Eu sou louco!

Irreverência, humor, criatividade, non-sense, ousadia, experimentalismo. Mas tudo pode aparecer aqui. E as coisas sérias também. O futuro dirá se valeu a pena...ou melhor seria ter estado quietinho, preso por uma camisa de forças! (este blog está registado sob o nº 7675/2005 na IGAC - Inspecção Geral das Actividades Culturais)

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quinta-feira, outubro 12, 2006

Uma família burguesa - parte IV

Marina Pimenta tem actualmente trinta e um anos, é baixa, roliça mas não gorda, uma cara redonda, muito bonita e bem maquilhada, com os olhos verdes enormes a sobressaírem, cabelo muito loiro e muito curto. Mantém o ar de teenager sedutora que tinha quando, anos antes, fora trabalhar para o escritório do stand de Francisco Torres.
A mãe, Maria Amélia Pimenta, de cinquenta e quatro anos, vive na zona histórica do Porto ribeirinho com o filho Alexandre Pimenta, um sujeito relativamente alto, com um peso adequado à altura, trinta e seis anos de idade mas uma notória calva que ele disfarça usando o cabelo muitíssimo curto, por vezes rapado. É um sócio muito minoritário de um bar nocturno nessa zona histórica da Invicta cidade.

À hora habitual Francisco entrou em casa.
- Boa noite! – disse.
Ninguém respondeu.
- Boa noite! – repetiu.
Continuou o silêncio. Acendeu a luz da sala e viu a mulher sentada com um ar que não lhe conhecia. Uma expressão de furiosa mas com os olhos de quem muito chorara.
- Estás aqui e não dizes nada?
Ela limitou-se a estender-lhe o envelope com a folha lá dentro. Ele olhou, retirou a folha e leu.
Ficou parado a olhar para o papel.
- É verdade, não é? – perguntou a mulher.
Ele continuou parado. Depois sentou-se e gaguejou:
- Claro que não!
- A tua reacção foi de quem está comprometido – notou ela.
- Juro-te que isto é uma falsidade! – insistiu o Chico – Não é verdade!
- Não? Então vou telefonar à Marina para saber o que ela diz.
E pegou no auscultador.
- Ana! Não faças isso! Porque não confias em mim? – foi o que lhe ocorreu dizer.
- Será que posso confiar? Só depois de clarificar totalmente o que há entre ti e a Marina.
E discou o número que Delfina lhe dera.
De repente ele levantou-se, desfez a ligação e disse:
- Para que vais meter ao barulho a rapariga que não tem nada a ver com isto?
- Quero ouvir o que ela tem para dizer – teimou a mulher – E não tornes a desligar, ouviste?
Ela discou de novo; alguém atendeu.
- Daqui fala Ana Maria, a mulher de Francisco Torres. Estou a falar com Marina Pimenta?
- Não! Ainda não chegou do trabalho. Daqui fala a mãe.
- Eu queria falar com a sua filha. A que horas chega?
- Não deve faltar muito.
Durante mais de uma hora Ana Maria tentou falar com a eventual amante do seu marido, mas sem sucesso.
O ambiente no apartamento era de um silêncio e de uma frieza tumulares.
De repente, e para surpresa da mulher, Francisco falou, mas sem muita convicção:
- Desculpa-me! Peço-te desculpa, Ana Maria! Tenho, de facto, um envolvimento com a Marina. Mas eu acabo com isso. Eu ponho-a na rua e o nosso casamento continua como se nada fosse.
- Como se nada fosse? Para já, quem vai para a rua és tu. Faz o favor de ir buscar as tuas coisas mais necessárias e sair. Prevaricaste! Vais lá para fora e pensa bem no que fizeste durante alguns dias. Depois se verá o que se segue.
Ele hesitou, ainda balbuciou qualquer coisa não compreensível mas, depois de uns passos para um lado e outro na sala, dirigiu-se ao quarto, preparou o que achou conveniente e saiu sem nada dizer.
Ele estava completamente apaixonado por Marina! Aquele tempo de espera fê-lo tomar uma decisão. Bem lá no fundo, provavelmente, ficou satisfeito com o ocorrido.
Até Ana Maria se admirou com a rapidez com que ele acatou a sua ordem de despejo:
- Às tantas foi este sonso quem mandou aquela carta nojenta para despoletar a situação. É muito pacato e sossegado, mas para arranjar amantes tem jeito! – pensou ela – Não sei se voltas aqui. Não sei não! Não mostraste nenhum interesse em continuar comigo.
E chorou mais...
Chegado à rua, Francisco guardou as coisas no carro e pegou no telemóvel. Ligou para o celular da amante:
- Olá, Marina!
- Sim! O que foi? – perguntou ela.
- A minha mulher descobriu a nossa relação! – revelou Francisco.
- Foi o que pensei. Quando cheguei a casa a minha mãe disse-me que ela tinha ligado e queria falar comigo. Como nunca me tinha telefonado para cá, calculei que ela poderia ter descoberto alguma coisa. Por isso ordenei à minha mãe para dizer que eu ainda não tinha chegado. E tu onde estás?
- Estou na rua, junto ao carro, com uma mala contendo algumas coisas minhas. Ela pôs-me na rua. Preciso de falar contigo e depois vou dormir para um hotel – disse ele.
- Meu amor! Tu não estás bom da cabeça. Tu vens dormir cá para casa. Precisas de mim e eu preciso de ti. Vamos conversar, repousar, fazer amor. Vem já ter comigo, Francisco. Adoro-te!
- Está bem! Até já! – anuiu o Chico.
Desligou o celular, pôs o carro a trabalhar e arrancou rapidamente.
Se alguém estivesse em casa de Maria Amélia e dos filhos, teria visto um sorriso triunfal no rosto lindo de Marina e ouvido o irmão Alex dizer:
- Como vês, o meu estratagema resultou. Agora és tu que tens de o amarrar e, não tarda muito, estás casada com um tipo que te pode dar uma vida melhor.
- Fizeste um trabalho de mestre, Alex! Muito obrigado! – disse a rapariga enquanto dava um beijo ao irmão.
A Maria Amélia olhava para os dois, embevecida.
E o pouco enérgico Francisco ficou ligado à azougada Marina. Mesmo antes da dissolução do matrimónio com Ana Maria, foram viver juntos para um andar na Baixa portuense.
No início de 1998 tiveram um filho que baptizaram com o nome de Marco António.

