Eu sou louco!

Irreverência, humor, criatividade, non-sense, ousadia, experimentalismo. Mas tudo pode aparecer aqui. E as coisas sérias também. O futuro dirá se valeu a pena...ou melhor seria ter estado quietinho, preso por uma camisa de forças! (este blog está registado sob o nº 7675/2005 na IGAC - Inspecção Geral das Actividades Culturais)

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quinta-feira, novembro 02, 2006

Uma família burguesa - parte X

A refeição e o convívio decorreram alegremente falando-se de vários assuntos. A própria Bárbara estava mais conformada e já tinha deitado o ensonado Jocas quando tocou a campaínha.
- Deve ser o meu pai com o carro para ti. – disse Ricardo Jorge, olhando para a mulher – Vou descer. Com licença!
Levantou-se da mesa e saiu.
Pouco depois entraram os dois Costa Lima.
Seguiram-se as saudações e as perguntas e respostas habituais nestas circunstâncias.
- Então o Mário vai ter a Nanda como enfermeira? Mas que sorte! – disse o mais velho, que acabara de ser informado do facto pelo filho.
E continuou com ironia:
- Vai tratá-lo tão bem que ele nunca mais fica bom para não perder tão preciosa companhia.
A jovem não se desmanchou e atalhou prontamente:
- Haverá alguma mulher que não estivesse disponível para ajudar uma pessoa com as qualidades do nosso acidentado?
Bárbara corou ligeiramente.
- Eu não posso responder porque não sou mulher. Mas palpita-me que é capaz de ter razão. Olhe! Se fosse comigo até era capaz de partir o outro braço...
- Calma! – interrompeu o Mário – Não se esqueçam de que estou incapacitado!
O Tó Zé soltou uma gargalhada e disparou:
- Parcialmente, meu amigo, muito parcialmente!
Todos se riram, mas logo a Bárbara, muito circunspecta, sentenciou:
- O destino prega-nos grandes partidas. A partir de um pequeno acidente de automóvel o que vai acontecendo...
E terminou:
- Espero eu, e todos nós, que o Mário se recomponha rapidamente.
- Seguramente que sim, Bárbara! – acompanhou o António José.
A conversa continuou ainda mais animada durante cerca de meia hora quando, dirigindo-se ao filho, disse o velho engenheiro:
- Ricardo! Podes dar-me uma boleia até ao Porto?
- Eu também vou sair e levo-o no meu carro, Sr. Engenheiro – adiantou-se a Fernanda.
- Mas para si, que vive aqui na Maia, se bem me recordo, é uma volta enorme – tentou recusar o Tó Zé.
- Eu estou com vontade de dar uma volta maior que o costume. Até é um favor que me faz – insistiu ela.
Pouco depois, e após as despedidas, António José e Fernanda Mota saíram e dirigiram-se ao Clio da rapariga.
Durante o percurso falaram de vários assuntos mas não tocaram na questão da instalação da Nanda em casa do Mário.
Só quando a viatura parou em frente à vivenda das Antas é que o Costa Lima disse, antes de se apear:
- Os meus parabéns, Nanda! É com a determinação que demonstrou ao avançar para a ajuda ao Mário que se conseguem atingir objectivos.
- Vamos ver, Sr. Engenheiro, vamos ver o que nos reserva o futuro! Mas pode crer que vou usar, acima de tudo, toda a minha inteligência.
- Eu conheço-a mal! Mas pelo que me apercebi, inteligência é coisa que não lhe deve faltar! Tenha calma...e boa sorte!

