Eu sou louco!

Irreverência, humor, criatividade, non-sense, ousadia, experimentalismo. Mas tudo pode aparecer aqui. E as coisas sérias também. O futuro dirá se valeu a pena...ou melhor seria ter estado quietinho, preso por uma camisa de forças! (este blog está registado sob o nº 7675/2005 na IGAC - Inspecção Geral das Actividades Culturais)

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quinta-feira, novembro 10, 2005

Reencontro - parte VIII e última

Aquela maldita carta tinha tirado todo o sossego a Joaquim Gonçalves.
Não podia estar descansado sem saber o que se passava na realidade.
Mas quem o poderia ajudar? Cátia? A rapariga era sabida e não morria de amores pela dona, sendo certo que o contrário também era verdadeiro. E pensou:
- A Cátia é capaz de descobrir para onde Anabela vai quando sai daqui. Pode segui-la. Claro que eu também posso, mas não me agrada a ideia de deixar a moça aqui só. E será que posso confiar nela? Que é que ela tem a ganhar? Posso dar-lhe algum dinheiro. Será recompensa suficiente? Ora! Depende da quantia. E que mais pode ela lucrar? Espera! Como dizia a carta?
E abriu-a novamente para confirmar.
- Exactamente! Devia escolher outra mulher para sua esposa diz aqui. Por isso só pode ser uma mulher que esteja interessada em que eu e a Anabela nos separemos e, de seguida, vir ocupar o lugar dela. Será por amor? Acho mais provável que seja por interesse. E, nesse caso, poderia ser uma rapariga nova. Porque não a Cátia? Tenho de agir de forma que ela não desconfie que é suspeita de ter escrito a carta anónima.
E continuou a sua elucubração:
- E que tem a rapariga a perder se eu lhe pedir para espiar a Anabela? Pode ser que a Anabela descubra e a tente despedir ou fazer-lhe a vida negra. Pois...é isso. E durante as manhãs? A empregada vai todos os dias. Também pode saber alguma coisa. Conhece a Cátia. Pode ser que se abra com ela. Ai, ai, Meu Deus! O que havia de me acontecer!
E o bom Joaquim, com os olhos marejados, lá foi atender outra cliente. Era o melhor lenitivo para as suas dores.
Acabado o atendimento, fechou a porta e foi comer uma refeição. Abundante, para poder alimentar o seu peso que Anabela constantemente dizia que lhe ficava mal e fazia ainda pior à saúde.
Estava a almoçar quando lhe ocorreu uma ideia.
- Não! Isto foi escrito por alguma despeitada que quer tramar a minha Anabela. O que vou fazer em primeiro lugar é mostrar a carta à minha mulher. Não é correcto mandar espiá-la ou coscuvilhar o que anda a fazer sem primeiro falar com ela.

