Eu sou louco!

Irreverência, humor, criatividade, non-sense, ousadia, experimentalismo. Mas tudo pode aparecer aqui. E as coisas sérias também. O futuro dirá se valeu a pena...ou melhor seria ter estado quietinho, preso por uma camisa de forças! (este blog está registado sob o nº 7675/2005 na IGAC - Inspecção Geral das Actividades Culturais)

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sábado, fevereiro 17, 2007

Histórias curtas VIII - O menino da mamã

Afonso de Menezes era um sujeito com trinta e cinco anos de idade, filho único de um abastado comerciante e de uma senhora que pouco mais fizera na vida do que apaparicar o seu filho, vigiar atentamente as movimentações do marido para este não cair na tentação das saias (pecado para o qual ele sempre tivera grande propensão) e fazer reuniões três ou quatro vezes por semana com outras senhoras da sociedade onde se discutiam temas tão importantes para o futuro da humanidade como as condições climatéricas do dia, quem era a nova amante do senhor doutor Juiz (uma mocinha sem berço que, ainda por cima, tinha um cabelo horroroso), a colocação de silicone nos seios da esposa do engenheiro da Petrogal (ficou com uns seios que são uma exagero) e, evidentemente, as importantes notícias das várias revistas cor-de-rosa que abundam no mercado.
Como menino mimado, louvado e endeusado pela Umbelina de Menezes, o Afonsinho (que até tinha o nome do primeiro rei de Portugal) estudara imenso. Refiro-me ao tempo de estudo, claro. Estudara tanto, que só acabou o curso de Direito aos trinta e dois anos numa Universidade privada das de menor reputação mas maior facilitação, especialmente porque as propinas eram das mais caras e, portanto, havia alguma obrigação em que os estudantes acabassem os estudos com alguma rapidez senão a escola poderia perder muitos novos clientes.
Afonso saíra à progenitora!
De inteligência rara (poderia ter escrito rarefeita), tinha uma capacidade de trabalho bastante diluída e um dinamismo comparável ao desses moluscos tão simpáticos e indiferentes ao homem como são os caracóis.
Aliás, permitam-me um aparte para dizer que também a senhora sua mãe era parecida com os caracóis (e não digo caracolas pois os bicharocos são hermafroditas). Pelo menos nos cornos, pois o seu Asdrúbal, mais vivaço, dava-lhe a volta com facilidade e ía saboreando empregadas que passavam pela sua loja e outras damas, nomeadamente algumas amigas mais novas da sua amada Umbelina.
Voltando ao jovem doutor Afonso de Menezes, além de colocar as suas capacidades ao serviço do estudo das ciências jurídicas, gostava particularmente de gastar o dinheiro dos papás (mais rigorosamente, do papá) em belos e potentes carros e num guarda-fatos que era um sonho.
Vestia roupas de marca, odorava-se com os melhores perfumes, penteava-se com um cuidado milimétrico e exibia um garbo que era o orgulho da sempre atenta senhora sua mãe.
- O menino hoje não escolheu muito bem a sua gravata. Nem parece seu, Afonsinho! Vai para o escritório falar com os clientes, não se esqueça! Tem de estar o mais apresentável possível. Um senhor doutor advogado não é uma pessoa qualquer.
- Está bem, mamã! Eu vou lá acima mudar a gravata – aquiescia facilmente o estagiário numa firma de conhecidos advogados.
- Muito bem! Mas, por outro lado, esse after-shave que pôr hoje tem um cheirinho divinal – julgava a especialista e grande educadora do filho em matéria de pedantismo.
Mas havia quem tivesse do Afonso de Menezes uma ideia um pouco menos abonatória.
Entre vizinhos, amigos e colegas era mais conhecido por gostar de exibir o seu porte altivo e boa figura, por falar uma linguagem rebuscada num tom afectado e carregando nos "erres", por todos os seus movimentos gestuais serem como que estudados diante do espelho para resultarem o mais aristocráticos possível, por contar algumas aventuras de veracidade duvidosa.
E assim deixava os que o viam e ouviam a olhar uns para os outros com um sorriso sardónico nos lábios e uma pulga atrás da orelha.
Mas, apesar das histórias amorosas que contava, não se lhe conheciam namoros escaldantes, nem com meninas nem com meninos, e da fama de ser meio larilas não se livrava.