Depois da visita de Joana e Manuel António e das suspeitas levantadas por Ana Maria em relação a um suposto mau relacionamento do casal, Lena tinha prometido à filha mais velha fazer um contacto telefónico com a irmã mais nova.
Não sabia o horário da Joana, mas ligou. Estes assuntos devem ser falados com calma e preferiu o telefone fixo, ligando para a casa de Leça da Palmeira. Atendeu a empregada. Disse que a Sr.ª Doutora estava na escola mas deveria chegar por volta das cinco horas.
Passavam uns quinze minutos das dezassete e tentou de novo.
- Está?
Reconheceu a voz da filha.
- Olá, Joana! É a mãe! Estás bem?
- Olá, mãe! Eu estou. E tu?
- Cá em casa estamos todos bem, felizmente. E o Manel? – perguntou a mãe.
- Está bem! Na Faculdade, como habitualmente – respondeu a Joana Isabel.
- E como vai a questão da criancinha? Sempre vão adoptar alguma? – questionou a Lena.
- Ainda não está decidido. Eu, pela minha parte, adoptava. O Manel é que acha que a relação biológica é fundamental e que uma criança adoptada nunca seria um verdadeiro filho. Eu considero que pode não ser bem assim, também tenho as minhas dúvidas, mas penso que se houver amor e a criança nos considerar como pais, nós o consideraremos como filho; ou ao contrário – lamuriou-se a jovem estéril.
- Essas questões são complicadas, minha filha! Eu também tenho algumas reservas. Mas vocês os dois é que tem de decidir.
E continuou a Maria Helena:
- Por isso se notou algum distanciamento entre vós quando cá vieram jantar.
- Notou? – estranhou a Joana – As coisas entre nós correm bem. Só temos esta divergência e não falamos nela a toda a hora.
- Minha filha! Espero que chegueis a um entendimento rapidamente para que tudo se normalize. Boa sorte! Cumprimentos ao teu marido e um grande beijinho para ti – despediu-se a mulher do Costa Lima.
- Beijinhos para todos e um muito grande para si, mãe!
E desligaram ao mesmo tempo.
Nessa mesma noite, antes do jantar, Helena perguntou a Ana Maria:
- Ana! Hoje vais sair?
- Em princípio não! Mas porquê?
- De tarde falei com a Joana e gostava de conversar contigo depois do jantar. Mas só as duas. Aproveitamos quando o teu pai for fazer o exercício de caminhar.
- Está bem, mãe! Então falamos depois. Mas há qualquer coisa que os separa, não há? – e, ao dizer isto, um sorriso estranho bailou no seu rosto.
- Não te adiantes, está bem?
Após o jantar e o Tó Zé ter saído com o amigo Armando para mais uma caminhada higiénica, as duas sentaram-se na sala da cave.
- Então, mãe! Conte o resultado das suas investigações – pediu a filha.
- Dada a irreversível esterilidade da Joana e a impossibilidade de uma inseminação artificial pois, como sabes, foi-lhe detectada uma tuberculose genital com atingimento das trompas, provavelmente causada pela primo infecção que teve há cinco anos, eles ponderam a possibilidade de adoptar uma criança.
- Isso eu já sei, mãe! Embora eu pense que há novas técnicas para resolver o problema, mas eles não querem recorrer a elas – interveio a Ana Maria.
- Deixa-me falar à vontade, faz favor!
E continuou a mais velha:
- A divergência que existe, e que tu detectaste muito bem, está em que o Manel António não é adepto da adopção.
- Se quer que lhe diga, já tinha topado isso há meses. Mas não disse nada. Achei que agora devia dizer alguma coisa...e disse! – revelou a filha, de novo com um estranho sorriso a dançar-lhe na face.
Mas a Lena prosseguiu:
- Considera que uma criança adoptada, não sendo filho biológico, não o é verdadeiramente. E estão nesse impasse...
- Mãe! Na minha opinião, o Manel tem razão! Eu também...
- Para ti o Manel tem sempre razão! – interrompeu a mãe.
- Sempre não! Mas quasi sempre! Mas deixe-me concluir...onde ía....ah...já sei! Eu também acho que uma adopção envolve muitos riscos. Para começar, não se sabe quais os genes que ele transporta. Um filho biológico pode sair com problemas mas, neste caso, a probabilidade é pequena, considerados os antecedentes familiares da Joana e do Manel. Um adoptado pode ser filho de alcoólicos ou drogados ou trazer graves problemas hereditários. Eu nunca faria uma adopção! – sentenciou a filha,
- Tens alguma razão – disse a mãe – mas estás a exagerar os riscos. Penso que a maioria das adopções são bem sucedidas, pois, como dizia a tua mana, se os pais lhe derem muito amor, a criança vai acabar por os considerar como os verdadeiros pais, mesmo que venha a saber a verdade, e estes aceitam-na como verdadeiro filho.
- Ora aí está! Mais um problema! Quando o adoptado descobre a verdade, vai querer saber quem são os verdadeiros pais. E deixa-me que te diga: duvido que a maioria das adopções sejam verdadeiramente bem sucedidas. Antes pelo contrário! – disse, triunfante, a mãe de Cláudia.
- Ana Maria! Independentemente da nossa opinião, eles é que terão de decidir. Portanto deixemos este assunto porque te queria falar noutra coisa – impôs-se a mãe.
- Pronto, mãe! Então o que mais quer dizer? Hoje está muito coscuvilheira...
- Já há muito tempo, diria mesmo anos, que noto que tens uma simpatia muito grande pelo Manel.
- E é verdade! Qual o problema? – interveio, de imediato, a jovem.
- O problema é que acho que tu estás apaixonada por ele e não consegues reorganizar a tua vida com outro homem por causa disso – falou, destemida, a Maria Helena.