Às duas horas chegou Cátia. Procurou descobrir alguma coisa de estranho no seu comportamento, mas nada de especial notou. No entanto, conforme o tempo passava, pareceu-lhe que a rapariga olhava para ele mais do que o costume. Sorriu-lhe. Ela fez um sorriso como nunca lhe havia feito.
- Hum...esta tipa é que escreveu a carta – pensou.
E, aproximando-se dela, perguntou-lhe:
- Então Cátia! Quando é que te casas? Já tens 28 anos, não é?
- É, senhor Joaquim. Mas só me caso quando estiver disponível o homem que eu quero para marido – disse a moça.
- Quando estiver disponível? Quer dizer que já há um eleito pelo teu coração? – perguntou curioso.
- Já! Mas é casado! – atirou descaradamente a rapariga.
- Isso é que é pior! Como vais resolver o problema? – continuou ele a sondagem que tanto estava a resultar.
- Hei-de resolvê-lo! – disse ela enfaticamente.
- E eu conheço-o? – perguntou intencionalmente o Quim.
- Conhece muito bem! Mas agora não lhe digo quem é – travou, finalmente, a rapariga.
- Eu não te disse para mo dizeres – sorriu o homem.
Entraram três senhoras.
- Cátia, atende tu! Eu já vou ajudar, se for preciso.
E o Gonçalves pensou com os seus botões:
- Esta gaja é estuporada! Quer apanhar o velho e, para isso, não hesita em escrever aquela carta incriminando a minha mulher. Que raça ela tem! Mas será verdade ou mentira?
E o Joaquim continuou angustiado a tentar ordenar as ideias.
Passado pouco tempo chegou Anabela.
Sentiu uma vontade enorme de lhe contar tudo mas o momento não era oportuno. Não podia ser com a empregada por perto.
Ao fim da tarde a mulher iria novamente a casa para tratar do jantar dos filhos. Podia ir com ela. Não! Não podia ser no carro nem com os filhos em casa.
Como a Cátia saía às onze da noite, o melhor seria quando ficassem os dois sozinhos. Sem dúvida.
E assim fez.
Ou melhor, não fez porque não teve coragem.
Foram para casa e tudo decorreu normalmente.
- Tu hoje estás muito calado, Quim – disse a mulher.
- Achas? Estou um pouco cansado.
- Sentes-te bem? – perguntou Anabela afagando-lhe o pouco cabelo.
- Sinto! Vou dormir – disse, enquanto pensava que dormir sobre um problema é bom para clarificar as ideias.
Passado algum tempo Anabela foi para o quarto.
O marido já dormia profundamente. Acendeu a luz e reparou numa carta dobrada que estava no chão. Era a mesma que tinha alertado o Quim. Quando este despira as calças caiu de dentro do bolso e ele não dera por nada.
Anabela desdobrou-a, leu o envelope, retirou o papel que estava no interior e leu-o.
- Meu Deus! Ele viu isto! Terá acreditado? Mas que descaramento! Isto foi uma mulher. E agora? Que faço? – pensou ela com o coração bem apertado.
Apagou a luz e voltou para a sala. Sentou-se. Releu o papel.
- Amanhã tenho de dizer ao Paulo que temos de parar. E que faço com isto? Por isso o Quim estava um pouco estranho. Mas quem escreveu isto? Alguém que nos conhece. Que andou a espiar-me. Que quer a nossa separação para lucrar com ela. Deixa-me pensar: quem poderá ser? Alguma vizinha? Alguém do Shopping? A empregada? A Cátia? Falo sobre isto ao Joaquim? Deito fora? Que chatice! – elucubrou ela.

E a angústia levou-a a tomar um comprimido para dormir.
Voltou ao quarto e pôs a carta em cima da cómoda. Depois tentou adormecer, o que só conseguiu passado bastante tempo.
Na manhã seguinte Anabela levantou-se para ajudar os filhos a preparar-se. Quando voltou ao quarto estava o marido sentado na beira da cama com o maldito papel na mão. Era o que ela esperava.
- Quim! – disse – ontem à noite encontrei este papel no chão. Tu já o tinhas lido, não tinhas?
- Já! – respondeu ele – é verdade o que aqui diz?
- Mas tu acreditas no que escreve uma pessoa sem carácter que se esconde no anonimato? Alguém quer estragar o nosso casamento. Tens ideia de quem foi? – adiantou-se ela.
- Penso seriamente que foi a Cátia!
- A sério? E porque desconfias dela? Que é uma mulher é bem claro, mas porquê ela?
E Joaquim contou-lhe a conversa que tivera na tarde anterior no estabelecimento com a empregada.
- Quer dizer! Ela anda a ver se te apanha esperando ocupar o meu lugar. Mas que velhaca! – e Anabela mostrou uma irritação que raramente patenteava.
- Acho que é isso! – concordou o Joaquim Gonçalves.
- É preciso falar com ela! Falas tu ou eu? – e a mulher aproveitou para que a conversa não fosse cair no teor da carta.
- Eu falo! – disse o homem.
- E que lhe vais dizer?
- Perguntar-lhe o que a levou a escrever isto – respondeu.
- E a confessar que mentiu sobre mim – indica ela.
- Anabela! Mesmo que isto que está aqui dito fosse verdade, eu amo-te tanto que te perdoaria. Desde que tu terminasses essa relação – disse o bom do Joaquim com as lágrimas a escorrerem-lhe pela face.
- Meu querido maridinho! Podes acreditar em mim. Não se passou nada – mentiu ela.
Joaquim arranjou-se e foi para a loja.
Anabela ficou em casa e, passada uma meia hora, telefonou para a empregada da loja.
- Estou?
- Cátia? É Anabela! Só lhe quero dizer que, se você insiste naquilo que escreveu numa cartinha a meu respeito, eu vou direitinha à polícia informar que você usa drogas ilícitas, conhece traficantes e se prostitui.
- Mas...
- Não há mas nem meio mas! – continuou a patroa – o meu marido vai falar consigo quando você chegar à loja. Diga-lhe que inventou tudo para poder casar com ele e ter uma vida melhor. Estamos entendidas?
- Está bem, D. Anabela! – disse a moça com voz sumida. Eu não digo nada e a senhora também não.
- Ora ainda bem que nos entendemos! E, para que saiba, eu nunca traí o meu marido.
- Está bem, D. Anabela!
- Bom dia! – e a amante de Paulo desligou.
Paulo habitualmente telefonava durante a manhã mas nesse dia não o fez. Às vezes distraía-se com os alunos ou com os colegas e falhava.
Por volta das duas e meia da tarde, mais cedo que o habitual, Anabela chegou ao Ramos Gonçalves & Irmã.
Encontrou um Joaquim risonho que se lhe dirigiu e beijou, dizendo:
- Sabes que eu cheguei a acreditar naquela carta? Mas a Cátia já confessou que é tudo mentira e que pretendia casar comigo para poder ter uma vida melhor. Como me sinto aliviado.
- Tu sabes que eu era incapaz de te trair. Tenho por ti uma estima e um respeito que tu bem conheces – retorquiu a triunfadora do dia.
Olhou para Cátia e disse:
- A minha vontade era pô-la na rua! Mas não o faço por respeito à estima que a família do meu marido tinha pela sua mãe. Mas espero que tenha aprendido a lição – e virando-se para o seu homem – é assim que vais fazer, não é Quim?
- Claro! Se for essa a tua vontade!
- Obrigado, amor! Agora vou ali tomar um café para descontrair. Queres vir, Quim?
- Agora não posso. Vai tu, vai.

