Eu sou louco!

Irreverência, humor, criatividade, non-sense, ousadia, experimentalismo. Mas tudo pode aparecer aqui. E as coisas sérias também. O futuro dirá se valeu a pena...ou melhor seria ter estado quietinho, preso por uma camisa de forças! (este blog está registado sob o nº 7675/2005 na IGAC - Inspecção Geral das Actividades Culturais)

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quinta-feira, novembro 24, 2005

Este parte, aquele parte...

Este parte,
Aquele parte,
E todos, todos se vão...


Escolhi os primeiros versos do poema de Rosália de Castro que, musicado por José Niza e cantado por Adriano Correia de Oliveira, se tornou famoso em Portugal com o nome de “Cantar de emigração”, para título de posts que dedique a amigos que me vão deixando, numa viagem sem retorno.

Até ser eu a partir...

Soube, há dias, que tinha falecido o Quim Delgado (Joaquim de Sousa Delgado) vítima de um aneurisma cerebral.
Foi meu colega na escola primária do Bairro de Costa Cabral e morava mesmo, mesmo ao lado dela.

Era filho único e tinha, naturalmente, a minha idade.
Licenciou-se em Direito e, à altura da sua morte, exercia funções no Ministério da Justiça.
Sempre jovial e bem disposto, com uma piada requintada na ponta da língua, o Quim Delgado jamais será por mim esquecido.


Mas vocês também o conheceram!

Em 14 de Junho de 2005 postei um texto com o título:
“Vocação religiosa” em que o Padre Rocha tentou levar dois putos que tinham acabado de fazer a 4ª classe para o seminário.
Um deles era eu.
O outro, o Quim.

Viverás sempre na minha memória, velho amigo!

31 Comments:

Blogger Zica Cabral said...

pois é meu querido Antonio a morte faz parte do percurso de todos os seres vivos. Vai-se o corpo, fica o espirito que nas nossas memorias permanece vivo.
Um beijo grande e amigo
Zica

10:21 da tarde  
Anonymous mocho said...

"viúvas de vivos mortos
que ninguém consolará" - eu costumo pensar que por cada pessoa que morre há uma criança que nasce. É a minha maneira de atenuar a dor e justicar a ausência deixada. Bonita homenagem a que aqui deixaste. Fica bem.

10:37 da tarde  
Blogger Su said...

bela homenagem ao teu amigo
mas lembra.te ninguem morre enquanto estiver dentro de nós
jocas maradas, + jocas

10:58 da tarde  
Blogger pinky said...

um beijo com amizade,
recorda-o com carinho
e lembra-te dos bons
tempos com um sorriso,
esses são eternos.

10:58 da tarde  
Blogger Passaro Azul said...

Imagino o que está a sofrer!
A partida fisica de um ente querido e amigo, é algo com que não nos habituamos fácilmente.
Por tanto amarmos a vida, não convivemos bem com a morte.
Ele partiu, mas está aí! Ele deixou de estar presente fisicamente, mas continua ao lado dos que ama.
Ao olhar o céu, olhe com atenção e verá uma nova estrela a brilhar, para sí, mais do que qualquer outra.
Coragem!Essa estrela vai ajudá-lo a aceitar a partida fisica.
Estou consigo, um abraço com a maior amizade.

11:27 da tarde  
Blogger lena said...

bonita homenagem que aqui deixas

ficam as memórias quando alguém parte para sempre

um abraço sentido para ti e muita coragem

beijinhos

lena

11:32 da tarde  
Anonymous mocho said...

Ainda acordado??? :-))

11:43 da tarde  
Anonymous GR said...

Ó “terra” ficas sem homens
Que possam cortar teu pão!

A morte é inevitável, mas vem sempre cedo!
É sempre prematura!
Não importa a idade que se tenha!
Um amigo de infância, vem-nos à memória momentos de alegria, dias de folia!
A dor é forte, sente-se um vazio!
Mas com toda a ternura, recordarás o teu amigo!

Um beijo muito terno,

GR

1:05 da manhã  
Blogger Caiê said...

A morte rouba-nos os seres queridos. Nada mais a fazer, excepto guardar as boas memórias, enquanto as temos... :(
Um abraço, amigo.

2:53 da manhã  
Blogger A_Amante said...

Gostei da tua singela homenagem (se é q era essa a intençao).
Jinhos

9:16 da manhã  
Blogger António said...

Para "GR":

Obrigado pela tua visita e pelo teu comentário.

Beijinhos

9:19 da manhã  
Anonymous Anónimo said...

Olá António,
"Este parte, Aquele parte, E todos, todos se vão..." E este é o percurso unico seguro que todos nós temos. A morte não rouba a vida, apenas fecha um ciclo. Nada será como dantes. A marca dos afectos, das recordações de momentos bem vividos perpectua a passagem enquanto houver memória.

É na ternura que guardas agora o teu amigo. A construção da sua imagem continua, enquanto o teu ciclo não fechar.

Um beijinho,
Ana Joana

10:11 da manhã  
Blogger António said...

Para "Ana Joana":

Obrigado pela visita.
A morte é inexorável.
Mas eu espero ser dos últimos dos rapazes do meu tempo.
Se não fôr...paciência...eh eh

Beijinhos

11:18 da manhã  
Anonymous A Papoila said...

Gostei muito do poema de Rosalia de Castro para a homenagem sentida ao teu amigo. Comento com um pouquinho de um de João José Cochofel, musicado por Lopes Graça:
"... Aqueles que se percam pelo caminho, que importa voltarão ao nosso brado, porque nenhum de nós anda sozinho e até os mortos vão ao nosso lado..." Beijo

12:53 da tarde  
Anonymous hodiguitria said...

