Eu sou louco!

Irreverência, humor, criatividade, non-sense, ousadia, experimentalismo. Mas tudo pode aparecer aqui. E as coisas sérias também. O futuro dirá se valeu a pena...ou melhor seria ter estado quietinho, preso por uma camisa de forças! (este blog está registado sob o nº 7675/2005 na IGAC - Inspecção Geral das Actividades Culturais)

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sexta-feira, dezembro 01, 2006

Uma família burguesa - parte XXIV e última

O interrogatório do Alexandre Pimenta na Polícia Judiciária não lhe acarretou qualquer problema. Todos os temores de que ficara possuído não se concretizaram e acabou por sair muito mais aliviado.
- Eu não te disse? – falou o cunhado – Tudo correu da melhor maneira possível. E era natural que eles quisessem fazer-te perguntas.
- Bom! – desabafou o cabeça rapada – Desta vez parece que me safei.
E deu um suspiro bem do fundo da alma.
Já Novembro ía avançado quando foi notícia, em tudo o que era órgão de comunicação social, que fora constituído arguido, ficando detido, um homem ligado a redes de prostituição suspeito de ser o assassino de Sónia.
Foi o alívio total para o Alex!
E pôde voltar a dedicar-se ao negócio, agora com outras meretrizes pois das iniciais já nenhuma restava, com uma tranquilidade que muito bem lhe sabia.
- A Sónia era um estupor! Mas não deixo de ter pena dela. E sobretudo de lamentar que tenha morrido tão nova e daquela maneira – dizia várias vezes.