No dia seguinte de manhã, era perto do meio-dia quando o celular de Anabela tocou:
- Está?
- Olá! Tudo bem? – perguntou Paulo.
- Não, meu amor! A Cátia descobriu que nos encontrávamos e escreveu uma carta anónima ao Quim, a dizer-lho.
- Meu Deus! E agora? – disse ele, perturbado.
- Agora vamos ter de parar com os nossos encontros – decidiu a mulher.
- Claro! Mas conta-me tudo – pediu ele.
E Anabela narrou o que se passara no dia anterior.
- Tu foste brilhante! Estás uma verdadeira mestra a resolver situações complicadas – elogiou ele.
- É verdade! – e Anabela riu-se, satisfeita, mas depois mudou para o habitual tom doce da sua voz – meu amor, vou ter de desligar.
- Obrigado por estes dez ou onze meses. Foram dos mais bonitos da minha vida. E assim, dezassete anos depois, separámo-nos novamente. Parece que estamos condenados a viver de encontros e reencontros. Um beijo muito, muito grande para ti – despediu-se o homem.
- Para ti também, meu amor! Até sempre!

E Anabela desligou o telefone.

63 Comments:

Anonymous RT said...

Pois é caras fâs do António... hoje fui eu o primeiro... eheheheh

Sim, senhor, gostei.

Não se pode dizer que viveram felizes para sempre... mas a realidade também é mesmo assim.

10:17 da manhã  
Blogger guga said...

Gostei muito, mas estava à espera de um final diferente. Continua a presentear-nos com as tuas histórias divertidas.

Sandra

10:17 da manhã  
Anonymous Anónimo said...

Olá António. Desculpa, mas na verdade não gostei do final. Para q serviram os tais onze meses? Luxúria será a 1ª palavra q me ocorre. Não existia qq sentimento nobre por detrás daquela relação! Nada q justificasse o comportamento deles! Enfim... Se calhar n gostei por retratar uma realidade q me desagrada profundamente. Mas gostei da história e das descrições pormenorizadas. Um beijinho da Guerreira
P.S.- A descrição física da Anabela lembrou-me alguém já mencionado neste blog. Impressão minha?

10:25 da manhã  
Blogger INFORMANIACA said...

Acabou coisa nenhuma meninas...isto é o António a querer assustar-vos...hehehe. O Quim ainda vai casar com o "avião" que trabalha na sex-shop do lado...

10:30 da manhã  
Anonymous Anónimo said...

Bom dia António,
Gostei do final. Mas continuo a desconfiar que não foi a Cátia a delatora rsssss. Mas a vida é mesmo assim, constituida por equivocos e clarificações contextuais.

Beijinhos e um dia feliz para ti
Alicia

10:45 da manhã  
Blogger António said...

Para "RT":

Caro amigo!
Apesar de não fazeres muitos comentários, sei que és dos meus mais assíduos leitores.

Um abraço

11:05 da manhã  
Blogger Anna^ said...

Hmmmmm,achei estranho este final.
Mas era um dos possiveis,pois então!

bjokas e bora lá a pensar na seguinte blogonovela ":o)

11:12 da manhã  
Blogger António said...

Para "Alícia":

Obrigado pela visita e pelo "comment".
Finalmente acabei esta história que tanto trabalho me deu, sobretudo por ter perdido 4 episódios devido ao meu PC ter dado um grande berro.
Volta sempre!