28 Comments:

Anonymous Ana Joana said...

Boaaaaaaaaaaa, quem cusca sempre alcança!!! Cá está mais uma folha desta novela cada vez com mais indicios de tramóia ahahahahah.

Cá pra mim a Nandinha não conseguindo os seus intentos com o geitosão vai atirar-se ao pai do patrão e a Ana Maria já tem a dela fisgada rsssss e vai oferecer-se para defensora da segurança genética. Só acho que ela não considerou o factor divorcio como sendo tambem transmissivel eheheh e se calhar é tanto quanto a toxicodependencia ou o alcoolismo.

Está cada vez, cada vez, como se diz na minha terra!

Beijinhos Antonio
Ana Joana

1:51 da tarde  
Blogger Paula Raposo said...

Retiro desta X parte o tema adopção. Polémico. Gostei imenso deste capítulo (posso chamar assim, não posso?). Beijinhos, adoro o que tu escreves, mas isso já sabes...

2:23 da tarde  
Blogger António said...

Para "ana joana":
Estás a ver?
Um pedido teu é logo atendido...eh eh.
E continuas a tentar adivinhar. Isso é genético?
ah ah ah
Obrigado por tudo!

Beijinhos

3:38 da tarde  
Blogger Heloisa B.P said...

"O Tó Zé soltou uma gargalhada e disparou:
- Parcialmente, meu amigo, muito parcialmente!
Todos se riram, mas logo a Bárbara, muito circunspecta, sentenciou:
- O destino prega-nos grandes partidas. A partir de um pequeno acidente de automóvel o que vai acontecendo."
************************POIS E', MEU CARO ANTONIO*, o "destino" prega-nos mesmo grandes partidas e, a mim, acaba de me "pregar uma" e' que depois de uns diazitos AUSENTE chego AQUI* e a SAGA vai em ALTA! e... eu, fiquei la' ATRAS, salvo erro,no CAPITULO VII, hei-de ir la' ver!
Agora li ESTE*, e irei ler os ANTERIORES!
A medida que for lendo irei dizendo:OLA'!!!!
_Agora digo: ate' logo ou ate' amanha e... fique muito BEM!
Nao Lhe desejo muita Criatividade porque tem que chegue e SOBRE que eu nao consigo acompanhar esse CAUDAL!!!!!
MEU ABRACO!
Sua Amiga, Leitora e Admiradora!
Heloisa.
_O FRIO AQUI, meu Amigo e' assim de TREMER:_ 2 graus abaixo de zero e ainda estamos no LINDO OUTONO!
_FIQUE EM SAUDE!
**********************

10:04 da tarde  
Blogger Caiê said...

Em primeiro lugar, devo dizer-te que tu estás aqui a trabalhar em duas frentes (senão mais): uma verdadeira blogonovela, portanto! Parabéns, pá!
A questão da adopção, quanto a mim, é um tema quente, mas sabes a minha opinião... Os laços de sangue não são tão importantes como toda a gente nos quer fazer crer. Eu, aliás, conheço alguém que foi, literalmente, trocada por outro bebé, por erro e só descobriu isso anos mais tarde. O que importa é a tua criação / educação e não essas tretas do sangue.
Isso das duas manas "in love" pelo mesmo, especialmente quando uma está comprometida com ele, é que é obra! Caso muitíssimo comum, infelizmente. Costuma dizer-se que cobiçamos o que mais vemos... e assim é.

1:49 da manhã  
Anonymous GR said...

A Fernanda está a andar depressa demais, pode tropeçar!
Nos diálogos onde se aborda o problema da adopção, o realismo é total!
Tenho bastantes casais amigos que optaram pela adopção. Só um caso é que deu para o torto, penso mesmo que faltou a intervenção de um técnico de saúde (psicólogo), todos os outros há uma característica muito interessante, as crianças vão adquirindo expressões faciais, gestos e feitios dos pais adoptivos, tornando-se difícil vermos que não são os verdadeiros pais. Estou a lembrar-me de mais de onze casais amigos meus, alguns tinham filhos biológicos.
Excelente texto, boa abordagem de temas actuais, palavra, estou a adorar ler mais um livro.
É bom ao fim de mais um dia, termos oportunidade de ler uma página tão bem escrita.