Numa solarenga tarde de inverno, estava a dona Umbelina em casa preparando-se para ir visitar uma amiga para mais um encontro cultural quando soou a campainha do portão da rua.
A empregada Marlene, jovem e simpática, abriu-o à distância e depois de ver que era uma rapariga bastante nova fez o mesmo com a porta da casa.
- O que deseja? – perguntou.
- Queria falar com a D. Umbelina. É um assunto urgente – disse a desconhecida.
- E qual é o assunto? – quis saber mais detalhes, a Marlene.
- É particular! Mas de muito interesse para toda a família Menezes.
- Eu vou ver se a senhora já saiu ou ainda está cá em casa. Um momento. Com licença – falou como lhe ensinara a patroa, a rapariga.
Fechou a porta deixando a jovem, bonita mas vestida com a simplicidade de uns jeans, uma camisola, um “anorak” e umas botas altas, a aquecer-se ao sol de inverno.
Passaram pelo menos uns cinco minutos quando a porta se abriu de novo e apareceu a bem tratada Umbelina.
Olhou para a visitante e disse:
- O que deseja?
- Preciso urgentemente de falar consigo, D. Umbelina.
- Mas eu agora tenho de sair para tratar de algo muito importante – retorquiu a madame tentando descartar a bela morena.
- Mas não é seguramente tão importante e urgente como o que eu tenho para lhe dizer – insistiu a Mafalda, assim se chamava a moça.
- Então diga lá! Mas seja rápida, por favor – condescendeu a dona da casa.
- Não posso entrar?
- Diga-me primeiro qual o assunto que é assim tão importante – travou a mais velha.
- Bom! Para ser rápida como pediu, vou directa à questão. Estou grávida e o pai é o seu filho Afonso!
A Umbelina ficou literalmente paralisada e durante um tempo indeterminado não falou. Nem tampouco se mexeu.
- Sente-se bem, a senhora? – acabou por ser a Mafalda a tentar retomar o diálogo.
A madame estremeceu e, finalmente, saiu do torpor em que caíra.
- Desculpe! Acho que ouvi que a menina está grávida do meu Afonso. Terei ouvido bem? – perguntou.
- Foi exactamente isso que eu disse. E vim falar consigo porque o Afonso nega ser o pai. Ora eu sei que é ele, por isso terá de ser feito um teste de ADN. E como sou menor, o seu filho terá de casar comigo.
Estas palavras quasi deitavam a Umbelina definitivamente por terra. Mas aguentou, ainda que com alguma dificuldade.
- Entre! Entre! Eu vou telefonar para o meu filho e para o meu marido – convidou a mamã.
- Com licença.
- Sente-se ali e aguarde um momento, por favor – disse a atordoada mãe do Afonsinho.
Saiu da sala de entrada e dirigiu-se à empregada:
- Marlene! Fique de olho naquela rapariga pois nunca se sabe! – avisou a patroa num arroubo de lucidez, coisa rara.
Depois dirigiu-se a outro compartimento de onde não pudesse ser escutada por mais ninguém e ligou para o querido Asdrúbal:
- Meu amor! Aconteceu uma coisa tremenda! Está aqui uma rapariga muito nova a dizer que está grávida do nosso menino.
O silêncio foi a resposta.
- Alô, Asdrúbal!
- Sim! Eu ouvi! Estava a pensar. Olha, Lininha, já ligaste para o Afonso? – falou, finalmente, o comerciante.
- Ainda não!
- Então telefona e diz-lhe para ir já para casa que eu vou aí ter imediatamente – sentenciou o marido.
- Muito bem! Até já! – e desligou dando um profundo suspiro.
Pouco depois:
- És tu, meu filho?
- Sou mamã! Estou bem! Mas não precisas de me telefonar tantas vezes pois sabes que estou a trabalhar – respondeu o ocupado pedante.
- Olha, filho! O menino tem de vir já para casa! – disse.
- Mas que aconteceu, mamã querida? Está alguém doente? – inquiriu, ansioso, o jurista.
- Não, meu filho! Está aqui uma rapariga muito jovem que diz estar grávida de si.
- Não é possível! E como é que ela se chama? – quis saber o causídico aprendiz.
- Nem lhe perguntei! Com a atrapalhação até me esqueci. Mas eu vou lá saber e já volto. Espere um bocadinho – decidiu a dona de casa.
Passado menos de um minuto.
- Mafalda e tem dezassete anos, disse ela – informou a Umbelina.
- Mas eu não conheço nenhuma Mafalda dessa idade. Vou já para aí. Um beijinho e tem calma que alguma coisa está errada – despediu-se o licenciado.
- Venha com cuidado! Guie devagar! O seu pai também vem para cá – acrescentou ainda a mulher do comerciante sem perceber que já não era ouvida.
Foi então avisar a jovem de que tinha de aguardar a chegada do marido e do filho.
Passado pouco tempo entrou o Asdrúbal, pela porta das traseiras, e foi ter com a esposa.
- Vamos esperar que venha o nosso rapaz. Entretanto vou espreitar a cara da rapariga – disse o homem.
Não demorou muito tempo que chegasse o Afonso. Esbaforido, nem parecia ele.
Também entrou pelas traseiras, pois recebera um telefonema nesse sentido, e começou a falar com os progenitores e a negar que fosse pai de quem quer que fosse.
- O melhor é irmos lá para dentro falar com a rapariga – sugeriu o Menezes mais velho.
E lá foram os três sentar-se junto da paciente Mafalda.
- Mas eu não conheço esta menina de lado nenhum! – afirmou, quasi aterrado, o Menezes mais novo.
- Isso é o que tu dizes! Mas sabes muito bem que temos uma relação há três meses e agora não podes fugir às tuas responsabilidades – afirmou, convicta, a rapariga.
- É uma falsidade! – quasi gritou o trintão – E é fácil provar isso com um teste de ADN. Além disso, já não tenho relações com mulheres há vários meses.
Eis que a rapariga se levantou, sorriu e disse:
- Desculpem! Mas fui escolhida por um grupo de amigos e amigas do Afonso para lhe pregar um susto e tentar saber se isso que ele diz de ter várias amantes secretas seria verdade. Agora vou-me retirar e fazer o meu relatório final.
O velho Asdrúbal foi o primeiro a reagir.
- Espere! Eu pago-lhe bem para não dizer nada sobre a última parte do que disse o meu filho.
- Não vale a pena! Eles disseram que cobririam qualquer oferta que me fosse feita para me silenciar. E agora vou-me retirar.
E saiu sozinha.
- Mas afinal tu és maricas? – inquiriu, com cara de pau, o pai.
- Não, pai! Não sou nada maricas! – retorquiu, choramingando, o estagiário.
- Então como explicas que, com trinta e cinco anos, passes meses sem ter relações com mulheres?
- Só tem uma explicação! Ainda não apareceu uma que me entusiasmasse a sério.
- Uma como a mamã, não é Afonsinho?
E os olhos do Asdrúbal deitaram fogo!