Beijinhos

11:35 da manhã  
Blogger Ana Maria said...

Antonio está um final real e bem conseguido-parabéns

12:08 da tarde  
Blogger pachita said...

António!

Que história linda. Já calculava que houvesse uma separação. Li de uma ponta à outra a correr.

Gostei muito.

Beijinhos

12:10 da tarde  
Blogger A.na said...

Meu querido A. de querido,
e as mentiras,
tantas mentiras...doces mentiras?
Talvez.
Final de história feliz?
Talvez.
Riviravolta de volta não dada?
Talvez.

Meu querido A.
atento a mim,tenta,e vÊs que sim...
Sou eu ali,em tudo,quase tudo,
Sim,danço...bailarina,dança!
Estou lá,sou eu mesmo!

Abraço-te meu querido
mais A.de todos.


como eu A.de nome!

1:34 da tarde  
Anonymous FM said...

Gostei sim senhor

1:57 da tarde  
Blogger António said...

Para "FM":

Obrigado pela visita.
Volta sempre.

Abraço

2:04 da tarde  
Anonymous RT said...

Convém dizer no final que isto é uma obra de ficção e que qualquer semelhança com a realidade é pura coicidência...ou não é?

eheheheh

2:47 da tarde  
Blogger António said...

Para "RT":

Esse aviso já está muito gasto e os meus leitores sabem que a obra é de ficção.
No entanto, as personagens são inspiradas em pessoas reais e alguns segmentos da história tem base real.
O episódio dedicado ao jantar de amigos, por exemplo, foi apanhado de jantares que faço periódicamente com mais 3 velhos amigalhaços.

Satisfeita a curiosidade?

Abraço

3:06 da tarde  
Anonymous mocho said...

Tenho uma forte sensação que "..." não são de deitar fora...:-). Já comprei um novo portátil. Entretanto, o outro foi para orçamento. Decidi-me por um Pavilion da HP (da série 8256); Miminhos para ti;

3:34 da tarde  
Blogger Xuinha Foguetão said...

Bem... não sei que te diga!
Não estava à espera de um final destes. Tb n sei do q estava à espera.
Mas gostei!

Continua Toni! A tua escrita é envolvente.

Beijocas.

3:45 da tarde  
Blogger sonamaia said...

Afinal a ligaçao do Paulo com a Anabela era apenas física!! E eu a pensar que a história ia ter um final feliz para os dois mesmo que isso acarretasse algum sofrimento das outras partes.. Bolas, António, inda acredito nos contos de fadas e no Pai Natal...

Que despedida tão seca e radical!! Ninguém acaba assim com uma relaçao que se prolongou por um ano!!!E o amor, que foi feito dele??? Será que alguma vez existiu?? Ou será que o conformismo e comodismo conseguem silenciar os corações??

Espero que qualquer dia nos surpreendas com a sequela desta blogonovela e que a Anabela e o Paulo vivam felizes para sempre e tenham muitos meninos porque ainda têm idade para procriar..

Beijinho e mais uma vez parabéns pelo teu talento

6:34 da tarde  
Anonymous Misty said...

António, hoje sou eu quem está cansadota...
...era um final possível. Um final igual a tantos finais que para aí há...
Confesso que estava à espera de um outro final...achei que ia haver mais qq coisita dentro do casamento de Paulo. Talvez por causa dos episódios iniciais, onde ficámos a conhecer uma Inês, com uma personalidade rica e que de repente, ficou mais secundária que um cortinado.
Mas a vida também é assim...há coisas que explodem num turbilhão e vão-se desvanecendo...Talvez o que eles precisassem (O Paula e a Anabela) era de um tempo para "fecharem" a relação tão abruptamente inacabada.

Mas podes (e deves) continuar.

6:37 da tarde  
Blogger Zica Cabral said...

Não foi um happy end mas até foi. Porque presume-se que viveram felizes (?) para sempre com os respectivos legitimos. Muito arrumadinho! Talvez eu preferisse uma coisa menos arrumadinha e mais louca mas a verdade é que na vida real as pessoas gostam de aventuras mas não gostam de tirar os pézinhos do chinelo confortável, if you know what I mean.............
Mas adorei toda a blogonovela e espero que venha outra diferente em breve.
Um beijão grande e muito amigo
Zica

7:42 da tarde  
Blogger lazuli said...