A Ana Maria estava próximo de ter de deixar de amamentar a criança pois ao fim de quatro meses o leite começava a faltar.
Chegara o momento da grande decisão!
Ou deixava agora o filho bebé entregando-o à irmã ou, provavelmente, nunca mais se conseguiria separar dele.
E foi num dos encontros semanais que teve com o Manuel António que resolveu abordar o assunto.
Este mantivera-se silencioso pois não queria pressionar a cunhada. Mas não sabia se ela iria ou não abandonar, se é assim que se pode dizer, o filho.
Das conversas que ía mantendo com a Ana, foi fortalecendo a ideia de que ela iria mesmo cumprir a palavra. Pelo menos nesse aspecto. Quanto a deixá-lo de vez, não tinha a mesma opinião, já que o amava verdadeiramente. Disso tinha a certeza.
- Manel! – disse, quando pela enésima vez entraram num quarto daquela hospedaria que era o seu lar.
E prosseguiu, solenemente:
- Muito brevemente vou deixar de amamentar o Manuel José. Acho que é o momento de propor que sejam vocês a criá-lo desde já, enquanto não se resolve o processo de adopção. Para isso resolvi ir a vossa casa e falar no assunto. Só depois direi da minha decisão ao resto da família.
- E a Cláudia não se oporá?
- É o único verdadeiro problema, já que está a afeiçoar-me imenso ao irmãozinho e, sendo muito jovem, pode não compreender bem a minha atitude. Vou falar com ela a sós e dizer-lhe da minha intenção, mas terei de usar de toda a minha capacidade de persuasão.
Parece-me uma boa ideia! – concordou o cunhado.
Pouco demorou para que a Ana Maria, na véspera de um dia em que sabia que a filha não tinha aulas durante a tarde, lhe dissesse:
- Cláudia! Amanhã à tarde gostava que viesses dar uma volta comigo porque quero que conversemos sobre uma decisão que a mãe tem de tomar.
- Amanhã à tarde? Tenho uns trabalhos para fazer e coisas para estudar – respondeu a jovenzinha.
- Prometo que não te faço perder mais de uma hora. Está bem? É muito importante para mim.
- Pronto, mãe! Está combinado.
E, no dia seguinte, depois de almoço, saíram as duas no Renault Clio da Ana perante o olhar interrogador da Maria Helena.
Dirigiram-se à antiga praça de Velásquez, agora com o nome de Francisco de Sá Carneiro, e lá estacionaram a viatura.
Depois de algum silêncio, a Ana Maria começou:
- Cláudia! Tu já tens quinze anos e estás uma mulherzinha. Eu tenho em mente, já há algum tempo, fazer feliz a tia Joana. Como sabes ela não pode ter filhos e, embora queira adoptar, o Tio Manel tem medo de dar esse passo pois não sabe qual a genética que a criança transportará. Ora eu lembrei-me de lhes propor que adoptassem o Manuel José. O tio não se oporia, certamente, à adopção, e eles poderiam finalmente constituir uma família. Eu, embora gostasse de criar o teu mano, não deixarei de o acompanhar no seu crescimento e já te tenho a ti. Tu estarás numa situação semelhante à minha. Não terás o Mané em casa mas estará bem entregue e poderás estar com ele imensas vezes. Talvez esteja a ser demasiado altruísta, mas são gestos como estes que nobilitam as pessoas. Ficarei muito orgulhosa em tornar felizes os teus tios de quem tanto gosto.
Fez, finalmente, uma pausa e perguntou:
- Gostava de saber a tua opinião sobre o assunto, Cláudia!
A jovem, positivamente a sorver as palavras da progenitora demorou um pouco a responder, mas disse:
- Acho que o que pretendes fazer é muito bonito! Mas já não sei o que me vai parecer a nossa casa sem o maninho. Se fizeres isso vou ficar triste.
- Também eu, minha querida! Também eu! Por isso quero resolver o assunto o mais depressa possível, pois se demoro mais tempo não me conseguirei separar dele. E contigo também se passará o mesmo. Só não o fiz mais cedo por causa da amamentação – continuou a mais velha.
- Mamã! Tu é que decides! Eu apoiar-te-ei sempre, já sabes isso.
- Obrigada, minha querida! – e abraçou-a lacrimejante.
Choraram ambas, aliás.
Até que a Cláudia perguntou:
- Mas achas que o tio Manel vai aceitar sem saber quem é o pai? Pode ter problemas hereditários, não é?
- Tanto quanto conheço, não tem. Mas se o teu tio se mantiver reticente em relação a adoptar um sobrinho, então o problema é dele. Eu terei feito aquilo que a minha consciência e o meu coração mandaram.
Trocaram mais algumas ideias, deram um pequeno passeio e voltaram para casa pois a moça tinha os afazeres escolares, mas não sem que a Ana Maria lhe tenha pedido encarecidamente para não dizer nada a ninguém sobre aquela conversa, tendo a jovem aquiescido.