Um forte bj,

GR

2:03 da manhã  
Blogger António said...

Para "GR":
Olá Guida!
Mais um bom comentário teu.
A tua experiência com casos de adopção é muito positiva, mas não sei se a amostragem será significativa. Parcem-me bom demais, tanto sucesso.
Que idade tem as crianças adoptadas, agora?

Beijinhos

1:26 da tarde  
Blogger blue said...

estou a gostar muito, estou sempre a expreitar para ver se há um episodio novo

3:20 da tarde  
Blogger wind said...

Nanda conta com o apoio do Tózé e agora o que já se suspeitava , revela-se: Ana Maria apaixonada pelo cunhado.ehehehe
Quanto à adopção não me manifesto, porque cada pessoa tem a sua opinião.
Grande trama!:)
Quero mais desenvolvimentos e rápido! lololol
beijos

5:05 da tarde  
Blogger amita I said...

Um excelente texto ou parte X.
Continua em grande a tua perícia em manter acesa a curiosidade dos teus leitores.
Sobre o tema adopção depende do sentir dos interessados, por isso limito-me a respeitar a decisão de cada um. Se não houver respeito, compreensão e amizade entre o casal, a ruptura será, mais cedo ou mais tarde, inevitável.
E, embora tenha actualizado a leitura da saga desta Família Burguesa, fico à espera pelo desenrolar das várias histórias. :)
Um bjinho e um excelente fim-de-semana

7:17 da tarde  
Blogger Eli said...

oi :)

9:10 da tarde  
Anonymous Becas said...

António,
A tua novela está cada vez mais aliciante... movimentas os personagens com muita mestria, criando peripécias engraçadíssimas! A irmã da Fernanda não vai achar graça nenhuma se souber que ela anda a dar boleias ao seu amante!!! E a Maria Helena não esteve com "papas na língua" a falar com a filha mais velha... as mães têm um sexto sentido apuradíssimo...
E tu brincas com tudo isto, criando uma teia de enigmas... e nós a ver em que nó é que essa teia irá rebentar...hummmmmmmm... isto promete!!!!
Beijinhos

9:13 da tarde  
Blogger Papoila said...

Estoua gostar mas isso não é novidade. Tu sabes eheheheh... Hoje vou dar uma volta aos mails e aos livros... eheheheheh...
Rsta Fernanda está a corer muito depressa.
Beijo

9:59 da tarde  
Blogger António said...

Para "becas":
Olá, amiguinha!
É sempre um prazer receber-te aqui.
Ainda bem que continuas a gostar.
Vamos ver se consigo manter o interesse; pelo menos vou tentar.

Beijinhos

10:01 da tarde  
Blogger (non) sense... said...

grande história!

10:54 da tarde  
Anonymous GR said...

A mais velha (já tem uma menina) tem 30 anos.
Dois rapazes, de 21 e outro 26! (são irmãos, não de sangue). Um médico e outro ainda anda a tirar o curso de engenharia!
O mais pequeno que é um diabinho de travesso, mulato mas muito castiço faz em Dezembro 1 ano!
Um caso de adopção, foi terrível a experiência! Com 15 anos quis saber quem eram os país, penso que ficou revoltado por eles serem (pessoas de alto risco, roubos, prostituição) hoje com 17 anos drogasse, bebe! Os país (adoptivos) sofrem muito, ele também!

A maioria das pessoas que adoptaram são da classe média (prof. médicos e empresários)o família da classe média alta é o que tem problemas!!!
Mas os casos que eu conheço, podem não ser a realidade!
10 ou 12 casos, em milhares! Não é exemplo para nada!
Apesar de tudo eu acredito na adopção, muito pensada e desejada!

Bjs e obrigado pelas palavras sempre simpáticas.

GR

3:42 da manhã  
Blogger Betty Branco Martins said...

Querido António

Como já perdi dois capitulos - eu já volto para te ler e comentar.

Isto porque já são 4 horas da manhã. Vou dormir um bocadinho

Até já
Beijinhos

4:21 da manhã  
Blogger António said...