Esta história acabou assim? Não acredito..
Não vai haver a parte II?
O final parecia-me óbvio, pois não "vi" no reencontro qualquer afecto realmente forte durante esses 11 meses.
Mas precisava de algum "granus salus" no fim..
O que me despertou mais a atenção nesta novela foi a forma como construiste as personagens das mulheres, principalmente a Anabela. Dura, inteligente, segura. Aquela parte em que enfrenta a Cátia ao telefone, foi surpreendente, parecia dum filme policial). A Inês, insegura, carente, frágil.
O Paulo, um homem "vulgar de lineu". O Gonçalves, mais interessante: um homem amável, fraco, sensível.
Parabens, primo.
Muitos beijinhos**

7:48 da tarde  
Blogger Leonor C.(nokinhas) said...

António, isto é a vida nua e crua! Quando aparecem as suspeitas e os receios, age-se das formas mais variadas, por vezes até das menos indicadas... Se não foi a rapariga, ficou a saber de tudo e foi o suficiente para a Anabela ficar nas bocas do mundo. O Quim, ou é um ingénuo ou enganou-se a ele próprio tentando fugir à possível realidade. Isto é, acomodou-se... A Cátia ficou de rastos com o que a patroa lhe disse acerca da sua vida. Quanto ao Paulo e à Anabela, com que facilidade desligaram! Quando há amor não se procede deste modo, mesmo com todos os perigos tenta-se encontrar uma saída. Resumindo: Onde é que estava o amor? Não era amor, era sexo! Uma relação pura e simplesmente carnal.
Caramba, até pareço "O Juíz Decide"!Prendeste a minha atenção do princípio ao fim. Obrigada, gostei!

Bom fim de semana!

7:53 da tarde  
Blogger a sua vizinha said...

Ó Vizinho, foi o melhor que eles fizeram! Para pouca vergonha já chega! Mas também lhe digo, isso não passou duma distracção.... Sim porque amor... está bem, está!
Sabe mais? Venha até cá comer umas castanhas e beber água-pé.

7:56 da tarde  
Blogger Leonoretta said...

seja como for...

adultérios sao tristes e amores por perdidos tambem.

foi uma ficção ao sabor da realidade.

resolveu-se tudo muito nice and easy, sem crimes passionais...

escreve outra.


obrigado pelo teu comentario la no ex. fiquei inchada, de orgulho pela maneira como conto as coisas.

abraço da leonor

9:45 da tarde  
Anonymous GR said...

António,

Excepcional!
Todos tínhamos feito um outro final!
Mas não este!
Eu própria estava a fazer juízo de valor errado, quanto à Anabela!
Um conto, extremamente bem feito, ponderado e muita maturidade!

Há umas semanas atrás quando disse:” "Dezasseis anos, é muito tempo! O que passaram, nunca mais é igual!".
Era isto que eu queria dizer! Nada foi igual, só a atracção física! Para além de bons momentos de amizade!

O Engenheiro está lentamente a desabrochar e a mostrar a sua verdadeira vocação, ESCRITOR!
Tudo isto num blog, frente a centenas de pessoas!
É extraordinariamente deslumbrante!
Quando um dia estiveres a autografar os teus livros, talvez na “nova” Latina, recordaremos estes momentos!
Que grande orgulho!
Porque tudo tem o seu tempo!
E o teu também vai chegar!

Um beijo

GR

10:24 da tarde  
Blogger Betty Branco Martins said...

Querido António

Deste um fim real a esta história. Excelente!

Porque existem amores assim, deve ser a coisa mais triste, deprimente e cinzenta que pode haver.

Não faltou nada! Estás de Parabéns, por estar tão bem contada esta história.

Beijinhos

10:37 da tarde  
Blogger António said...

Para "sonamaia":

Obrigado pela visita.
Que trabalheira me deu escrever tudo isto!
E com o acidente do PC de permeio...
Estou razoavelmente satisfeito com o resultado.
Mas, com outras condições, acho que poderia ter feito melhor.
Agora vou pausar neste tipo de obras.
Escrever coisas mais pequenas.
Será o repouso do guerreiro...eh eh eh

Beijinhos

10:54 da tarde  
Blogger António said...

Para "GR":

Minha querida amiga!
Tu deixas-me corado e sem jeito com os teus comentários.
Mas que sabe bem lê-los...lá isso sabe!

Beijinhos

11:40 da tarde  
Anonymous Mocho said...

Finalmente arranjei tempo para vir ler o final, o qual me sugere o seguinte comentário: Muitas vezes, são estes segredos de vida "temperados" que agilizam a vida de tantos Paulo`s e Anabela`s. Precalços sentimentais que evitam a queda definitiva. Miminhos...