43 Comments:

Anonymous JMC said...

António.

Está fantastico este texto, temos aqui o que provavelmente no nosso país, dará daqui a algum tempo um politico de sucesso, como pude perceber pelo que está escrito, menino da mamã, Advogado, fiho de psedo boa familia, dinheiro, não se lhe conhecem casos amorosos e tipo amaricado, encaixa-se, no protótipo de politico de futuro.

Bom fim de semana.

JMC

2:22 da tarde  
Blogger Leonoretta said...

ola antonio
vim agradecer o teu comentario e esclarecer algumas questoes que me colocas. deparao-me com nova historia que agora nao posso ler nem mesmo na diagonal como se diz nos circuitos academicoas quando queremos saltar paragrafos.

volto mais logo e farei tudo: esclarecimentos e leitura.

abraço da leonoreta

2:49 da tarde  
Blogger António said...

Para "JMC":
Olá!
Não te tenho visto por aqui!
Obrigado pelo teu comentário.
Volta sempre!

Um abraço

3:00 da tarde  
Blogger PoesiaMGD said...

E dizes que tens falta de criatividade! Quem diria! Adorei! Uma partida bem pregada aos que se gabam sem ter do quê!
E... sim, foste convincente!
Um beijo

3:22 da tarde  
Blogger Menina_marota said...

Este comentário foi removido pelo autor.

4:01 da tarde  
Blogger Menina_marota said...

Bem apanhado! Há muito fanfarrão por aí que merecia uma lição destas...especialmente "meninos da mamã"...

Uma história cheia de humor que gostei de ler.

Um abraço e bom fim de semana ;))

4:02 da tarde  
Blogger lena said...