A morte...o mistério que não compreendemos. Todos caminhamos para lá. "Começamos a morrer no dia em que nascemos", Pedro Paixão. É mesmo isto! E muitas vezes esquecemo-nos que não somos eternos...

1:14 da tarde  
Blogger wind said...

É triste morrerem as pessoas de quem gostamos. Mas no nosso coração ficam para sempre. Beijos e um abraço pela tua perda.

1:46 da tarde  
Blogger Menina_marota said...

"...Este parte,
Aquele parte,
E todos, todos se vão..."

... mas ficarão gravados na nossa memória e no nosso coração.

Com este texto, fizeste-me recordar Amigos que já partiram, mas que guardo na memória do meu coração.

Abraço Bloguista

3:54 da tarde  
Anonymous azul said...

" E de novo acredito que nada do que é importante se perde verdadeiramente.Apenas nos iludimos, julgando ser donos das coisas, dos instantes e dos outros.Comigo caminham todos os mortos que amei,todos os amigos que se afastaram, todos os dias felizes que que se apagaram.Não perdi nada, apenas a ilusão de que tudo podia ser meu para sempre."- Miguel Sousa Tavares

Mando-te daqui um mimo à saudade!
Beijos

5:23 da tarde  
Blogger Paula Raposo said...

É isso. A Vida é assim, com a memória que nos sobra...e a saudade! Beijos, bom fim de semana

7:15 da tarde  
Blogger nelsonmateus said...

Padre Rocha? Padre Rocha?
por acaso nã tem nada a ver com o padre Amaro, pois nã? ;)

1 abraço

8:43 da tarde  
Blogger Betty Branco Martins said...

Querido António

O que mais doi no coração - é ver "partir" os nossos amigos.

Resta fazer com que eles "vivam para sempre" na nossa memória, e recordar/falar desse(s) amigo(s)enquanto vivermos.

Um grande abraço

8:43 da tarde  
Blogger António said...

Para "azul":

Esse texto do MST é magnífico!

Beijinhos

9:58 da tarde  
Blogger Bárbara Vale-Frias said...

Consegui arranjar um tempinho para vir até aqui e lamento o acontecimento que deu origem ao teu post de hoje.

Bonita homenagem.

Bjs, António

12:47 da manhã  
Anonymous Mocho said...

Um óptimo, tranquilo e bem merecido (espero!!!) fim de semana (não consegui evitar, hi, hi, hi).

2:48 da manhã  
Blogger A.na said...

Meu tenente...
tocas e sinto,minha aflição em te
deixar a minha mão...ando neste
silêncio de paz ainda não encontrada mas procurada.
Eu sem partir de ti,nunca...
reparto num ruido silêncioso
a minha mão cansada...
Tenho um coração que parte,mas a cola é forte e o meu amor toca sempre mais forte.
O meu é enorme por ti...meu A.
de terno afeto,sentido e
triste por teu amigo que voo.
Tenho certo que a paz existe,
e ele estará por lá!

Olha as minhas horas António,
olha-me...olha por mim,dá-me sempre a tua mão tão bonita.
Tenho a tua por mim,tens-me
por ti.
Meu A.tão A.

6:48 da manhã  
Blogger {-Sutra-} said...

Uns partem hoje, outros amanhã. Todos iremos, porque não há vida sem morte, nem morte sem vida.

Bom fim de semana
Beijo doce

2:17 da tarde  
Blogger A.na said...

Renascem?Não sei...talvez elas,
eu penso apenas que reencontro
a paz,eu tenho só a breve
ilusão que quando não se olha parece que não se sente,
e a força é imagem apenas
dela propria.Imagem imaginada...
imagem com trages de calma iluminada,palco de minhas vidas,palco das luzes que me desfocam o olhar...tão fortes António.
As luzes são tão fortes
e deixa...que hoje só por
ti me deixo assim.
Quero parar,penso parar
porque chove no meio
de tanto sol,e aqui aquele que
parte,será sempre mais um que partiu...

O meu A.braço
O meu querido fruto mais doce
O meu A.em ti.

3:27 da tarde  
Blogger margusta said...

Querido António,
...perdoa por ainda não ter passado por aqui.
Lamento a morte do teu amigo..imagino que estejas a passar momentos de tristeza...
Lembra-te que com a homenagem que lhe fizes-te, tornaste-o mais vivo..porque cada um de nós tomou conhecimento da sua existência..quer pela sua vida, quer pela sua morte.

Um beijo de ternura no teu coração.

11:47 da tarde  
Blogger Malae said...

Amigo António! Mais uma vez sem tempo e a isso se junta problemas técnicos que não me permitiram postar...

Mas mesmo atrasada quer dizer que lamento muito a tua perda!Perder um amigo é uma dor que nunca passa... apenas atenua nas memórias perdidas na saudade!

Coincidência... escreveste este post no dia que passa mais um aniversário (e já são tantos) da morte de um amigo... um grande amigo, a primeira pessoa que senti como perda! E mesmo tendo passado quase metade da minha vida sem a sua presença, a sua amizade continua sempre dentro do meu coração, assim como todas as lembranças!

As tuas estórias do passado só servirão para o manter vivo na tua memória e relembra-lo como parte integrante da tua vida! Temos que sorrir a isso!

Lindissima homenagem!

Um beijo grande e muito amigo,
Malae*************

1:48 da manhã  
Anonymous guevara said...

=)

1:44 da tarde  
Blogger heidy said...

Lemnto amigo. Perder uma pessoa da qual gostamos é sempre doloroso... mesmo que não o vejamos muitas vezes.

10:02 da tarde  

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