Estamos agora no ano de 2000.

O engenheiro Costa Lima teve a notícia de que havia sido promovido a Director de um Departamento técnico da empresa para a qual trabalha. Foi uma boa novidade, já que esperava ser preterido em relação a um colega, mas a Direcção – Geral entendeu dar-lhe o lugar a ele por ser mais novo e ter melhor perfil para o cargo.
Como estava a tratar da renovação da casa que herdara da mãe, o momento não era o ideal pois habitava provisoriamente com a mulher e a sogra na casa desta.
Tinha de se desdobrar para dar resposta a todas as solicitações que requeriam a sua presença.
Com o novo cargo, passou a ter direito a uma secretária pessoal, além de manter as benesses que já tinha e passar a poder usufruir de outras.
Foi considerada pela empresa a possibilidade de transferir, para lhe dar apoio, uma senhora já antiga na empresa mas, feitas as ponderações consideradas como necessárias, acabou por se concluir que melhor seria fazer a contratação de uma nova funcionária.
Os Recurso Humanos encarregaram-se de fazer uma pré-selecção apresentando ao António José, pouco tempo depois, uma relação com cinco candidatas.
Foram estas que o novo Director entrevistou pessoalmente e, por fim, resolveu optar por Teresa Mota, uma jovem com vinte e quatro anos, casada, vivendo na zona da Senhora da Hora, Matosinhos, e com uma filha de um ano. Devido às férias inerentes ao parto, ficou com o seu posto de trabalho pouco seguro na empresa onde trabalhava. Por isso tinha concorrido, não fosse ficar descalça. Era secretária por formação.
O ano de 2000 e o seguinte foram de muito trabalho, não só o correspondente às suas funções, mas também o devido às tarefas particulares do seu chefe e ao facto de filha Mariana ser muito pequena.
Esses longos meses consolidaram uma amizade forte entre o Tó Zé e a jovem cabrita que possuía uma tez mais escura do que o habitual. De estatura média e um corpo de linhas bastante curvilíneas, era atraente, sem ser bonita, no entanto.
Costumava almoçar com o Tó Zé na cantina da empresa, normalmente quando já a maior parte dos outros funcionários haviam terminado a refeição. Por vezes íam comer fora, sobretudo quando tinham de ficar a trabalhar até mais tarde, o que era raro, diga-se em abono da verdade.