António, meu amigo, gostei muito do texto, está bem apanhado

muitos filhos da mamã há por aí iguais a este Afonsdinho, "que ainda por cima tem o nome do nosso primeiro rei"

uma partida bem pregada. bem elaborada, cheia de criatividade e com um toque de humor que adorei

dizer que está muito bem escrito isso já tu sabes,

um abraço meu

beijinhos para ti

lena

4:12 da tarde  
Blogger tb said...

Querido António
Como sempre um bom diálogo à tua medida.
Sobre a história, é por estas e outras que estamos como estamos. Pessoas sem utilidade social e afins. Infelizmente há muitos afonsinhos e respectivas mães por aí...
Beijinhos

4:36 da tarde  
Anonymous Morgaine said...

Demais.. primero fazia-me lembrar uma cena do estilo dos Maias, depois já me vejo no nosso tempo por causaa da moça de calças de ganga.. viajei no texto imaginando o filme e foi isso que tornou esta história tão longa mas nada fastidiosa num autêntico sermão à sociedade dos "empinocados" que vivem das aparências e não são simplesmente eles próprios. Adorei António, parabéns, escreves mesmo muito bem e fico feliz de ver que nesta blogosfera onde já apanhei tantas desilusões exista quem saiba ESCREVER A SÉRIO e mimar-nos com estes textos. Um beijo!

5:48 da tarde  
Blogger Caiê said...

Se calhar já tu o sabes, mas a verdade é que existem (para infelicidade das mulheres) CENTENAS de meninos da mamã. É uma praga que deu nos genes... ou será na educação? O certo é que abundam, são mais do que as mães. AH AH AH! E não é só por cá...

Não te martirizes mais: o compositor da valsa chama-se Yann Tiersen.

5:56 da tarde  
Anonymous Ivan said...

Me convenceu sim.
E, as lembranças de minha infância foram despertas.

6:10 da tarde  
Blogger Leonoretta said...

antonio
hoje foi dia de mudar moveis para ver se o espaço do escritorio crescia mas a fisica é uma grande coisa - arquimedes tinha razao.
e agora estou de saida para o cinema e tu resolver fazer um conto que já é uma novela - estou a falar do tamanho do texto e não do que se vê por ai na televisao, nao quero confusoes.

historia bem imaginada e eu ja nao espero outra coisa e como ja me vou habituando aos teus desenlaces a meio começei a desconfiar. ou seja, estou a descobrir um autor.

abraço da leonoreta

8:19 da tarde  
Blogger lena said...

António, meu querido amigo, não tens nada que pedir desculpa, já disse 1111 vezes que não sei escrever, nem tenho prevenções a isso

escrevo o que vou imaginando, saltando pelas palavras, enquanto brinco com elas e me dá um gosto intenso

fico contente sempre que te vejo

um abraço meu com carinho


beijinhos


lena

8:21 da tarde  
Blogger Papoila said...

António:
Uma história muito bem contada com uma imaginação a que já me habituaste, que me divertiu ler e adorei a farsa da Mafalda (viva a Malfadinha!). Concordo com o jmc e o menino tem todas as condições para fazer carreira política.
Beijo

9:52 da tarde  
Anonymous Morgaine said...

antonio.. nao desapareceu nada :)

9:57 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

recomendas olear o blog com parafina ou vaselina? loll

10:16 da tarde  
Anonymous Morgaine said...

hum.. és como o afonsinho?

10:27 da tarde  
Anonymous nena said...

também gostei mto antónio,e tens uma maneira de escrever que a torna leve, agradável e prasenteira.
( bota outros filhos no mundo,bjinho).

10:58 da tarde  
Anonymous morgaine said...

:) bisouz

11:00 da tarde  
Blogger Paula Raposo said...

Nem encontro adjectivo!! Fenomenal!! Sobretudo quando te inspiras em casos reais!! Adorei!! Milhões de beijos...

11:53 da tarde  
Blogger António said...

Para "nena":
Olá!
Penso que não tens blog, por isso agradeço aqui o teu comentário.
O meu intervalo normal entre postagens é de 4 ou 5 dias.
Às vezes mais, às vezes menos.
Recomendo-te, entretanto, a leitura de alguns dentre os mais de 200 posts atrasados.
Não te irás arrepender!...cof...cof...

Beijinhos

1:15 da tarde  
Anonymous Fatyly said...