11:51 da tarde  
Anonymous Mocho said...

Ajudaram...e muito! Muitos Mmmmmmm...para ti. Obrigada.

12:10 da manhã  
Blogger Leonor C.(nokinhas) said...

Ó António, porque não concorres ao Escritor Famoso?

Regulamento em Divas & Contrabaixos

www.divasecontrbaixos.blogspot.com

Blog para os posts - O Escritor Famoso

www.escritorfamoso.blogspot.com


Espero que esteja tudo bem explicado.

Obrigada pela visita e comentários.

Bjs.

12:22 da manhã  
Blogger A.na said...

Sempre só...
chego a casa depois de
mais um dia,trabalho...
Aqui está o vazio tão meu,
tão conhecido,constante,
solitário...em mim durante
tantos anos e palcos.
Este silÊncio da minha casa,
já barulhenta em tempos,
mas silênciosamente dolorosa
agora,faz outro tempo,
algum,não muito,nem sei!
Sempre eu...assim exactamente
como me entendeste e
descreveste tão simplesmente
e bem...sou mesmo essa António.
Agora tambèm me imaginas
em imagem,sou eu,assim,
sabes tambèm como é o
meu reflexo em espelho,apenas
no espelho em que me
olho e me podem ver.
Apanhas-me por dentro pouco
a pouco e eu...aqui exposta
me exponho a ti como nos
palcos da minha vida,
sempre minha,tua A.,sempre
uma enorme ternura e atenção
em tuas palavras,como abraços
e conforto no meio
deste meu tanto vazio.
Gosto tanto das tuas
melodias...
canta sempre por mim
meu querido A. de nós.
Um beijinho de dentro
de todos os
meus sempres...

2:08 da manhã  
Blogger Caiê said...

Eu sempre pensei que ela ficasse com o marido, sim, e que o marido descobrisse e lhe perdoasse. É o que costuma acontecer na vida real, afinal, não é?
Isto quando uma amizade forte ou um amor maduro existe num casal.
Agora, e o outro lado: o Paulo e a mulher?
E uma pequena coisa me intriga... Ela desembaraçou-se da relação com Paulo tão depressa como de uma coisa simples, física... pareceu-me demasiado rápido, como mulher que sou.
Enfim... espero a tua opinião, autor. estás de parab´nes por uma bem sucedida blogonovela!

2:12 da manhã  
Anonymous Anónimo said...

Querido António, venho apenas dar-te um beijinho e dizer que estou viva... ou quase! Ando mais morta-viva do que viva, na realidade.

Muito, muito, muito trabalho na escola; pouco, mesmo muito pouco, tempo para escrever. Talvez por isso, ando a ficar com uma neura considerável... e estou a precisar mesmo de férias!

Este ano tenho várias turmas só de rapazes e, como se costuma dizer, "cada tiro, um melro"! Ou seja, cada aluno, uma dor de cabeça; cada aula, uma situação.

O que vale é que as turmas de rapazes também costumam ser mais divertidas do que as de meninas... e lá vou levando a vida entre algumas gargalhadas e algumas participações disciplinares! Mas nada de grave, felizmente... coisas estúpidas como estar na aula a mandar mensagens de telemóvel!

Sinto tantas saudades das minhas 2 ou 3 horas diárias de recolhimento para escrever os meus posts... e, claro, de tempo para ler os amigos :(((

Um dia destes, lá para o Natal, regresso! :)

Um beijinho até lá!

Bárbara
(http://cokas.blogspot.com)

8:24 da manhã  
Blogger A.na said...

O meu obg António!
Foi ontem meu querido...
por isso cheguei
tarde e vazia.
Acontece sempre depois
de um espectaculo...
vazio de tão cheio de ilusão.
Sim a tudo o que me dizes por lá...
neste momento,
dancing for money,apenas e sem penas de me sentir
privada de tanto...
Tenho de voltar,trabalho,
e regressarei na proxima
madrugada já cansada.
Abraço
A.de abraços mil

1:24 da tarde  
Blogger A.na said...

Ah,o Romeu e Julieta não foi a minha estreia...essa foi no S.Luiz e é uma peça de teatro.
Também fui julieta,mas faz um ano.
Ontem,estreia de 4 pequenos bailados de um coreografo
holandÊs,Hans van Manen.
Interessante também!
Não me esquecerei
quando for ao porto dançar!
O Porto com o A.de adoro.

1:30 da tarde  
Blogger otlucco said...

Será que a Anabela vai ligar?
Cumprimentos,
otlucco.

1:44 da tarde  
Blogger wind said...