49 Comments:

Blogger Peter said...

A História repete-se. O "caçador" vai ser "caçado". Somos sempre e sempre caímos que nem "patos".

A dorei o termo "cabrita", há muito tempo que não o ouvia. São as "melhores" entre as melhores.

4:24 da tarde  
Blogger Paula Raposo said...

Já estou a entrar na história! Mas tu não me baralhes muito...Ora bem, também não se põe um homem fora de casa assim! Mas como era o que ele queria, foi uma ajudinha! Mais uns anitos e o casório com a Marina 'dá o berro'. Agora segue-se 'a cabrita' com o chefe. Ok. Acho que estou a começar a perceber. Continuo a gostar de te ler, mas isso já tu sabes, não sabes?!! Beijinhos. Não te perdoo não vires sábado ao lançamento do meu livro!

4:27 da tarde  
Anonymous Fatyly said...

Ora bem...isto está-se a clarificar...mudam-se os gostos mudam-se as vontades e afinal comprovaste a tal mordomia tão peculiar nos homens de...terem um GRANDE AMOR e cinicamente manterem-se tão fiéis à esposa amada.Que grande cara de pau!
Cabrita, nome tipico da minha terra e ri-me com o comentário de peter!
Continuo a gostar de ler-te e até ao próximo.
Um abraço sincero

6:01 da tarde  
Blogger António said...

Para "fatyly":
Olá!
Obrigado pelo comentário.
As "cabritas" ainda vão dar cartas!
eh eh
Tinha de ser!

Beijinhos

6:24 da tarde  
Blogger Papoila said...

Olá António:
O Chico lá caiu na "esparrela" montada pelo Alexandre filho da Maria Amélia...Não acredito que vá permanecer muito tempo casado com a Marina... embora a Ana Maria tivesse sido muito repentina a pô-lo fora de casa...
Vai agora o Tó Zé vai apaixonar-se pela "cabrita" Teresa Mota...
Referi o nome de todas as tuas personagens para que tenhas a noção que a leitura prende... Gostei!
Beijo

6:24 da tarde  
Blogger Eli said...

Eu comentei aqui! Onde está o meu comment?!

Oh... talvez tivesse desaparecido misteriosamente porque falei em traição?!

Hmmm

:)

6:28 da tarde  
Anonymous Fatyly said...

E com isto já vou na impressão da 14ª folha no words:):):):)

6:28 da tarde  
Anonymous Ana Joana said...

Hummm, como o trabalho e o prazer fazem uma dupla tão perfeitinha!!!!

Acho bem: tudo a favor do controlo do stress!!! eheheheh . E quem é que teve a obtusa ideia de decretar que o homem é monogamico??? Quem decretou é que tem a culpa, porque pretendeu sobrepor-se à natureza!

Fico à espera de novas facadinhas eheheh!

Beijinhos
Ana Joana

6:32 da tarde  
Blogger António said...

Para "fatyly":
...e já tenho escritos mais nove partes com cerca de 2/3 páginas cada uma.
Uma parte chega às 4 folhas!
Pelo menos não contribuo para o aumento da aliteracia em Portugal.

Beijinhos

7:08 da tarde  
Blogger António said...

Para "ana joana":
Olá!
Obrigado pelo "comment".
Ora até que enfim que uma mulher tem a mesma visão do que eu!
O homem é basicamente polígamo e a mulher monógama.
As excepções confirmam a regra.
Mas olha que isto não vai ser só adultérios!
Vai haver comportamentos muito variados ao nível das relações humanas.
E alguns surpreendentes!
(vamos ver se com mais um pouco de publicidade os comentários aumenta...andam muito por baixo!)