Para "GR":
Obrigado por teres respondido à minha questão.
11 ou 12 casos é uma boa amostragem, mas estas coisas de sondagens (já que se trata de um tipo de sondagem, embora não científica) são o que são.
Acho que o facto do caso de insucesso ter sido na família com maior estatuto social se deve a circunstâncias fortuítas.
Mas são casos desses que eu temo que sejam mais frequentes do que se julga.
Se um filho dá, muitas vezes, problemas complicados nomeadamente na adolescência, um adoptivo terá, penso eu, maior probabilidade de dar mais.
Enfim...lembro-me que conheci um caso de uma prima da minha mãe que adoptou uma menina que ainda era parente do marido. Penso que resultou bem!

Beijinhos

1:10 da tarde  
Blogger Betty Branco Martins said...

Pois é! Nem sempre as pessoas compreendem um "processo" de ter um filho adoptivo.

Na minha opinião - é mesmo sem problema - iria amá-lo da mesma maneira.

Admiro muito quem o faz.

Eu tenho mesmo que ter dar muitos PARABÉNS! Porque realmente nesta "novela" estás a levantar questões muito interessantes.

Estou a adorar.

Beijinhos

3:02 da tarde  
Blogger APC said...

Vou saltar a questão da adopção, para não ser previsível (sim, porque eu sei bem o que menino quer... Que isto vire o mercado da Ribeira - ou do Bolhão, né?!;-). Abstenho-me, pois, até porque me adivinharás sem dúvida alguma.
A meio, achei que o diálogo estava explicativo e denso demais para o que na realidade aconteceria (bem sei que é para o leitor entender o porquê da esterilidade e da impossibilidade da inseminação artificial, mas... OK, é só isto!).
Gostei da situação seguinte. Perfeitamente realista e, ainda assim, sensível... Não será de pouca monta esperar secretamente por alguém que tem a sua vida feita; e quando uma relação começa a ficar manca por qualquer motivo, essa falha, essa fragilidade, essa ferida aberta fica extremamente exposta à influência externa.
Mantiveste muito bem a pendência da história! Continuo cliente! :-)
Um abraço amigo para ti!

5:52 da tarde  
Blogger Leonoretta said...

ola antonio.
bem me parecia que a nanda tinha ases na manga. nestas coisas, para as mulheres, ate o silencio é barulhento.
mas nao tornes as coisas muito faceis. no caminho ela pode perder a "pica".

abraço da leonoreta

7:23 da tarde  
Anonymous Becas said...

António,
Não tenho dúvidas que vais ser capaz de manter o interesse... eheheh! Mesmo depois dos 50 anos... (do Costa Lima, claro!)
Ainda vais ter aqui um cantinho para as inscrições no clube de fãs... Eu serei a nº 1, combinado???
Beijinhoooooooooos

12:32 da manhã  
Blogger Fatyly said...

muito bem narrado e prendeu-me a atenção (como sempre né?:):))
Falas primorosamente da adopção e dos flashs do rapa, põe, tira e deixa das conquistas.
Gostei e aguardarei!
Beijocas

10:17 da manhã  
Blogger Menina_marota said...

Pois é... isto vai adiantado... lá tenho que fazer serão para ficar a par da estória toda...mas não é agora...só vim aqui deixar-te um beijinho ;) e desejar um bom domingo ;)

11:17 da manhã  
Blogger António said...

Querida amiguinha!
Hoje estás com segundos sentidos.
Hummmm....
E os terceiros?
eh eh

Clube de fãs!
ah ah ah
Queres ser a fundadora?
Ficas com direito a visitas guiadas e gratuítas ao blog.
eh eh

Beijinhos

4:13 da tarde  
Blogger António said...

Para "fatyly":
Obrigado por teres comentado.
Gosto que gostes!

Beijinhos

4:15 da tarde  
Blogger Leonoretta said...

ola antonio
entrei agora no alfarrabista e atras do balcao escrevo a quem vem tomar o cafe, rsss

respondendo á tua pergunta: estou a fazer o mestrado. é complicado. mais exigente na articulaçao dos teus conhecimentos. mais exigente na responsabilizaçao dos prazos.
depois do trabalho com miudos que te absorvem a energia e olha que eu tenho-a a dar com um pau, ficas de rastos. mas tudo bem!

o tema é ciencias da educação e vou trabalhar na minha dissertação - pois até ja tenho tema - a indisciplina na sala de aula relacionado com a desorganizaçao familiar.

vamos ver se consigo!

abraço da leonoreta

6:23 da tarde  
Anonymous tb said...

querido António!
Uma bela incursão pelos meandros da vida e pensamentos que tanto fazem a realidade de tantas mentes...
Gostei!
jinhos

7:01 da tarde  

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