tempos...

11:59 da manhã  
Anonymous tb said...

e pronto...já podes publicar a aprte IV que já coloquei a leitura em dia.
Uma reacção típica de uam família burguesa, como tão bem a intitulas.
Fico a aguardar pela continuação.
Um beijo

12:23 da tarde  
Blogger Unicus said...

Continuo a achar que o amigo está no mínimo a fazer um ensaio e que um livro se seguirá.
Abraços

2:39 da tarde  
Anonymous Fatyly said...

rosa silvetre...vieste ao encontro do que eu escrevi...dizes actualmente, mas felizmente que na minha geração (tenho 55 anos) também havia quem tentasse pôr as coisas em pratos limpos e conseguia, outros tempos mas o que difere nesses e nos actuais são as mentes de um sociedade ainda tão castradora, maldizente porque ainda se vive ainda "parece mal"!
Não fui a excepção!

António tens razão quanto aos filhos e rafirmo o que disse, acrescento que em muitos casos...apenas pelo poder económico ao qual nunca liguei daí ter trabalhado o que trabalhei, nunca tive férias, mas venci porque não perdi tempo com medos e lamechices!

Gostei de ler os comentários

Desculpa mas por vezes não sei expressar por escrito os meus sentimentos:(

3:56 da tarde  
Blogger Leonor C.(nokinhas) said...

A primeira asneira foi chamar a mãe e a segunda foi meter a D.Delfina no assunto. Essa então foi demais! Depois, falar com a Marina também não me parece acertado, mas sim com o marido. Mas percebo que, numa situação destas, a primeira coisa que se faz é carregar no botão do pânicoe então tudo é possível.
Aguardemos resultados!

Bjs.

5:57 da tarde  
Blogger a sua vizinha said...

Ai vizinhoAntónio, cá pelo bairro também tem andado "o diabo feito vaca", como dizia a minha avozinha!
Quando as coisas começam a dar para torto, está tudo escangalhado! Olhe, só espero que tudo se resolva bem. Coitada da rapariga! Mas será que ela não teve um bocadinho de culpa?...Cala-te boca... Inté nem gosto de falar nessas coisas...

Passe bem!

8:01 da tarde  
Blogger magarça said...

Pelo menos a mãe não lhe atirou com um "eu bem te avisei...". É engraçado como os tempos mudam, hoje a denúncia seria feita muito provavelmente, por mail ou sms :)

10:41 da tarde  
Blogger Ana Maria said...

António o texto está muito interessante e cativante.

9:58 da manhã  
Blogger Mitsou said...

Agora sim, começa a animar!
Concordo com a Nokinhas: perguntar à Dona Delfina???
Mas entendo a reacção da moça, a impulsividade da juventude.
Irá ela confrontar o Chico ou, primeiro, averiguar discretamente?

Estou a gostar muito, António, e já fiz uma lista com os nomes dos personagens senão perco-me :)

Beijinhos.

10:07 da manhã  
Blogger Heloisa B.P said...

Bom... a "intriga" (enleio ou enredo...) ja' comecou!!!
AI OS HOMENS!!!!
AI AS MULHERES!!!!!
AH! os "metedicos" (regra geral cobardes...)!!!!!
......................Entao aguardemos oa Parte IV de "UMA FAMILA BURGUESA"!!!

Mas, antes de 2sair", sempre faco este DESTAQUE:

"Razoavelmente alto e um pouco pesado, é bastante moreno e os olhos são muito negros e vivos. O cabelo, que foi preto e levemente ondulado, é agora grisalho mas não exibe sinais de calvície. É médico cardiologista."
**************************NAO E' o mais PERTINENTE para o ENREDO EM SI, PROPRIO... mas, e' PERTINENTE PARA O "COLOCAR ENTRE O NUMERO DOS ESCRITORES:_ particularmente, romancistas ou novelistas_! repare-se no pormenor DESCRITIVO!!!!!

CARO ANTONIO*,
Percebe-me bem, nao percebe???
Entao, ca' FICA O ABRACO E... vOLTAREI (com minhas "lentas perninhas"...no caso "dedinhos e olhinhos")para a PARTE IV!!!!!

ABRACO!
Heloisa
**********

3:44 da tarde  
Blogger APC said...

A manutenção das relações será também em muito devedora às razões que levaram à união, parece-me.

Mas nem sei porque estou a dizer isto... Se porque também me deparei com uma certa estranheza algures pelo meio do enredo (o que emocionalmente me dificulta uma análise crítica mais espontânea para já), se porque essas cumplicidades marginais são para mim realmente infelizes, se apenas porque tenho a fazer um sério esforço de focagem de um tempo e de valores que se me escapam (embora essa nem me convença muito hoje, curiosamente).
Mas a vontade de te ler é genuína, e a cada vez que o faço mantém-se e acresce. Por isso volto. E um dia destes saberei melhor o que dizer, para além de que é um prazer acompanhar-te nesse teu labor criativo e promissor.
Um abraço.

12:50 da manhã  
Blogger wind said...

Voltei e finalmente vim-te "ver":)
Esta parte já me prendeu pelo diálogo muito dinâmico, típico de alguém traído, embora se fosse eu nem falava com a minha mãe, ia logo falar com o marido:)
Vou já ler o IV capítulo;)
beijos

12:06 da tarde  
Blogger Betty Branco Martins said...

Querido António

Hoje tenho que ler os dois Posts, pois atrazei-me aqui um pouquinho, mas não é por esquecimento, mas sim falta de tempo.

Bom! Por aquilo que acabei de ler - vai haver sarilho - do grande!

Vou já passar para o post seguinte

Até já

Beijinhos

6:51 da tarde  

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