O desfecho foi um pouco imprevisível. Quero acreditar que mais tarde ou mais cedo eles voltarão:) Um amor e desejo assim, não se apagam sem mais nem menos e é difícil não se verem. Beijos

2:06 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

Terminou tão naturalmente como começou... parece q foi um sonho q o Paulo teve...
Bom Fim de Semana a todos! :)
Elisabete

2:52 da tarde  
Blogger António said...

Para "Elisabete":

Obrigado pela visita.
Continua a aparecer que serás bem recebida...eh eh

Beijinhos

4:41 da tarde  
Blogger designerIN said...

Gostei!
O facto de conhecer todos os sítios citados fez com que a história se tornasse bastante real. Também por estar tão bem escrita, prendeu do princípio ao fim.
E agora?
Quando sai o filme?
:)

5:11 da tarde  
Anonymous Maria Papoila said...

E não é que se reencontraram? E não é que a Cátia tinha escrito a carta! E quanto gostei desta blgonovela... Como estes dois Anabela e Paulo se despediram(?) ao telefone, e até com elogios de parte a parte qundo fazes a blogonovela, Parte II? Gostei muito da escrita! Beijo

6:50 da tarde  
Blogger Paula said...

Muito realista, esta passagem. Nós somos seres muito complicados e muitas coisas acontecem na nossa vida semque as consigamos entender ou justificar.
O amor é o maior mistério, e ao mesmo tempo a razão de viver!
Espero que o Paulo e a Anabela tenham voltado a encontrar-se... Fico revoltada quando vejo duas pessoas que se amam viverem ao lado de outras...e nem as fazem felizes, nem elas mesmas o são.
Acredito que a verdade liberta e o amor traz a verdadeira felicidade.
Parabens, Antonio, pela BRILHANTE forma como escreves.
Serei a primeira a comprar o teu livro!!!!!!!!!!
Sério!
Fico à espera.....
Beijos grandes.
Tareca

9:22 da tarde  
Blogger Su said...

li correndo, e afinal quem escreveu a carta? e aquela separação asimm....fiquei imaginando.....
ops, a vida é feita de encontros e desencontros.
gostei de ler-te
jocas maradas

10:06 da tarde  
Blogger SaltaPocinhas said...

eu gosto mais de finais do género "casaram tiveram muitos meninos e foram felizes para sempre... (deformação profissional ou telenovelas a mais...
:-)

1:00 da manhã  
Blogger nelsonmateus said...

tenho k ser sincero ... nã gostei. :(

o final podia ter sido feito d outra maneira mas nã é tanto por causa dele k nã gostei da tua blogonovela ... é mais por causa dakilo k esta por detrás da história.

ex: anabela e o paulo dizem amarem-s e no entanto preferem viver akela frauda a k chamam d casamento.

12:37 da tarde  
Anonymous Mocho said...

Olá, António. A noite passada foi puxada (hic, hic), o almoço foi a fazer um post com uma bruta dor de cabeça e a tarde passada a dormir. Agora, depois de ter feito as torradinhas da ordem e o chá da fila, cá estou eu pronta para te desejar um bom fim de semana. Directamente do coração...PIU!

6:29 da tarde  
Anonymous Mocho said...

Pois é e tambem há aquela máxima: "noites burguesas, manhãs camponesas". Um miminho ou um James Martin`s de 20 anos? Um dó li tá...(estou a brincar, estou a brincar. Definitivamente o miminho, claro). PIU!

7:24 da tarde  
Blogger Su said...

..só para dizer q estou relendo atentamente:)))
jocas maradas de letras

11:04 da tarde  
Blogger Eli said...

Conclui-se que se pode amar dois homens ao mesmo tempo, ou traí-los?!

Hmmm, esta novela é muito boa... mas acho que não acaba por aqui! Cá para mim, aquele fogo todo não se apaga por causa de uma cartinha!

Para quê enganar o outro? Há mesmo pessoas comodistas que vivem da aparência!

:)

3:03 da manhã  
Blogger Eli said...

Ah! E disseste que voltavas...
O meu blog não registou os teus comentários!!! Seriam assim tantos?!
lol

3:03 da manhã  
Blogger Menina_marota said...

Depois de ler toda a história, aguardei pelo final...

Bem... verdade ou ficção (não interessa) tenho que dizer umas coisas.

Ou eu afinal não conheço bem as mulheres (incluindo eu) ou isto não acabou por aqui...

Mas então, depois de uma "relação" tão apaixonada de dez ou onze meses, depois de correrem os riscos que correram, acabam assim, com uma simples chamada telefónica?