Beijinhos

7:12 da tarde  
Blogger Eli said...

Teria escrito algo sobre se a/o amante poderia confiar em alguém que já traiu outrem...

Não sei se seria bem assim, mas a ideia era mais ou menos esta!

:)

7:16 da tarde  
Blogger Lmatta said...

estou a gostar
beijos

7:43 da tarde  
Anonymous Ana Joana said...

eheheh, eu não te disse que algumas coisinhas da tua escrita revelam o macho que predomina em ti? Acho que não há diferenças entre homem e mulher nesta questão. Acho é que socialmente a mulher é (felizmente cada vez menos) muito mais reprimida do que o homem. Contudo.... a expectativa dos homens continua a ser a de que a mulher se continue a manter monogamica por "natureza" e eles sejam desculpabilizados pela sua "natureza" poligama!!!

Beijinhossssssss
Ana Joana

7:59 da tarde  
Blogger Leonoretta said...

ai!
apanhei outra coisa má.
vinha comentar a parte 3 e apanho já a parte 4.

seja como for... tudo se arranja.
vou comentar a parte 3 na parte 4 e pelo andar da "tua" carruagem hei-de comentar a parte 4 na parte 5, rsss

comentario da parte 3a infidelidade.
Não consigo comentar com uma frase que eu julgaria um despacho pelo que, se li, e se escreveste para que alguém lesse, neste caso especifico, eu que comento agora, então tenho direito a um comentário mais extenso, ou não, mas sem ser despacho, mais complicado ou mais complexo, dependendo da minha explicação, se foi clara ou não.
Para já, a coisa parece que já se complicou.
Calma, rss
A infidelidade.
Porque razão o homem cria instituições na sua cultura, instituições abstractas ( o casamento) que depois se consolidam com físicas (a aliança) se não consegue manter-se nelas?
Certos “defeitos” sociais surgem pelo facto do homem ser colocado contra a sua natureza, a maior parte das vezes, por motivos económicos. – como na pré historia, ou já no neolítico, toma lá uma mulher em troca de três vacas e um boi para que dai venha uma manada.
Mas falando da personagem. De louvar o seu sangue frio em escolher ajuda para o problema. De louvar o raciocínio lógico quase “sherloquiano” da mãe.
Mas porque é que eu não sou assim? A ser verdade, se fosse eu a escrever o romance, ele engoliria a carta sem mastigar.



abraço da leonoreta

8:03 da tarde  
Blogger BlueShell said...

Ai ....o pior é que há "por aí" MUITOS Franciscos....


Como sempre adorei ler-te, já sabes!

Voltarei…
Beijo azul da Concha que não é como as demais…precisamente por ser…AZUL!
BShell

9:33 da tarde  
Blogger António said...

Para "ana joana":
Claro que há diferenças!
Nessa e em muitas outras coisas.
Acho que tenho um post sobre o assunto escrito no ano passado.
Depois, se quiseres, envio-te a data e tu lês.

Beijinhos

9:53 da tarde  
Blogger wind said...

o desfecho da amante para mulher é um "dejá vu" que muito bem descreveste. Agora aguardo desenvolvimentos do resto da história com a "cabrita". eheheheh.
E vá lá como és um pouco vaidoso tenho de escrever: Está muito bem escrito:)))))
beijos

12:18 da tarde  
Blogger Menina_marota said...

... e, eu continuo a ler...
apesar de por vezes não comentar...
Gosto de mandar os meus "bitaites" quando acabo a leitura de um livro e, este está longe de terminar... palpita-me que vem por aí muita "coisa" eheh

Beijinho e bom fim de semana ;)

4:59 da tarde  
Blogger margusta said...

António, meu querido,
...venho agardecer-te a visita e o carinho, desculpa a minha ausência aqui no teu canto...
Uma noite destas vou-me sentar aqui e só para ti, para por a leitura em dia...
Beijinhos para ti amigo...muitos...

7:19 da tarde  
Blogger Betty Branco Martins said...

Cá estou eu de novo!

Vim do andar debaixo :))

Eu sabia que isto ia dar uma grande confusão.