Nesse mesmo dia telefonou ao cunhado.
- Olá, Ana! – disse o Manuel António.
- Manel! Já falei com a Claudinha sobre a vossa adopção do nosso filho. Reagiu muito bem! Portanto, agora queria ir a vossa casa o mais depressa possível e falar convosco. Claro que tu já sabes tudo e vais ter de ensaiar muito bem o teu papel. Se puder ser hoje ou amanhã seria óptimo, porque se fico mais tempo com o meu filho não terei coragem para o entregar, mesmo a vós.
- Está bem, Ana! Por mim não há problema. Liga para a Joana, por favor, para confirmar a disponibilidade dela.
- Ok, Manel! Vou já ligar. Beijinhos para ti, querido papá – despediu-se ela.
Logo de seguida ligou para a irmã, mas só conseguiu falar com ela um pouco mais tarde.
Ficou combinado que se deslocaria ao apartamento de Leça da Palmeira, à noite.
E, por volta das nove e meia, já lá estava.
Depois das saudações habituais e de conversarem um pouco sobre o estado de saúde da Maria Helena, a visitante disse:
- Quero falar convosco sobre uma assunto muito sério.
Pausou, para que os outros se concentrassem nas suas palavras e continuou:
- Vocês estão com um problema para resolver que nunca mais está decidido. Estou, claro, a falar da questão da adopção. O principal óbice parece ser o Manel com o seu temor de que a criança seja portadora de problemas de natureza hereditária. Pois tenho uma proposta a fazer-vos. É-me doloroso o que já decidi, mas acho que vocês merecem ser felizes. Querem adoptar o meu filho Manuel José?
A Joana ficou estática, muda.
O Manuel representou muito bem. Manteve um silêncio relativamente longo e depois respondeu:
- Acho que posso falar pelos dois. Primeiro, quero realçar a extraordinária nobreza da tua proposta. Em segundo, aceitamos de bom grado adoptar uma criança tão linda e tão saudável. Podes crer que será para nós como um filho.
E virando-se para a mulher:
- Joana! Então não falas?
Finalmente a irmã mais nova reagiu:
Levantou-se, abraçou a Ana e choraram ambas.
O homem acabou por se juntar a elas e verteu também umas lágrimas. Agora tinha a certeza de que o seu filho seria criado por si.
Passados estes momentos de comoção geral, sentaram-se de novo e conversaram, nomeadamente na necessidade de o bebé passar imediatamente a viver com o casal, independentemente do processo de adopção.
- É verdade, Manel! Em relação ao pai biológico, embora continue a nada revelar sobre ele, informei-me e julgo que não há problemas familiares graves. Espero que isso te descanse – disse a Ana.
- Claro que sim! E no fundo, o nosso filho vai ter o sangue da Joana. Que mais poderíamos nós desejar? – respondeu o anfitrião.
E o serão terminou com a Ana Maria despedindo-se, alegando que ainda tinha de ser ela a cuidar do Manelinho.
Quando conduzia para casa, pensava:
- E tu, meu amado Manuel António, estarás sempre nas minhas mãos. Quem sabe se não terei um outro filho teu?

Logo no dia seguinte, ao jantar, Ana Maria revelou a sua intenção aos restantes familiares residentes na casa das Antas.
Os encómios vieram de todas as bocas:
- Não sei se te deixaste engravidar propositadamente para presenteares a tua irmã mas, mesmo que não o tenhas feito, funcionou como tal. És meio maluca, mas conseguiste fazer qualquer coisa de notável – disse o pai António José.
E outros elogios tornaram a Ana Maria na raínha da noite.
Até a própria Vó São não pôde deixar de dizer do alto dos seus oitenta e dois anos:
- Aninhas querida! Afinal valeu a pena entrar neste século e viver até hoje.

40 Comments:

Anonymous JMC said...

Final bom, maçio e com algum sentimento á mistura, ficaram resolvidas praticamente todas as questões, mas, pedia continuação ...

...

JMC

3:08 da tarde  
Blogger Papoila said...

António estes dois episódios estão como sempre fantásticos.
Fico à espera para saber como vai evoluir a situação.
Beijo

3:29 da tarde  
Anonymous jampg said...

Após a leitura deste último episódio conjecturei que o aspecto do Anglia "Fascinante" talvez se deva a uma perrice do seu criador a meio do projecto...

4:48 da tarde  
Blogger António said...

Para "JMC":
Obrigado pela visita.
Como tu bem dizes, ficaram resolvidas (de forma mais ou menos explícita) todas as situações.
Não gosto destes finais.
Prefiro quando fica a pairar alguma coisa no ar.
Por isso, já depois de ter colocado este texto "on-line", resolvi acrescentar à última fala da Ana Maria:
"...Quem sabe se não terei um outro filho teu?".
Dizes que a(s) história(s) pedia continuação.
Se as situações estavam resolvidas, era o momento de acabar. Eu sabia isso e os leitores também. Prolongar a (blogo)novela, o que não seria complicado, bastando "matar" alguma personagem determinante, por exemplo, seria prolongar a agonia.
Há um momento para nascer outro para viver o outro para morrer.
A totalidade das 24 partes já estavam escrita à cerca de duas semanas.
Foi por isso que, vendo que o intervalo que estava a deixar entre postagens era excessivamente longo para o número de comentários que obtinha, decidi postar as 5 ou 6 últimas partes a um ritmo diário.
E fiquei definitivamente convencido que escrever em blog histórias longas é um erro.
Esta foi a 4ª e a última.
Eventualmente, quamdo tiver pachorra para isso, poderei escrever "short stories" num ou dois posts.
E por aqui me fico.