Tão friamente, que até me arrepiei (e, olha que a minha sala está quentinha...eheh)

Então não há uma lágrima de despedida, não há juras eternas, somente um telefonema, como quem desmarca um almoço?

Afinal, tenho que confessar, eu sou uma romântica mesmo... no meio desta traição toda, até achava que eles tinham mais do que um "relacionamento" carnal... bem... isto para não dizer outra coisa... sei que me percebes!

Ou será que depois da tua viagem a Timor, vais contar o resto?? Eu aguardo...

Um abraço e uma boa semana :)

7:35 da tarde  
Blogger Menina_marota said...

Ressalvo: onde se lê Timor, deverá ler-se S. Tomé...

Dei agora pelo engano... ;)

Bjocas ;)

7:40 da tarde  
Blogger Malae said...

Amigo António! Parece que o tempo me empurra mesmo para visitas dominicais! Mas nada como chegar a este cantinho acolhedor e ler, ler e perder-me nas tuas palavras e no teu talento!

Pelos vistos desataste o nó da melhor maneira possivel! Com um final surprrendente para todos os que te leêm! Não sei estaria à espera de um final romântico... a vida real não é assim! E tu escreves a realidade melhor que ninguém! E acho que este toque de distância,do fim de uma relação de uma maneira tão crua retrata bem um amor que precisava de ser revivido mas qcujos portagonistas tinham noção de ter um tempo de duração estabelecido! pelo menos assim o interpretei!

No entanto, algo me diz que não foi a Cátia que escreveu a carta! A Inês tem qualquer coisa a dizer sobre este assunto!=)

Mais uma vez, Parabéns,amigo! excelente a maneira como construiste os personagens, a forma como desenrolaste a estória, as tuas descrições sempre tão características, desde ao pesado ambiente familiar aos encontros clandestinos!

E espero que continues a produzir estes teus contos que nos cativam e cativam e cativam...

Beijinhos grandes e amigos.
Malae*************

11:42 da tarde  
Blogger Paula Raposo said...

Gostei!! Odiei essa Anabela!! Beijos, boa semana

10:39 da manhã  
Blogger designerIN said...

Hem? Anabela, eu? :$
Não tenho lá muito jeito para representar... E depois o filme podia não ter o sucesso esperado. :D
Não, eu não jogo no Gueifães com a Xu. Só vou ver os jogos mas ultimamente até estou a falhar...
Bjs

11:21 da manhã  
Blogger Capuchinho Vermelho said...

Mas... mas... mas... acaba assim?? Não que eu seja grande fã do "e foram felizes para sempre", mas se havia amor ali não podia acabar assim com um "temos de para com os encontros" "Claro, meu amor", tão subserviente e tão prontamente concordante! Até na realidade haveria alguma luta, não?

2:57 da tarde  
Blogger pinky said...

óooooo....pensei q o fim era outro!
mas é um bom fim este sim, sr!
há vidas assim, sempre desencontradas e sem vontade de encontros .gostei muito da blognovela parabêns!

8:13 da tarde  
Blogger Mitsou said...

Pois cá para mim quem escreveu a carta foi o Paulo. A naturalidade com que aceitou o corte da relação...Humm.

Beijocas, António, e uma vez mais parabéns!

11:44 da tarde  
Blogger A_Amante said...

Olhaaa nao gostei deste final! entao a coisa acaba assim? haaaa falta aqui qlqr coisa...assim nao vale

10:49 da manhã  
Blogger Capuchinho Vermelho said...

António, eu falei não da separação - essa parecia-me evidentemente inevitável - mas do desapego com que esta se deu. Do simples "Temos de terminar" "Está bem" "Adeus" "Adeus". Percebes? Só pela facilidade de tudo. Não houve pena, não houve mágoa, não houve valorização aparente do amor que sempre a história disse os unia.
Talvez seja eu que goste do drama e da luta pelo amor, mas este final deixou-me com um vazio pequenino... *

12:25 da tarde  
Blogger The Woman +K(P) said...

Tu sabes é muito... Seu sabichão hihih pois assim ficas com a "página em aberto, para um dia destes nos voltar a dar cabo das noites com um novo capitulo de encontros e desncontros ;-). Agora falando a sério, adorei, e como não podias deixar de o fazer, surpreendeste-me com a forma genuina e verdadeira com que remataste a "história", jinhos kido migo ;-)

9:13 da tarde  
Blogger © Piedade Araújo Sol said...

Pois é António....as parecenças do final, também se assemelham ao meu livro. Fica em aberto. E é isso que fica interessante!!!!!

9:34 da manhã  

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