Pois, já se viu que a Marina é uma "senhora" e que o Chico é um pobre coitado como (muitos que existem por aí)

Mas agora só resta esperar, pois és tu o senhor dos destinos destas vidas.

Excelente!

Beijinhos

BomFsemana

8:16 da tarde  
Blogger Leonoretta said...

comentário… comentário… ora bem!

afinal foi o irmão, rsss, depois de tantas hipóteses.

E quanto ao tó Zé, algo se adivinha, ou talvez não. se ela é cabrita nao oferece duvidas. ha teorias, empiricas, mas tao vincadas que da para trabalha-las cientificamente.

Provavelmente todos terão culpas no cartório e se calhar a mais gravosa… bom! Eu nem quero pensar nisso...

Quando começaram as novelas em Portugal, obviamente que as via. Tinha 15 anos e gabriela cravo e canela de Jorge amado, fosse como fosse, bom ou mau, era Jorge amado.

Depois havia aquele romance da jerusa e do mundinho que punha as miúdas da minha idade a pensar que os príncipes encantados existiam.

Mais tarde, deixei de ver novelas e hoje não vejo mesmo nada. pela qualidade dos autores, dos guiões que baixaram consideravelmente e pelo aumento da intriga que em televisão toma proporções fantasmagóricas a fim de produzirem emoção fortes no espectador falsamente desatento de tal modo que se torna perverso. ou seja, a novela ensina.

Mas eu deixei de ver novelas porque não aguentava a espera da acção seguinte. Há uns anos deu uma série brasileira, o tempo e o vento de erico veríssimo e ao fim de dois episódios eu fui comprar os quatro calhamaços que compõem a historia do Brasil desde a colonização para poder chegar ao fim.

Isto para dizer… se por um lado publicas muito depressa, por outro lado, a cada episodio surge algo novo que nos deixa em pulgas para saber o resto. Ai que raiva!!!!


abraço da leonoreta

11:26 da tarde  
Anonymous GR said...

António,

Sabia que estava a perder bons momentos de leitura, mas só agora tive oportunidade de o fazer.
Ana Maria, teve uma atitude correcta, emancipada!
O problema é que “eles” tem todo o direito de escolherem outra pessoa, de serem felizes. Mas têm que ter a coragem de falar abertamente, com a actual companheira.
Não me refiro só aos homens, naturalmente!
Os homens neste aspecto consideram-se corajosos, livres e não passam de uns medrosos covardes!
Adorei ler este texto.
A jovem cabrita, também vai ter uma história…porém, porque não uma forte amizade?
Estou a imprimir as folhas deste livro.
Como sou casmurra, desta vez, vai ser, tem que ser lido por um editor, vários!
Parabéns, por estes magníficos momentos de leitura.

Bjs,

GR

12:53 da tarde  
Blogger António said...

Para "GR":
Olá, Guida!
Obrigado pela tua visita e comentário.
É sempre um prazer ver-te por aqui, tu sabes.

Beijinhos

2:23 da tarde  
Anonymous marujinha said...

xiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii.
Tenho aqui muita letra pa ler pá.

Jinho por teres passado lá nas ondas.

4:45 da tarde  
Blogger magarça said...

Este comentário foi removido por um administrador do blogue.

9:08 da tarde  
Blogger magarça said...

Não sou assim tão pessimista quanto à infidelidade masculina. E tenho cá para mim que o António ainda nos vai surpreender com um marido fiel e apaixonado... ;)

9:09 da tarde  
Blogger marujinha said...

Ganda pinta de comentário que me deixaste lá no sítio. Eu ando a tratar toda a gente por tu. Acho que posso.

Desta vez já li a tua história. Tem tanta gente que até dá pra gente se perder, eheheheh
Mas está baril.

Vou seguir o teu conselho: olhar as estrelas e deixar o Camões da mão.

Jinhos da Marujinha

9:24 da tarde  
Blogger amita I said...