Um abraço

5:42 da tarde  
Blogger António said...

Para "jampg":
Obrigado pela visita.
Remeto-te para o que escrevi atrás. Mas estou disponível para conversar pessoalmente na 3ª feira (sobretudo depois de termos bebido uma boa dose de Casa de Santar ou Esteva...o que for mais barato porque sou eu a pagar...eh eh).

Um abraço

5:46 da tarde  
Blogger a sua vizinha said...

Ó vizinho António, isto é que são cenas! Já lá dizia a minha avó! Isto de vidas complicadas, faz-me cá muita impressão e então se mete gravidezes,nem queira saber... Cá no bairro houve uma coisa parecida. Pois, foi a filha do Jakim que ainda por cima é uma fedelha, que engravidou do filho da Anacleta que é filha do sapateiro que é casado com a Miquelina, a irmã da Lepoldina... Ai, desculpe... eu tenho um vício de falar... Não é que me interesse, mas... isto bole comigo!
Mas, como ia dezendo,acho a sua história fabulosa e ainda bem que tudo se resolveu. Mas... não posso deixar de acrescentar: modernices!
Tome lá dois beijos repenicados da Diólinda e passe um bom fim de semana!

6:34 da tarde  
Blogger Fatyly said...

Como todo o bom que livro que leio há sempre da minha parte...ohhh terminou.

E deixaste interrogativas na minha mente de mera leitora: será que Joana sobreviverá?, será que Ana Maria teve outro filho?...etc, etc...

gostei muito e uma vez mais expresso que deverias tentar e lutar por edições tuas!

Beijos sinceros

7:36 da tarde  
Anonymous GR said...

FIM!
Pois é, estava eu à espera do grande fatalismo camiliano, mas não aconteceu!
Gostei!
As relações humanas são muito complicadas. A Ana Maria pagou bem caro, uns minutos de sexo por semana, para ficar com o Manuel toda a vida (!).
Gostei muito da estrutura da história, como conseguiste saltar de uma família para outra, sempre com sequência. Ou seja, estavas a contar o episódio da Helena e mudavas para o Alex, continuando com a Fernanda, admirável, a forma como o fizeste.
Um texto com grande consistência!
Escreves como o “profissional” que te tornaste.
Parabéns!
Sei que estás feliz por o teres conseguido.
Compreendi o teu estado de ansiedade.
Para quem queira enriquecer o romance, deverá imprimi-lo. Ler de uma só vez, ai dá-se o verdadeiro valor da escrita. Talvez por ser em papel (não dispenso), ou por o ler todo de uma só vez!!!
Um trabalho magnífico!
Valeu a pena!

Bjs,

GR

7:56 da tarde  
Blogger Paula Raposo said...

E??!!! Acabou??! Gostei. Beijos. Meus.

9:22 da tarde  
Blogger António said...

Para "GR":
Olá Guida!
Obrigado pelo teu comentário.
De facto estou satisfeito por o ter concluído.
É como o nascimento de um filho depois de 2 meses de gestação.
Não me satisfaz inteiramente, mas também escolhi um tipo de história mais complexo que o das anteriores: aqui não havia uma ou duas personagens centrais mas uma série delas. E várias histórias.
Foi mais difícil do que os outros, mas acho que consegui minimamente o que pretendia.
Agora vou fazer uma pequena pausa para ver se aparecem mais leitores.

Beijinhos

11:34 da tarde  
Anonymous collybry said...

Olá...pois aqui cheguei e bom, terei que voltar para leres todas estas histórias que muito gosto, parabens, até lá deixo meu rasto___
Cõllybry

1:27 da manhã  
Blogger António said...

Para "collybry":
Obrigado pela tua visita e pelo teu comentário.

Beijinhos

9:34 da manhã  
Blogger Rosa Silvestre said...