Uma história bem surpreendente. Tocas num assunto que não é tipicamente dos "meninos e meninas da mamã" - a gabarolice - existe em todas as idades, sexo e distrates sociais.
Gostei muito e foi com arte que travaram o Sir:):):):)
Beijos

6:00 da tarde  
Blogger GR said...

António,
Qual António, Eça! hoje lemos o grande Eça!
Não fosse o ADN e uns outros pormenores de modernidade. Se me perguntassem quem tinha escrito o texto diria convictamente: Eça, logicamente!
Excedeste-te!
Deu-me tanto prazer, continuaria a ler mais umas 200 páginas!
A descrição da,
mulher fútil e endinheirada está, fabulosa!
O pai que tudo tenta comprar até o silêncio, genial!
A Malfadinha é a do Quino? malandrinha e destemida.
O pobre Afonsinho, fruto do casal pacóvio que, pode ser encontrado em muitas vilas e cidades deste nosso país!

Os meus PARABÉNS!

Bjs,

GR

10:39 da tarde  
Blogger António said...

Para "GR":
Olá, Guida!
Obrigada pelo teu comentário tão elogioso em relação a este texto.

Beijinhos

10:49 da tarde  
Blogger Cusco said...

Olá Bom-dia. Belo texto, humorado qb e muito bem escrito.
Fiquei com dúvidas: Afinal o Dr. era mesmo maricas ou não?
É que isso de que ainda não me apareceu uma que me entusiasmasse a sério é lá desculpa que se dê…......
Até o pai depois da moça sair ficou lá pensando, cismando que era uma boa moça para passar pela sua loja.

Até breve
SE DEUS QUISER

11:57 da manhã  
Blogger LUA DE LOBOS said...

ai o que eu ri... e como conheço alguns desses especiens ainda apreciei mais o teu texto!!! uma delícia!!!
xi
maria de são pedro

5:49 da tarde  
Blogger Rosa Silvestre said...

António, este espécimen é o protótipo do menino da mamã,algo ingénuo, meio larilás, à procura daquilo que nunca encontrará...ou então encontra mas é ludibriado!coitado!heheheh!
Mais uma história cheia de pormenores e inúmeras peripécias, tendo gostado mais da parte em a rapariga lhe disse ter sido a escolhida para a partida, que grande patégô!!!!

8:29 da tarde  
Blogger Teresa said...

apanha-se mais depressa um mentiroso que um coxo!
gostei, como sempre!

9:21 da tarde  
Blogger Su said...

ops não te li....na verdade passei para deixar.te uma joca marada

11:01 da tarde  
Anonymous blugaridades said...

Olá querido amigo!

Acabadinha de chegar... aqui estou para te agradecer, antes de tudo, o comentário que deixaste no meu blog. Um beijo especial para um comentário muito especial num dia inesquecível. Quanto ao teu post, amigo, tens aqui matéria para comentar que nunca mais acaba.Voltarei para te deixar as palavras que mereces. Eu não duvido que o norte tenha gerado mais um "Eça".
Até já ou até amanhã.

9:14 da tarde  
Anonymous Ana Joana said...

Olá António!

Tanto Afonsinho que há na nossa praça! E depois vai-se a ver e.....era tudo a brincar !!!!! Só não era brincadeira a frustração, a insatisfação, a tristeza em que sobrevivem esses Afonsinhos. Até dá dó. É tudo um faz de conta sem nada de gratificante em retorno.

A história promete rssss. Ainda pensei que o pai da criança que a Mafalda espera fosse o Asdrubal e que ela tivesse usado o Afonso como desculpa para chamar a mãe à porta!

Beijinhos
Ana Joana

10:25 da tarde  
Blogger António said...

Para "ana joana":
Olá!
Obrigado pelo teu comentário.
Eu sei que tu querias que tivesse continuação, mas isto é um "short story" (aliás bem longa) e não há mais nada.
Quero dizer: haverá a próxima e a outro a seguir pois já estão escritas.
Depois...

Beijinhos

10:47 da tarde  
Anonymous blugaridades said...

Meu Querido Amigo!