Coloquei a leitura em dia. Parece-me um desenrolar de histórias de vida que num futuro irão estar interligadas. Será? O que me salta á primeira vista é o eterno estar masculino e bem português: mulher oficial em casa (que é sagrada :)), e fora uma, duas ou três dependendo da situação económica e/ou profissional. E, claro, em absoluto sigilo. É evidente que muitos destes casos são para a obtenção de ganhos...:) Relatas situações de um passado recente, mas sempre as houve, meu amigo António...
A tua escrita minuciosa deixou-me curiosa para a parte que se segue.
Um bjinho grande e um bom fim-de-semana

10:10 da tarde  
Blogger margusta said...

Querido António,
...ainda não é hoje que me sento aqui para por a leitura em dia...
Passo apenas para te deixar um grande beijinho e agradecer o teu comentário tão simpático e carinhoso.

Bom fim de semana!

12:50 da manhã  
Blogger amita I said...

Olá António
Eu escrevi:".... mulher oficial em casa (que é sagrada :)), e fora uma, duas ou três dependendo da situação económica e/ou profissional. E, claro, em absoluto sigilo. É evidente que muitos destes casos são para a obtenção de ganhos...:)"
Acrescento dentro do contexto do meu comentário anterior: ....
mulher oficial em casa (que é sagrada, intocável) e, fora da casa, uma, duas ou três (mulheres), dependendo da situação económica e/ou profissional (do cavalheiro). Claro que esta situação extra-matrimonial terá de ser em absoluto sigilo e discrição das partes envolvidas. Também é certo que nem sempre assim acontece, pois tudo se descobre, mais cedo ou mais tarde. E, é evidente, que muitos destes casos são para obtenção de ganhos (lucros monetários ou outros) da parte camuflada, como bem descreves no caso da secretária.
Não me referia às mulheres da família protagonista da história, mas sim a tantos casos a que já assisti, e por isso mesmo escrevi "Relatas situações de um passado recente, mas sempre as houve, meu amigo António...".
Como é meu costume, li cuidadosamente todas as partes que postaste e louvo a tua minúcia e a quantidade de personagens que introduziste e que devem ter as suas histórias que saberemos mais tarde.
Embora demore a aparecer por cá, não te esqueço pois sabes que me agrada muito a forma como escreves e descreves as tuas personagens.
És um bom contador de histórias.
Prometo que o meu próximo comentário será mais cuidadoso. :)
Um bjinho grande, António, e um doce sorriso para um Domingo de sol

1:39 da manhã  
Blogger Leonoretta said...

ola
agora a minha vida anda um corre corre e so me resta o sabado para gentilmente, escusava de empregar este adverbio de modo, mas ja está, responder aos meus visitantes la no sitio.

de modo que vinha aqui para agradecer a visita e ja preparada para encontrar o episodio seguinte... mas nao. durante a semana talvez.

abraço da leonoreta

2:44 da tarde  
Blogger PF said...

Fazes uma excelente descrição do corpo das persongens femininas..hehehe
Isso é que é capacidade de observação!

Na brincadeira! :)

Estou a gostar...interessante!

Jinhos

3:21 da tarde  
Blogger Velutha said...

Penso que foi a primeira vez que passei por aqui. E gostei muito. Voltarei mais vezes.
Um beijo

4:27 da tarde  
Blogger alfazema said...

Gostei da história. Geralmente a situação repete-se. Aguardo para ver.
Beijos

5:02 da tarde  
Anonymous Becas said...

Passei ao papel as partes II, III e IV para ir lendo e, assim, "apanhar o combóio"...
Tenho lido e relido... como demora o novo post vou-me entretendo a reler!! Estou a gostar muito e a ficar curiosa com o que se vai passar!
Despacha-te... Domingo não é dia de novo post??? Fico à espera! Beijinhos!

9:40 da tarde  
Blogger APC said...

Xi, pá... Sofre-se muito ao ler-te! ;-) Eu ali sorrindo no início da história, e era tudo estratagema... Ó diabo! Mas nada pode apenas ser feliz? Não, claro que não, senão não temos história, lol. Vou passar à frente a questão "casamental", pode? O meu software não trás programa instalado para trabalhar tal informação, e se insisto na tecla ele dá-me "shit happens!".
Mas essas coisas do "abre a porta e põe-te a andar a meio da noite" é um cadito abrasiva, não? Acho que só fazia isso a um criminoso. Ou que só um criminoso o faria. Mas isto agora pouco interessa.
Agora é a cabritinha, né? Lololol
;-)

9:45 da tarde  
Blogger APC said...