Estou de acordo com o jmc, a história pedia continuação! que pena...mas c´ete la vie!
bjinhos

9:53 da manhã  
Anonymous JMC said...

António,

Imaginação e capacidade de escrita, é o que não falta, pode ás vezes ser dificil escolher o tema, sobre o qual se vai trabalhar, isto porque deve ser de tal forma abrangente, que tem de ter por ojectivo cobrir o maximo de leitores possivel, o que nem sempre é facil, porque pode não ser o tema de eleição de quem escreve, deixando-o assim com aquela quebra de produtividade, ou seja o tipo de trabalho por encomenda, limitativo, enfim, não completamente 'criado'.
Vou continuar a aparecer para ver o que se segue, certamente com a qualidade habitual.

Bom fim de semana.

JMC

10:38 da manhã  
Blogger Paula Raposo said...

Pois eu também vou aguardar para ler o que tens na manga, a seguir! Beijinhos meus.

11:04 da manhã  
Blogger António said...

Para "JMC":
Olá!
Segue-se um pequeno intervalo.
Entretanto vem aí o Natal e a passagem de ano.
Talvez uns posts avulsos.
Depois...ainda não sei.

Um abraço

2:33 da tarde  
Blogger Peter said...

Não tinha lido o cap anterior, o que fiz agora.
Esta sociedade de aparências, é uma merda.
Quando um tipo casa, ou vive com uma mulher, tudo bem. Se as coisas dão para o torto e não há filhos, tudo bem. Se há, começa a merda.

Numa família tradicional em que o processo familiar segue o seu curso e os filhos se casam ou passam a viver com outros/as, começa a merda com a mistura das famílias que cada um/a trouxe consigo.

3:44 da tarde  
Blogger Leonoretta said...

ola antonio.
a novela chegou ao fim.
principio, meio e fim... lavoisier?
nao me lembro.

abordaste temas dificeis como a prostituição, o dulterio, o engravidar e ter que dar o filho... (eu nunca conseguiria fazer isso mesmo ficando na familia, ou entao, se calhar por isso mesmo), algumas rivalidades bem femininas também foram vistas aqui assim como certas cumplicidades.

olha! parabéns pelo trabalho, sobretudo descritivo das personagens. só quem escreve sabe como é dificil traçar o perfil psicologico e nunca sair do fio orientador.

eu fico encantada por gostares das historias da minha escola. estou a entrar na fase do "pegamento" a estes novos miudos. e cada ano que passa fica mais dificil larga-los.

o titulo? bem visto. esqueci-me.

abraço da leonoreta

6:46 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

Gostei imenso. Parabéns pelo final de mais uma maratona. Espero que reconsideres e não seja a última. Podes não fazer tão longas...mas fazem-nos falta, eu por mim falo.

Beijinhos

2:57 da manhã  
Blogger amigona said...

Estou mesmo a ficar velhota porque gosto de finais felizes!...Beijo amigo e continua... longas ou pequenas histórias, vindas de ti, são uma delícia!

8:33 da manhã  
Blogger Lumife said...

E assim após esta maratona chegou ao fim esta estória que além do mais mostra a facilidade de escrever do amigo António.

Vamos aguardar os novos textos.

Um abraço

2:11 da tarde  
Blogger marujinha said...

Ma tutti é finito. Bem, pelo menos temos um happy ending o que já não é mau.
Gostei de ler. Ajudou-me a pasar o tempo aqui entre as gaivotas.

jinhos da marujinha

3:33 da tarde  
Blogger Caiê said...

O final é de mestre! Porque não é um ponto final. Gosto de coisas que deixam uma porta aberta. :)
Parabéns. Obrigda por nos entreteres. Beijinho.

4:41 da tarde  
Blogger marujinha said...

Atão como é que eu hei-de portar-me mal? Ando sozinha no barco!!! E ó despois o Júlio de Matos está cheio de malucos a rebentar pelas costuras.