Este teu post está genial! Parece que desta vez estamos perante literatura queirosiana e recordei Os Maias e A Tragédia da Rua das Flores.Vislumbrei por aqui, primeiro, o tema do incesto, presente nas duas obras que acabei de referir. Depois de terminar a leitura, " cheirou-me"a relação incestuosa. Continuando a pensar,ocorreu-me outra situação: a Umbelina não seria a mãe do Afonsinho.Este teria sido uma " prendinha" do Asdrúbal, arranjado numa empregada da loja por quem o papá do menino terá tido uma repentina paixão.
Não seria a Umbelina uma esposa estéril? Outra hipótese e o Afonsinho seria o herdeiro desejado e necessário na abastada família Meneses.
Por que razão falaste em hermafrodita? Seria a Umbelina? O Afonsinho?
Este conto merece continuação mas tu é que decides, António. Continuas a deslumbrar-nos com a tua fértil imaginação e com o talento de escritor que tão bem patenteias neste blog.
Deixo-te beijinhos e voltarei a comentar se, depois de reler esta engraçadíssima história, achar que devo dizer-te algo mais.

12:09 da manhã  
Anonymous Morgaine said...

Antóniooo pela-teeeeeeeee todo que logo à noite os murcões vão apanhar do menino Mourinho hehehe

beijossss

10:58 da manhã  
Blogger Leonor C.(nokinhas) said...

Muito boa a tua história.Estás a fazer progressos pois as tuas histórias cada vez são mais interessantes. Parabéns!

4:39 da tarde  
Blogger a sua vizinha said...

Olá, vizinho! Gostei, palavra que gostei! Anda por aí muito filhinho da mamã que está a precisar duma ensinadela! Então aqueles que pensam que só a mamã é que é gente, raiospartisse! Olhe, isto por cá tem andado muito mal, nem lhe conto...
Beijinhos da Diólinda

4:46 da tarde  
Blogger Factor X said...

Consegues cativar atenção e fazer-nos ler sem parar...espectacular.

5:48 da tarde  
Blogger Factor X said...

Não deixe de visitar o meu blog e deixar a sua ideia genial.

Bijinhos

5:50 da tarde  
Blogger Caiê said...

E que dizer do papel do papá?...

6:35 da tarde  
Blogger Peter said...

Meu caro António: regressado a Lisboa, deparo com mais uma das tuas deliciosas histórias do quotidiano, que se lêm com um interesse crescente e em que perpassa sempre um fino humor. Mas cuidado, porque estás a meter-te com um dos "grupos de pressão" ...

Não queres aparecer cá por Lisboa para um almoço? Vinhas num combóio e regressavas no mesmo dia. Com certeza iriam aparecer mais pessoas desejosas de te conhecer (nada de confusões...) LOL

Abraço,
Peter

10:27 da tarde  
Blogger blugaridades said...

Meu Querido Amigo

Passei para reler esta história onde a personagem principal está excelentemente enquadrada numa alta burguesia do último quartel do século XX. Estas universidades de que falas nasceram depois do 25 de Abril e , de facto, não são acessíveis a qualquer Afonso. Um Afonso de Menezes ( com Z e nome real )foi talhado por ti para um curso de letras onde os dons da oratória não lhe podem faltar sob pena de ter de viver à sombra do erário paterno até que a herança chegue. Pelos vistos, o Afonsinho não iria criar descendência e pouco teria de se vergar na barra do tribunal para assegurar uma vida de pompa e ostentação, certamente ligada a uma existência fútil onde só lhe faltaria ler a imprensa cor-de-rosa. Talvez lhe desse uma olhadela para ver os trajes dos elegantes que nelas proliferam.
Estás um escritor de "truz" e passar por aqui duas ou três vezes é uma tentação. Já espero nova história mas reconheço que tens de dar bem nas teclas,acelerar a criatividade, arrumar as ideias para fazer sair nova obra.
Beijinhos, muitos...e bom trabalho!

2:09 da tarde  
Blogger Outsider said...

hahaha! Que grande partida amigo António. Como prometido voltei e deparo com um fantástico conto, com um final excelente! Um conto digno do Eça de Quierós.
Um Abraço.

4:38 da tarde  
Blogger Pepe Luigi said...

Caro António,
Mais uma história com a inigualável marca "António".
Um texto bem contado, bem elaborado e com um enredo de nos deixar pregados ao visor.
As tuas histórias, com componente pedagógica, são de uma imaginação muito fértil que nos fazem pensar positivo a partir de exemplos e momentos anti-sociais. É a isto o que eu chamo a parte enriquecedora de uma obra! - Pôr-nos a pensar - .
Parabéns.

Um abraço
do Pepe.

10:00 da tarde  

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