Li agora o comentário da Leonor!... Ahahahahahahah!!!
(isso seria um "crime" hilariante! ;-)

9:48 da tarde  
Blogger well said...

Ahahaha este blog passou a ser um dos meus «favoritos» literalmente..lol
Abraço!

11:37 da tarde  
Blogger António said...

Minha querida Becas!
É sempre um prazer ver-te por aqui.
Então estás a decorar o texto?
Quando isto for passado a filme já sei quem terá um papel importante nele....eh eh.
Estou a postar de 4 em 4 dias, mas sem compromisso. Amanhã (em princípio) sairá a escaldante parte V...ihihihihihihih

Beijinhos

12:30 da manhã  
Blogger António said...

Para "well":
Olá!
O link com o teu nome levou-me a nenhures.
Não sei se és M ou F.
Portanto só te digo:
volta sempre que não te arrependerás...eh eh
(acabei de frequentar um curso de marketing)

Saudações

12:34 da manhã  
Blogger Kalinka said...

Venho agradecer a sua visita ao kalinka. Retribuo a visita e digo-lhe que, se todos gostassem do amarelo, como seria o Mundo?
Decidi aos sábados destacar alguns blogues do meu gosto, também para os dar a conhecer a pessoas que nunca passaram por eles...
O mesmo aconteceu este sábado, mas o António diz que não achou a ideia brilhante...
Mas, a ideia não é para ser brilhante, é apenas e só uma informação.
Abraços.

12:48 da manhã  
Anonymous Becas said...

António
Ainda gostava de saber que papel é que eu desempenharia no filme!!! Já estou um bocadinho passada para fazer de Ana Maria, não tenho uma elegância de realçar para fazer de Maria Helena e muito menos tenho jeito nenhum para desabotoar carcelas para fazer de Teresa... ahahah!!!
Mas tu é que sabes qual o papel que me darias! Avisa com tempo para decorar melhor essa parte dos diálogos!
Beijinhos

10:02 da tarde  
Anonymous Becas said...

Ops... andei às voltas com a frase e pus um "nenhum" a mais!
..."e muito menos tenho jeito para desabotoar carcelas para fazer de Teresa..."
Assim é que está bem!
Ou, pelo menos, parece-me bem.

10:06 da tarde  
Blogger António said...

Para "becas":
Minha queridinha!
Deixo-te escolher o papel.
Queres coisa melhor que esta?
Quem é amigo? Quem é?

Beijinhos

9:59 da manhã  
Anonymous tb said...

cenas de vidas que se cruzam e descruzam...sempre contadas com a mestria com que nos brindas.
Jinhos

6:36 da tarde  
Anonymous Becas said...

Eu queria fazer de cão na história mas, pelos vistos, não há!... Com o desenrolar da novela pode ser que escolha outro papel...
Beijinho

10:10 da tarde  
Blogger António said...

Para "becas":
De cão?????
Ficavas melhor como cadela (salvo seja...eh eh).

Beijinhos

10:19 da tarde  
Blogger Mitsou said...

Olha, vim direitinha à caixa dos comentários só para te dizer isto: tenho mesmo de voltar no fds pois não sabia que já ias na parte VI!!!

Valha-me S. Jerónimo, padroeiro dos tradutores :)

Beijocas!

12:18 da manhã  
Blogger Heloisa B.P said...

AQUI ESTOU (em atraso...)tentando seguir "o fio a meada"!E.. a "MEADA", la' se vai "enleando" e "desenleando" aqui e ali, com o fio quentinho da LA ou leve e brilhante e deslizante da SEDA! e...ha' sempre "franciscos" enleando e desenleando!!!!!!
Vou continuar a leitura por "AI' ACIMA"!!!!
Deixo um abraco e... vale a pena dizer _GOSTEI_!_Ja' adivinha que, si, que GOSTEI E CONTINUAREI "NOVELA ACIMA"!!!!!
(MESMO ATRASASA!)
*******************
Heloisa.
*********

12:02 da tarde  

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