Jinhos da Marujinha

6:24 da tarde  
Anonymous Teresa said...

caro antónio,
gostei bastante o que li.

voltei também, para lhe dizer que fez um verdadeiro assalto aos meus post´s! obrigada pela visita e volte sempre. beijinho.

8:43 da tarde  
Blogger PF said...

Querido Antonio,

confesso que nao tenho vindo aqui espreitar o teu cantinho ou outros blogs..ando um pouco a leste da blogosfera...

Já vi que terminaste mais uma curta novela....virão outras, certamente, tão boas ou melhores, como só podemos esperar vindas de ti.

Beijinhos grandes

10:06 da tarde  
Blogger Betty Branco Martins said...

Querido António

Muitas palmas - Bravo -Bravíssimo!

Deste um final de "agrado" quer dizer que agradou aos teus leitores
És um verdadeiro escriba - de mão cheia.

E agora.............venham mais:))

Muitos Parabéns
Beijinhos com carinho

10:38 da tarde  
Blogger APC said...

Acabou? Agora que consegui um tempinho? Pois fica a promessa prometida de que irei ler tudo quanto perdi (mais de meia dúzia de capítulos, certamente), para poder saborear com pompa e circunstância este desfecho que só poderá ser de mestre!
Eu cá (mas tu já o sabes) acho que isso de os posts serem curtos ou compridos não tem nada a ver. Um leitor que mereça tal epíteto e que procure coisa de qualidade, não só não é preguiçoso de se dedicar a uma leitura mais alongada, como, se essa o satisfaz, acabará por achá-la curta. Os outros (com todo o respeito que merecerão, porque o tempo urge e a malta também gosta de ver coisecas curta e giras), são os outros, para o caso em apreço.
Donde, 5 comentários de quem leu com tempo e alma, podem valer mais que 50 visitas que só lêem textos até 25 linhas.
Fiz essa experiência aqui há uns tempos, e aprendi algo com ela! ;-)
Desculpa-me a franqueza (de sempre, e talvez sempre excessiva), muitos-muito parabéns, e um beijinho natalício, até bem breve, para te ler a sério!
APCinha! :-)

3:56 da manhã  
Anonymous Anónimo said...

Está o conto acabado! Gostei muito.
Estou desejosa que comeces outros.
Desculpa lá, mas como não tenho lido todos os comentários só me apercebi que andas a tentar editar. Tens material suficiente? Já tentaste todos os editores?
Beijinhos

3:29 da tarde  
Anonymous Becas said...

António,
Estar tanto tempo ausente dos comentários não é sinónimo de desinteresse, antes de grande ocupação. De facto, tenho lido a tua blogonovela com muito interesse e, agora que acabou, vou sentir a sua falta! Foi uma história fantástica em que jogaste com muitos personagens e espaços. Peripécias interessantes com muitos condimentos: o adultério e a prostituição, os negócios e a família, um homicídio e uma original adopção,... Tudo com descrições pormenorizadas e diálogos muito cativantes! Parabéns!
E se pensasses escrever "Ainda uma família burguesa"?
Beijinhos

4:07 da tarde  
Blogger Lumife said...

Segue-se o descanso do guerreiro...?

Um abraço

4:39 da tarde  
Blogger António said...

Para "becas":
Olá, amiguinha!
Eu sei que tens estado ocupada.
Por isso mesmo o blog vai estar assim uns dias à espera dos que estão mais atrasados (não em termos escolares, obviamente).
Agradeço o teu bem estruturado comentário.
Não haverá continuação:
Primeiro porque não gosto e segundo porque as histórias estão quasi todas fechadas.

Beijinhos

5:18 da tarde  
Blogger Joaninha said...

Caríssimo António, acabo de ler o romance que conseguiu entreter meu espírito sempre divagante. Parecia estar de novo a ler “As Grandes Famílias” de Maurice Druon.
Gostei muito e se a minha opinião valer, deve continuar a escrever mais histórias, tão bem inspiradas no quotidiano, cheias das falhas que os humanos têm e que fazem de conta não ter.
Beijinhos

7:28 da tarde  
Anonymous Becas said...

António:
A sugestão de "Ainda uma família burguesa" foi só uma maneira de expressar o gosto que tenho em ler-te... o fazer-te sentir que acho sempre pouco as muitas linhas que leio e que me apetecia sempre ler mais... Vou-me dedicar aos textos mais antigos que tens no blog e que já cá estavam quando o conheci (ao blog e a ti!!!).
Entristece-me esse sentimento que pressinto em ti de que os leitores não corresponderam como tu querias ao teu trabalho. Mas é assim... quantos nunca chegaram a ver o seu trabalho reconhecido nem com um breve comentário! Não é o teu caso! Alegra-te e continua a deliciar-nos com os teus textos, sim?
Um grande beijinho

12:19 da manhã  
Blogger soeumesma said...

E pronto, chegámos ao fim. E agora caro António? Ficamos pois à espera da próxima história.

Quanto ao final desta familia burguesa vou ser muito sincera não me encheu as medidas. Sabe, é que eu gosto mais de histórias que acabam mal e com fins meio incompletos. Gosto sempre de imaginar o que vem depois. Mas este fim acredito satizfaz a maioria dos leitores. All is well when it ends well.

Eu que pensava que tinha sido o cunhado do Alex que tinha matado a Sónia porque afinal de contas ela andava a chantageá-lo e que a Ana Maria não ia nada dar o bébé à irmã... Mas ok, gostei da parte final em que ela pensa que vai ter sempre o cunhado na mão. Gostei porque acrescenta pelo menos uma possíbilidade em aberto.

Ora então fica muito bem e aguardo ansiosamente nova história.

Beijinhos

9:48 da manhã  
Blogger António said...

Para "becas":
Obrigado pelo teu comentário que me deixou babado como uma criancinha.
Agora tenho de ir buscar uma babette...eh eh.

Beijinhos para ti

1:16 da tarde  
Anonymous tb said...

e pronto!...
Tenho andado afastada por motivos vários deixando-me atrasar. Mas li tudo o que estava atasado e o final desta história tão bem contada. Parabéns mais uma vez e obrigada pela tua partilha connosco.
Beijinhos

5:53 da tarde  
Blogger Heloisa B.P said...

MAIS UM TRABALHO FEITO COM *CABECA TRONCO E MEMBROS*_DE PROFISSIONAL*_ como nos mostra ai' acima a ultima POSTAGEM!
Alem de toda a elaborada ESTRURA; e' uma escrita magnifica fluente imaginativa e que sempre nos PRENDE A ATENCAO!
PARABENE*, mais uma vez ANTONIO*!
e, como ja' lhe havia dito anteriormente, seus TRABALHOS MEREEM SER *EDITADOS* e, nao ficar confinados apenas aos leitores do BLOG*****!!!!
PENSE NA PUBLICACAO E AVANCE PARA ISSO*, Mesmo uma EDICAO DE AUTOR* se, por ora, nenhuma *Editora* se mostrar interessada em Lho EDITAR!
_Fale com meu AMIGO HENRIQUE SOUSA* e, avance para a EDICAO DE AMBOS!!

_Eu, virei aqui novamente ESTA MADRUGADA, mais em silencio, e irei recomecar desde o Primeiro capitulo!
se meus olhos e restantes "maus estares", me nao deixarem ler TUDO NUMA SESSAO SO' VOLTAREI AMANHA!

MEU ABRACO, FRANCAMENTE, AMIGO*!
Heloisa
**********

5:47 da tarde  
Blogger wind said...

Finalmente hoje li os capítulos que me faltavam e engendraste muito bem a história e principalmente o final.
Parabéns!:)
beijos

4:49 da tarde  
Blogger magarça said...

Olá antónio! estás de parabéns por toda a novela, mas fiquei surpreendida com um fim tão rápido.No penúltimo episódio deixaste-me na expectativa de um mistério policial dentro da história... Mas todas as histórias acabam bem resolvidas, sem pontas soltas, gostei.

7:38 da tarde  

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